jogos de casino no Slotozilla
 

Associação Desportiva Guarulhos

Antigo Associação Desportiva Vila das Palmeiras

Ficha do clube
Associação Desportiva Guarulhos
Fundada 01 de fevereiro de 1964
Oficialmente, em 01 de dezembro de 1972 (primeira Ata do clube)
Endereço: Rua Castro Alves, n. 18 – Vila das Palmeiras – CEP: 07013-150 – Guarulhos/SP
Site oficial: www.adguarulhos.com.br (inativo)

Fundação e o amadorismo

Fundado com o nome de Associação Desportiva Vila das Palmeiras, homenagem ao bairro onde a equipe foi formada, com as cores verde e branca. Posteriormente, em 1993, adotou o nome atual, com o objetivo de criar uma maior identificação com o município, adotando as cores da cidade: azul, vermelho e branco.

Seus idealizadores / fundadores: Édson Ramos, José Benedito Ramos, Devanir Honora, Paulo Porto de Souza, Jaime Aparecido Costa, Carlos Roberto Pellissoni e Sérgio Luíz de de Freitas, tendo como primeiro presidente eleito João Costa.

Há relatos históricos que o AD Vila das Palmeiras, “atual Guarulhos”, deu seus primeiros passos no ano de 1957. E em 1964 começou a disputar jogos na várzea da cidade, porém a oficialização vieram com o registro da Ata em 1° de dezembro de 1972, passando a disputar a Liga Municipal de Guarulhos como time amador.

A informação de que o A.D. Guarulhos foi fundado em 1964 é verdadeira, porém de 1964 a 1972 não havia nenhum documento oficial. A Ata só foi feita em 1972 para o clube poder participar de competições amadoras, como os Jogos da Primavera, organizados pela Prefeitura Municipal. Esta é a data oficialmente reconhecida pela Federação Paulista de Futebol.

Antes de se profissionalizar, o time da Vila das Palmeiras participou de diversas competições amadoras na cidade, sendo um dos fundadores da Olimpíada Colegial Guarulhense e da Liga de Futebol de Salão de Guarulhos. Outros torneios da cidade como os Jogos da Primavera, organizados pela prefeitura municipal, também tiveram a participação da equipe, que foi campeã destes torneios em três oportunidades.

Profissionalização e mudança de nome

Em 1981, o Vila das Palmeiras estreou em campeonatos profissionais da Federação Paulista de Futebol. Naquele ano, a equipe disputou a Terceira Divisão do Paulistão (atual Série A3), estreando em 15 de março, derrota por 2 a 1, frente o União de Mogi das Cruzes, tendo como autor de seu primeiro gol profissional feito por Abenaldo. De lá para cá alternou entre o terceiro nível – onde ficou por dez anos, entre 1981 e 1987 e 1991 e 1993 – e o quarto nível do futebol paulista.

Uma das formações do Vila das Palmeiras em 1987
Uma das formações do Vila das Palmeiras em 1987. Em pé: Gil, Elizeu, Nabil, Viel, Tel, Fininho, Emerson, Claudinho e Cabinho. Agachados: Vilmar, Frank, Tadeu, Heriberto, Adilson, Ednaldo, Sapinho e Prof. Jurandir. Fonte: https://www.guimaguarulhos.com.br/

Em 1993, o clube adotou o nome atual. O objetivo da diretoria era criar uma maior identificação com o município no qual a agremiação está situada, por isso o time passou a chamar-se Guarulhos e a ostentar em sua camisa as cores da cidade: azul, vermelho e branco. No ano seguinte se torna o vice-campeão da 4ª divisão do futebol paulista.

Em 2003, o clube pediu licença da Federação, retornando em 2004 na quinta divisão. Com a extinção da quinta divisão, em 2005, o clube passou automaticamente a disputar a Segunda Divisão do Campeonato Paulista, o equivalente à quarta divisão.

Participações nas divisões de acesso do futebol paulista:

3ª Divisão – 10 participações: 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1991, 1992 e 1993.

4ª Divisão – 31 participações: 1988, 1989, 1990, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023 (confirmou participação).

5ª Divisão – 1 participação: 2004.

Notas / Curiosidades:

1965: Numa tarde de 1965, o Vila das Palmeiras recebe o São Paulo para uma partida beneficente no Fioravante Iervolino. A certa altura, falta na entrada da área para os donos da casa. Os jogadores do Vila das Palmeiras correm para o juíz e colocam em dúvida a existência da infração. Irritado, o árbitro não só confirma como a transforma em pênalti. Onofre Miranda, capitão do Vila das Palmeiras na época, põe a bola debaixo do braço e garante que “aqui ninguém cobra pênalti roubado nenhum”. O presidente do clube e o prefeito da cidade pedem para que ele permita o reinício do jogo, afinal se trata de uma festa. Mas não houve acordo. Onofre ainda estava com a bola quando Poy, Mauro, De Sordi, Gino e Cia. deixaram o campo dizendo que nunca mais jogariam “na várzea”. Para o Vila das Palmeiras, aquilo magoou mais do que uma derrota.

Em 2014, o Vereador Edmilson Americano fez homenagem aos 50 anos de fundação do “Vila”, atual AD Guarulhos, com MOÇÃO CONGRATULATÓRIA na Câmara dos Vereadores de Guarulhos.

2018 conquista a 1ª Taça Condemat (Consórcio de Desenvolvimentos dos Municípios do Alto Tietê) de Futebol de Campo Sub-19, representando a cidade de Guarulhos.

Jogo histórico

AD Vila das Palmeiras 1 x 0 Santos FC
Em comemoração aos 431 anos da cidade de Guarulhos
Data 08/12/1991 – Local: Estádio Antonio Soares de Oliveira, Guarulhos/SP
Público: 2.500 – Árbitro: Renato Giglio
Gol: Júnior (ADVP)
Cartão vermelho: Índio (S)
AD Vila das Palmeiras: Solitinho (Quico); Carlos Eduardo (Cícero); Luis Fernando; Joãozinho; De Paula; Edson; Peru e Paulinho Ceará (Anselmo); Júnior (Hélio); Marcinho (Marcelo); Gordinha. Técnico: Giné Martinez
Santos FC: Edinho; Índio; Marcelo Fernandes; Camilo; Flavinho (Marcelo Veiga); Axel; Ranielli (Júnior) e Sérgio Manoel; Serginho Fraldinha (Edmílson); Cléber (João Carlos) e Toninho Marques (Lico). Técnico: Écio Pasca

Títulos

Copa São Paulo de Futebol SUB-17: 2015 (Realizada em Guariba-SP)
Paulista Cup SUB 17: 2019
Copa Mercosul Eventos e Promoções SUB-16: 2012 (Fase regional da Copa Pan-Americana)
Copa São Paulo SUB-17 da APF (Ass. Paulista de Futebol): 2010
Copa São Paulo SUB-16 da APF: 2012
Copa Puebla SUB-16: 2012 (Cerquilho-SP)
Paulista Cup SUB-15: 2021
Guarulhos CUP SUB-15: 2013
Descalvado International Cup SUB-14: 2015
Copa Panamericana de Futebol SUB-14: 2014
Campeonato DEF de Guarulhos SUB-14: 2014
Copa Primavera SUB-14: 2012 (Guarulhos/SP)
Copa Paulista SUB-13 da APF: 2014
Taça Cidade de São Paulo de Futebol SUB-12: 2014
Copa Ouro da APF (Ass. Paulista de Futebol) SUB-11: 2015

Hino

Eu sou AD Guarulhos
A AD joga pra vencer
A vitória é meu lema
Nada poderá nos abater

Trago no peito a paixão
Mais verdadeira,
Na camisa e na bandeira
Todo o meu amor.

Mostrando raça, força,
Garra e juventude, e preciso
Atitude pra ter valor.
Coragem na decisão pra gritar campeão.

Coração no bico da
Chuteira, no agito
Da Galera, é uma
Explosão de emoção

Índio como mascote

Mascote AD Guarulhos Mascote da AD Guarulhos 2015 Mascote do Guarulhos

Pode parecer estranho para uma cidade tão urbana e industrial, uma das mais populosas do Estado, que o time que leva seu nome tenha como mascote um índio. Mas esta é uma referência à origem do município, ainda nos idos de 1560, quando os primeiros colonizadores chegaram à região e encontraram índios de diversas tribos, mas que compunham uma mesma etnia: Gesseraçus, Guarumimins e Guarulhos. Ocupavam todo o Vale do Paraíba, desde a então Capitania de São Vicente até a do Rio de Janeiro. A Vila, fundada como Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos, ganhou a denominação atual em 1906 e, por isso, o time homenageia os antigos e primeiros moradores da região.

Escudos

Apesar da manutenção do nome e das cores, o distintivo sofreu mudanças ao longo de sua história.

Entre o escudo original e o atual, a então AD Vila das Palmeiras chegou a utilizar um símbolo semelhante ao de hoje, no qual o G (que representa o nome da cidade) era substituído pelo V e pelo P (do bairro do clube). O verde do uniforme, porém, aguentou bravamente até a primeira metade da década de 90.

Isso até 1994, quando a diretoria da equipe alterou de vez seu estatuto. Saía de campo o verde, entrava o azul, o branco e o vermelho – as mesmas cores da bandeira do município. Saiu também o nome do bairro, e entrou o nome de Guarulhos no clube. A ADG ganhava corpo, e adotava a identidade que segue praticamente inalterada desde então. As novas cores, porém deram as caras antes do esperado.

O clube chegou a iniciar em 1994 com uniforme verde, ainda como Vila das Palmeiras. Porém adotou o novo uniforme o novo nome no decorrer da temporada, graças a intervenção de Mário Barros. Empresário da cidade (e corintiano), Barros tinha um filho nas categorias de base da equipe, e se apressou em eliminar o verde das camisas da então ADVP.

Escudos utilizados
Vários foram os distintivos utilizados pelo clube; o Vila das Palmeiras teve dois escudos diferentes, já o AD Guarulhos utilizou vários. Abaixo, pela ordem, a evolução.

Escudo da AD Vila das Palmeiras Segundo escudo da AD Vila das Palmeiras
O primeiro e segundo escudo com o nome AD Vila das Palmeiras

Escudo Verde do AD Guarulhos Escudo azul da AD Guarulhos

Escudo Guarulhos utilizado até 2015 Escudo AD Guarulhos até 2018

O primeiro utilizado com o nome atual; depois veio o segundo com a mudança de cor do clube; escudo utilizado até o segundo semestre de 2015, este, segundo informações do Blog do clube (19-10-2015), o “AD” foi retirado do símbolo, para evidenciar o nome GUARULHOS, entre torcedores, imprensa e jogadores, etc.; Escudo utilizado até o ano de 2018.

AD Guarulhos escudo desde 2018 AD Guarulhos escudo das categorias menores
O atual escudo (desde 2018); e o utilizado pelas categorias menores.

Sobre o novo escudo, foi lançado em 17 de abril de 2018, as 23h no Brasil, 10 da manhã na China, pelo Presidente Ricardo Agea na Soccerex, uma das feiras de negócios e investimentos mais importante do mundo do futebol.
Moderno, com traços que remetem à indústria da aviação e ao aeroporto de Guarulhos, o mais importante do Brasil, o design do novo escudo ganhou elogios de diversos especialistas no evento durante a apresentação.
O lançamento contou com a presença ilustre da Secretária Geral da FIFA Fatma Samba Diouf Samoura, a qual foi presenteada com a nova camisa do Guarulhos. Do Brasil somente o Guarulhos e o Sport Club Internacional estiveram presentes na Soccerex China. Fonte: facebook.com/GuarulhosGRU/posts.

Todos os jogos 1981

Partidas Amistosas 1981

15/01/1981- AD Vila das Palmeiras 2×1 Montenegro; gols Ricci,Abenaldo
22/01/1981- Paulista (Suzano) 1×0 AD Vila das Palmeiras
29/01/1981- AD Vila das Palmeiras 2×0 Guapira; gols Pacheco (2)
12/02/1981- Guarani Saltense 1×0 AD Vila das Palmeiras
26/02/1981- AD Vila das Palmeiras 1×1 Mauaense; gol Ricci

JOGOS DO “DEBUT” NO PROFISSIONALISMO DA AD VILA DAS PALMEIRAS EM 1981

Campeonato Paulista 1981 (3ª DIVISÃO – Atual Série A3)
Sobre a participação do clube na 3ª divisão, o Jornal Folha Metropolitana, de 01 de março de 1981, fez uma reportagem. Destacamos este trecho:
“A Associação Desportiva Vila da Palmeiras, disputará esse ano o Campeonato Paulista da Terceira Divisão de Profissionais de acôrdo com a decisão do Departamento Jurídico da Federação Paulista de Futebol, que aprovou o pedido de inclusão da equipe no certame. Naim Zeitune, ex técnico da Associação Atlética Macedo (que solicitou a vaga para o Vila das Palmeiras junto a Federação) esteve anteontem na FPF, juntamente com Sidney Natal da Silva, diretor esportivo do Vila em que o presidente da entidade Nabi Abi Chedid, prestou maiores esclarecimentos sobre a Terceira Divisão.

A inclusão do Vila das Palmeiras no campeonato propõe à diretoria uma nova filosofia de trabalho, totalmente profissional, já que o objetivo dos dirigentes é entrar com força total no certame, buscando as primeiras colocações. Os ex atletas da Associação Atlética Macedo já estão contratados pelo Vila que atuará sob o comando de Naim Zeitune, um dos principais responsáveis pela participação da equipe este ano no Campeonato Paulista de Profissionais.”

AD Vila das Palmeiras de 1981
AD Vila das Palmeiras na estreia do profissionalismo contra o União de Mogi, na 3ª. divisão paulista de 1981. Foto: Folha Metropolitana, de terça-feira, 17 de março de 1981.

15.03.1981- Vila das Palmeiras 1 x 2 União (Mogi das Cruzes)
A equipe foi dirigida pelo treinador Naim Zeitune. O gol do “Vila” foi marcado por Abenaldo, aos 40 minutos do segundo tempo.
Escalação: Biriba, Nene (Valtinho), Alemão, Nelci e Claudinho; Abenaldo, Zezinho (Paulo Sérgio) e Luiz Rosa; Mário, Rici e Nene 2°.

24.03.1981- União Possense (Sto Antonio de Posse) 3 x 0 Vila das Palmeiras

28.03.1981- Vila das Palmeiras 1 x 0 Jacareí (Jacareí). Gol: Moura.

05.04.1981- Vila das Palmeiras 5 x 1 Serra Negra (Serra Negra). Gols: Mário (2), Ricci (2) e Deusdete.

11.04.1981- Vila das Palmeiras 2 x 3 Aparecida (Aparecida do Norte). Gols: n/d.

19.04.1981- União Rochdale (Osasco) 0 x 1 Vila das Palmeiras. Gol: Nacibe.

22.04.1981- Vila das Palmeiras 2 x 1 Suzano (Suzano). Gols: Ricci e Nenê.

26.04.1981- Campo Limpo (Campo Limpo Paulista) 3 x 0 Vila das Palmeiras

03.05.1981- Vila das Palmeiras 3 x 2 Atibaiense (Atibaia). Gols: Nacibe (2) e Alemão.

10.05.1981- Jabaquara (Santos) 1 x 0 Vila das Palmeiras

16.05.1981- Vila das Palmeiras 3 x 3 Cruzeiro (Cruzeiro). Gols: Cláudio, Nacibe e Mário.

23.05.1981- Vila das Palmeiras 0 x 1 Paulistano (Jundiaí)

30.05.1981- Monte Negro (Osasco) 0 x 4 Vila das Palmeiras. Gols: Ricci, Moura, Nacibe e n/d.

21.06.1981- União (Mogi das Cruzes) 4 x 0 Vila das Palmeiras

27.06.1981- Vila das Palmeiras 2 x 2 União Possense (Sto Antonio de Posse). Gols: n/d.

05.07.1981- Jacareí (Jacareí) 2 x 1 Vila das Palmeiras. Gol: Ricci.

11.07.1981- Serra Negra x Vila das Palmeiras. Obs.: WO, o Vila não compareceu.

18.07.1981- Aparecida (Aparecida do Norte) 4 x 0 Vila das Palmeiras

25.07.1981- Vila das Palmeiras 1 x 3 União Rochdale (Osasco). Gol: Nenê.

02.08.1981- Suzano (Suzano) 3 x 2 Vila das Palmeiras. Gols: Português e Zezinho.

08.08.1981- Vila das Palmeiras 0 x 3 Campo Limpo (Campo Limpo Paulista)

16.08.1981- Atibaiense (Atibaia) 0 x 1 Vila das Palmeiras.

22.08.1981- Vila das Palmeiras 3 x 1 Jabaquara (Santos). Gols: Ricci, Nacibe e Zezinho (VILA); e Valdir Dias, de pênalti (JAB) .

30.08.1981- Cruzeiro (Cruzeiro) 2 x 0 Vila das Palmeiras

06.09.1981- Paulistano (Jundiaí) 2 x 0 Vila das Palmeiras

12.09.1981- Vila das Palmeiras 0 x 0 Monte Negro (Osasco)

Foram 26 jogos, 8 vitórias, 3 empates, 16 derrotas (uma por WO), fêz 34 gols, sofreu 46, saldo -12.

Veja mais:

História de clubes do Brasil

Fontes: Jornal Cidade de Santos (1981); 2016.futebolpaulista.com.br/clube/77; Blog do AD Guarulhos; facebook.com/GuarulhosGRU. Página adicionada em 26 Fevereiro 2023.

Vera Cruz Futebol Clube

Vera Cruz campeão Serie A2 - 2020 de Pernambuco

Ficha do Clube
Vera Cruz FCVera Cruz Futebol Clube
Fundado em 03 de fevereiro de 1960
Endereço: Rua Eurico Valoi, 167 – Vitória de Santo Antão – PE
Site oficial: indisponível

História

Na iniciativa de um grupo de amigos formado por Antônio Luiz de Carvalho, Artur Cirino de Carvalho, Simeão Francisco de Lima, José Rodrigues da Silva, José Paulino de Medeiros, Manoel Maximiliano da Silva e Milton Correia Teixeira, surgia em 3 de fevereiro de 1960 o Vera Cruz Futebol Clube, no bairro de Maués, em Vitória de Santo Antão, sob as cores vermelho, preto e branco, tendo como destaque em seu escudo uma Cruz de Malta e a figura de um galo como o seu mascote.

Originalmente, Vera Cruz significa uma invocação da fé cristã, porém, neste caso, a escolha pelo nome foi feita para homenagear o Brasil (que já se chamou “Ilha de Vera Cruz”) e sua história.

Em 1982, com a criação da Fundação Vitoriense de Futebol (FVF), o Vera Cruz, convidado pela recém-criada instituição, participa do campeonato municipal de Futebol. Um ano depois, em 1983,torna-se campeão vitoriense pela primeira vez. Tal façanha repetiu-se em 1999 e em 2001, quando o Vera Cruz volta a participar de uma edição do campeonato local, dessa vez pela atual Liga Vitoriense de Desportos (LVD).

A conquista do campeonato vitoriense de 2001 garantiu ao Galo das Tabocas a participação no Intermunicipal de Campeões, equivalente ao Pernambucano da Terceira Divisão de 2002, onde se sagrou campeão. Este título significou uma nova fase para o Clube, pois, com ele vieram o acesso a Série A2 e a profissionalização do clube, ocorrida em 30 de setembro do mesmo ano. No processo de profissionalização do Vera Cruz, merece destaque nomes como Fernando José Nogueira (Presidente em 2008), José Epaminondas Nogueira, Antônio Luiz de Carvalho, Alexandre Ferrer, Edmilson Zacarias, José Domingos, José Fábio, Juvenal Manoel da Silva, Genário Calisto, Sandro Manoel, José Aglaílson, Marcelo Manuel e Henrique Queiroz.

O ano de 2003 marca a estreia do Vera Cruz no Campeonato Pernambucano da Série A2 e, por pouco, o Clube não ascende à Primeira Divisão, já em sua primeira disputa. Porém, em 2006, após três longos anos de muita ansiedade e expectativa, o torcedor tricolor pôde soltar o grito de “É campeão!”.

Debutante na elite do futebol estadual, em 2007 o Vera Cruz dá sequência a sua vitoriosa trajetória, sendo a grande sensação do certame, alcançando a quinta colocação, e tendo ainda um jogador (Rizo) como autor do gol 25 mil na história do Campeonato Pernambucano.

No Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, permaneceu até a edição de 2008, ano do seu primeiro rebaixamento na elite do estadual. Já no ano seguinte, na edição de 2009 da segunda divisão, volta a sagrar-se campeão e volta mais uma vez a elite do futebol de Pernambuco, onde permaneceu no ano seguinte e teve seu segundo rebaixamento, até a temporada de 2014, onde sagra-se campeão e volta outra vez a primeira divisão. Mas, infelizmente no ano seguinte, volta a ser rebaixado para a segunda divisão do campeonato pernambucano, totalizando três rebaixamentos em sua história. Porém, na temporada 2020 o Galo do Maués volta a levantar a taça da Série A2 e retorna a elite do futebol pernambucano.

No seu retorno à Série A1, o Vera Cruz passou boa parte da fase inicial brigando contra o rebaixamento novamente, mas conseguiu escapar do quadrangular final do descenso e disputou as quartas de final, onde foi eliminado pelo Salgueiro.

Dificilmente os sete amigos fundadores imaginaram que, um dia, o Clube iria figurar como umas das principais forças do futebol de Pernambuco. Da corajosa iniciativa do passado aos dias atuais, o Vera Cruz é uma equipe que vem crescendo graças a confiança depositada pelos vitorienses, e segue firme em sua caminhada de sucesso rumo a conquistas inéditas. O Vera Cruz é uma das equipes mais tradicionais da Zona da Mata de Pernambucano, com mais de 60 anos de história.

Títulos

Campeonato Pernambucano Segunda Divisão (Serie A2): 2006, 2009, 2014, 2020

Copa Intermunicipal de Clubes Campeões de Ligas (equivalente a terceira divisão): 2002

Campeão de Vitória de Santo Antão pela Fundação Vitoriense de Futebol (FVF) em 1983 e 1999; em 2001 pela atual Liga Vitoriense de Desportos (LVD)

Hinos

O clube possui dois hinos, ambos com letra e música de Benedito Cachoeira “Bené”.

Hino 1

Vermelho é fogo, é luz ,
o preto no jogo, seduz,
o branco é paz e amor é o tricolor é o Vera Cruz (bis)
Vera cruz é paixão,
emoção do povo,
salve o novo campeão
Tricolor, amor e glória da Vitória de Santo Antão,
vermelho, preto e branco invadem o Carneirão,
levanta nos quatro cantos esse refrão

Vera Cruz é paixão, é amor é o tricolor da Vitória de Santo Antão
Vera Cruz é o um show, show de bola, ginga, toca, rola, toca na rede é gol
É gol, é gol, é show de bola ginga, rola toca na rede é gol (bis)

Hino 2

O Vera Cruz é campeão, é o time do meu coração (bis)
É o tricolor do povo,
é o grande campeão,
é meu time preferido,
a minha religião,
é o time de Maués,
meu amor, minha paixão,
o Vera Cruz futebol clube é o xodó da multidão,
O Vera Cruz é bola na rede,
é a chuteira no coração,
Vera Cruz é gol é gol,
Vitória, Vitória de Santo Antão.

O Vera Cruz é campeão, é o time do meu coração (bis)

Fontes: www.veracruzfc.com.br acesso em 05-01-2008. Página adicionada em 05 de abril de 2021.

Veja mais: Clubes do Brasil

Tupã Futebol Clube (SP)

Time do Tupã FC (SP) em 1949

“O mais querido da Alta Paulista”

Ficha do clube

Escudo do Tupã FCTupã Futebol Clube
Fundado em 08 de fevereiro de 1936
Endereço: Rua Chavantes, S/N – Tupã – SP
Website: https://tupafc.com.br/

Escudos anteriores

Escudo Tupã FC Distintivo Tupã FC

História

Fundado em 8 de fevereiro de 1936, por um grupo de 30 pessoas reunidas à noite numa congregação para definir os detalhes da criação de um time de futebol para a cidade de Tupã. O nome acabou sendo escolhido como Tupã Futebol Clube. Antônio Caran, o dono do local onde se realizou a reunião, foi nomeado presidente, enquanto Tobias Rodrigues desenhou o uniforme nas cores vermelha, preta e branca. Vergilio Pereira de Araújo encarregou-se de escolher o local do estádio, que nada mais era que um campinho cercado de árvores nobres e plantações de café.

Criado o clube, passou a disputar campeonatos e torneios amadores por mais de uma década até a sua profissionalização 1949, jogando na Segunda Divisão do Campeonato Paulista até 1954. No ano seguinte, não disputou a competição, somente retornando em 1956. Em 1960, disputou a terceira divisão, retornando para a principal divisão de acesso no ano seguinte. Em 1968, não disputou nenhuma competição, voltando no ano seguinte para a Terceira Divisão, deixando de disputar novamente um campeonato em 1970. Intercalou participações entre a segunda e terceira divisão até 1983, quando pediu licença junto a Federação Paulista de Futebol.

No início da década de 80, teve confrontos memoráveis com a Penapolense. Voltou a disputar a Terceira Divisão em 1985, permanecendo na divisão até 1993, quando caiu para a quara divisão. Nesta década, teve bons jogos com o Rio Branco, de Ibitinga, com o Jaboticabal, com o Corinthians de Presidente Prudente e com o Barretos.

Na década de 2000, continuou a disputar a quarta divisão, tendo desistido da competição em 2006, retornando no ano seguinte nas competições oficiais.

O Tupã é um dos clubes mais tradicionais do interior do estado de São Paulo e que mais disputou campeonatos de acesso, deixou de disputar apenas em nove oportunidades: 1955, 1967, 1968, 1970, 1984, 2006, 2008, 2017, 2020. Até 2025, o Tupã F.C. disputou por 67 vezes o campeonato paulista profissional em diversas divisões:

Serie A2 : 19 participações – 1949, 1950, 1951, 1952, 1953, 1954, 1956, 1957, 1958, 1959, 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1976, 1982, 1983[2]

Serie A3 : 23 participações – 1960, 1969, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 2014, 2015

Série A4 : 23 participações – 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 , 2002, 2003, 2004, 2005, 2007, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2016, 2018, 2019, 2022, 2023

Segunda Divisão (equivalente ao 5º Nível) : 2 participações – 2024, 2025

Disputou a Copa São Paulo de Futebol Junior em 10 oportunidades: 1978, 1987, 1992, 2005, 2018, 2019, 2022, 2023, 2024, 2025

O Tupã tem em sua história partidas memoráveis, como, por exemplo, em 1948, quando a equipe do Santos viajou 10 horas até a cidade e perdeu por 3 a 2. Em 1950, mais uma contundente vitória sobre o time santista por 4 a 2. Em 1954, o time ficou com o vice-campeonato da Copa Anchieta, equivalente à Segunda Divisão da época.

Nessa época, sob a administração do prefeito Alonso Pereira de Carvalho, houve uma série de melhorias no estádio, propiciando o ingresso do time no futebol profissional. Alambrados, muretas e arquibancadas, na época de madeira, deram um ar diferente à nova casa do Tupã. Mas a grande novidade foi no fim da década de 70, quando foram instalados refletores de alta projeção, uma nova arquibancada de concreto, alojamentos, um refeitório e o Portão Monumental, com mais de 20 metros de altura.

Estádio do Tupã-SP em 2018
Estádio Alonso Carvalho Braga. Foto de 2018

O novo estádio Alonso Carvalho Braga, hoje conhecido como Alonsão tem capacidade para 5.500 espectadores e recebeu grandes jogos, como os clássicos regionais contra o Marília e o Araçatuba. O clube inicia 2026 com reforma milionária no estádio, investindo mais de R$ 1 milhão, que incluem a troca do gramado e da iluminação, além de melhorias no alojamento e no refeitório utilizados pelo elenco profissional.

Títulos

Campeão do Play Off de Permanência na Série A2 do Campeonato Paulista: 1961.

Campeonato Amador de Tupã: 1945, 1946, 1947, 1948, 1950.

Torneios Amistosos
Taça Casa da Saúde São Francisco de Assis – Tupã: 1948.
Quadrangular Dr. Otavio Vicenzotto – “Tira Fogo” – Tupã: 1971.

Campanhas de Destaque
3º lugar – Paulistão da 4ª Divisão: 2013. Acesso a Série A3.

Hino do Tupã

Da nação indígena surgiu
O tricolor mais querido
E jogando futebol exuberante corações ele atingiu
Muitos craques passaram pelo time
Muitos gols eles fizeram
Na derrota nunca esmoreceu
Nas vitórias muitas glórias

Dá-lhe tricolor, dá-lhe tricolor muita garra, luta, determinação
Dá-lhe tricolor, dá-lhe tricolor muita garra, luta, determinação

Mascote

Mascote do Tupã FC
Índio Guerreiro

Veja mais: Clubes do Brasil

Fontes: TupãFC.com ; TupãFC.com.br

História do Euterpe Football Club

Euterpe FC em 1920
Equipe do Euterpe que disputou o campeonato amazonense de 1920. Foto: Reprodução/Baú Velho.

Somente pessoas de cor negra podiam associar-se ao clube.

Ficha do Clube

Euterpe Football Club
Fundado em 07 de Agosto de 1919
Endereço: Sua sede era na residência de número 108, da rua 24 de Maio e depois na rua Ramos Ferreira, em Manaus (AM).

Origem do nome

Sobre o nome do clube, a curiosidade: Euterpe vem do nome científico Euterpe Oleracea, que é uma das mais nutritivas frutas da Amazônia, conhecida como açaí, pequena, arredondada e de cor muito roxa, quase preta. A cor da fruta associada com a cor da pele. Mas existe um mistério no nome, um trocadilho, pois se invertermos a palavra Euterpe, teremos então o seguinte: É PRETU É, uma confirmação da cor de seus integrantes.

História

Fundado em Manaus, estado do Amazonas, em 07 de Agosto de 1919, por Benedito Peixoto, carteiro dos Correios, um apaixonado pelo futebol, o Euterpe Football Club, das cores verde e branco, era um time modesto. A sua primeira diretoria teve o próprio Benedito Peixoto como Presidente, Avelino Costa como Vice e Floriano Santana como Capitão do time titular. Sua sede era na residência de número 108, da rua 24 de Maio e depois na rua Ramos Ferreira. Por cumprimento a um dispositivo estatutário, somente pessoas de cor negra podiam associar-se ao clube.

Conhecido como o dragão negro, o Euterpe disputou os campeonatos oficiais de futebol promovidos pela antiga Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA), de 1920, 1921, 1922, 1923 e 1927. Nunca chegou a ganhar nenhum título estadual. O único título que conquistou foi de um torneio comemorativo em 1920, no hoje extinto estádio Parque Amazonense, quando os euterpianos conquistaram a Taça 27º Batalhão de Caçadores.

Mas, se no futebol o Euterpe não fazia muito sucesso, por outro lado destacava-se na parte social com noites esplendorosas aos sábados, realizando suntuosas festas em sua sede social, assim como torneios festivos no Parque Amazonense.

A primeira notícia de uma partida de futebol do clube, foi publicada no Jornal do Commercio, de 19 de outubro de 1919:

Entre as turmas do Botafogo Foot-ball Club e do Euterpe Foot-ball haverá, ás quinze horas, um match no campo da Floresta.

No ano seguinte, Euterpe estreou no campeonato da FADA, no Torneio Início realizado em 18 de janeiro de 1920, contra o Rio Negro e sofreu uma derrota por 3×1. Seu único gol foi marcado pelo atacante Dodó. No jogo valendo pelo campeonato com o mesmo Rio Negro, dia 9 de maio de 1920, o Euterpe foi goleado por 6×0. Os gols rionegrinos foram marcados por Hermínio 3 e Pudico 3, conforme registro no livro Sete Décadas de Barriga-Preta, de Manoel Bastos Lira.

Seus mais destacados atletas foram os atacantes Dodó (Domiciano Borges), Patrício que chegou a figurar entre os convocados para a seleção amazonense de 1926 e o centromédio Gaudêncio, jovem educado numa Faculdade de Portugal.

Com o tempo, o clube faria duas modificações em seus estatutos. Devido á grande procura de novos sócios, o Euterpe passava a aceitar pessoas de outras raças, abrindo caminho para pessoas oriundas de outras etnias raciais tanto no quadro de sócios quanto em seu plantel de jogadores.

O Euterpe Football Club entrou para a história como o primeiro clube de futebol no Brasil formado exclusivamente por negros, a disputar um campeonato estadual, no ano de 1920. Teve uma história breve e acredita-se que foi extinto em 1930. Mesmo assim e por causa das constantes derrotas em campo, é inegável a importância de sua existência contra o racismo que imperava na sociedade e no meio esportivo da época. Como as atenções dadas ao futebol estavam voltadas quase completamente para os times do eixo Sul-Sudeste, o legado do clube amazonense foi “descoberto” há relativamente pouco tempo, em comparação com o dos citados no começo deste texto.

Veja mais: Clubes de Futebol do Brasil

Fontes: Fontes: Jornal do Commercio, de 19 de outubro de 1919; Baú Velho. Página adicionada em 12 Janeiro 2026.

Sport Club Penedense

Ficha do Clube

Escudo da PenedenseSPORT CLUB PENEDENSE
Fundado em 03 de Janeiro de 1909
Endereço: Praça Clementino do Monte n° 151 – Centro – Penedo – AL
Site oficial: www.penedense.com.br

Sede do Penedense
Sede do Penedense

História

Clube mais antigo do futebol alagoano, o Penedense foi fundado no dia 03 de janeiro de 1909 por Zeca Peixoto, com as cores alvirrubras, contando com o apoio de outros penedenses ilustres para tal finalidade. Um deles, o Senhor João Ramalho, que disponibilizou para o clube, a área de terras onde até hoje se localiza o Estádio Alfredo Leahy, por quanto existir o tradicional clube de futebol.

Seu primeiro Presidente foi o Senhor Oswaldo Méro, criador do Sócio Efetivo, Remido ou Correspondente do clube, sendo depois feita uma campanha para a construção do alambrado e lance da arquibancada, pelo Presidente Sílvio Menezes Tavares, também criador do Sócio Patrimonial, categoria social de quem fez uma espécie de antecipação de mensalidades para tal fim.

Logo após a sua fundação, um outro clube foi formado na cidade de Penedo, o União Sport Club, que seria seu adversário em muitas partidas. Abaixo foto dos dois clubes.

Foto do SC Penedense em 1909
Registro de 31 de janeiro de 1909. Teams verde e branco e vermelho e branco, pelo habil amador-photografo Aurelio Phyfias, momentos antes de começar a disputa de um match de foot-ball. Fonte: O Malho, de 06 de Março de 1909. Partida entre o Penedense versus União Sport Club.

Por um longo período disputou jogos amistosos e em seguida os campeonatos promovidos pela Liga Penedense de Futebol. Em 1962 é que veio participar da Primeira Divisão do Campeonato Estadual pela primeira vez, promovido pela FAD, disputando 15 jogos, com sete vitórias, um empate e sete derrotas, terminando na 6ª colocação, com 10 clubes disputantes.

Sua melhor campanha foi o vice-campeonato alagoano de 1966, quando decidiu o título com o CSA. Abaixo foto da primeira partida.

Penedense x CSA na final do Alagoano de 1966
Foto da final na primeira partida, realizada no Mutange, em 1966: CSA 4 x 2 Penedense.

Durante muitos anos, o Penedense ficou de fora dos campeonatos da principal divisão. Crises internas não permitiram que o clube continuasse com seu departamento de futebol. No ano de 2000, após 10 anos, o clube se preparou para voltar à elite do futebol alagoano, através do campeonato da Segunda Divisão. Foi o campeão com méritos e ganhou o direito de ficar entre os grandes. Mesmo assim, o clube alternou na elite, com rebaixamentos e acessos, que se mantém até os dias atuais.

Em 07 de março de 2018, o Sport Club Penedense passou a ser considerado de Utilidade Pública Estadual. Com 22 deputados presentes, a Assembléia Legislativa aprovou, por unanimidade, e em segunda votação, Projeto de Lei, de autoria do Deputado Alcides Andrade, quando estava no exercício do mandato, que considera de utilidade pública o Sport Club Penedense.

O Penedense foi o único clube de futebol profissional a se manter ativo em Penedo, e é uma das raras equipes no interior do Nordeste a possuir estádio próprio, embora se ausente constantemente das competições da Federação Alagoana de Futebol.

Participações na elite do futebol alagoano:
De 1962 a 1964; 1966 a 1971; 1974 a 1986; 1988 a 1990; 2000 e 2001; 2005 a 2008; 2010, 2012, 2014, 2016, 2024, 2025, 2026.
No ano de 2023 venceu a segunda divisão alagoana e voltou para a elite do campeonato alagoano.

Títulos

03 Campeonato Alagoano 2ª Divisão: 2000, 2004, 2023
03 Torneio Início do Campeonato Alagoano: 1964, 1967, 1971

Craques

Marinho, a maior revelação

Marinho com a camisa do Flamengo
Marinho – cria da Base

Cria da base, jogando pelo clube entre janeiro de 2003 a junho de 2006, dos 12 anos aos 16 anos, o atleta Marinho (Mario Sérgio Santos Costa), que também atuou no Vitória, Changchun Yatay (China), Grêmio, Santos, Flamengo, Fortaleza, entre outros clubes, chegou a enviar uma video mensagem no Instagram, quando o Penedense fez 112 anos (em 2021):
“Passando para mandar os parabéns pelos 112 anos do Sport Clube Penedense. Clube da minha terra, da minha cidade, clube que eu tive a honra de vestir essa camisa. Desejo muito sucesso e que seja um ano de renovação para esse clube. Fica meu abraço e minha gratidão”.

Xavier, o Flecha Negra – Craque histórico

Xavier
Foto da Revista Placar de 29 de abril de 1977.

José Augusto Xavier nasceu em Penedo-AL, no dia 28 de agosto de 1936. Maior ídolo da história do clube, Xavier, popularmente conhecido como Flecha Negra, foi o artilheiro do campeonato alagoano em 1966, com 19 gols.

Atacante do Sport Club Penedense deixou sua marca registrada como o maior goleador da vida centenária do clube. Ele que teve grande passagem por clubes do futebol nordestino como CRB, curta passagem pelo CSA, jogou no Botafogo da Bahia, Botafogo da Paraíba, Fluminense de Feira e Itabaiana, dentre outros clubes.

Vice campeão alagoano pelo Penedense em 1966, campeão Paraibano em 1968 pelo Botafogo, em 1969 conquistou o título Sergipano pelo Itabaiana. O grande momento do futebol do artilheiro penedense foi quando o mesmo enfrentou, no Trapichão, o Santos FC do Rei Pelé jogando pelo CRB, na goleada de Santista por 6 a 0. Quando terminou seu compromisso com o CRB, Xavier voltou para o seu Penedense onde encerrou sua carreira.

Estádio

Nome oficial: Estádio Alfredo Leahy – Capacidade: 5.500

Dr. Alfredo Freire Leahy foi Médico, nasceu em 19 de janeiro de 1895. São de sua autoria e publicadas as seguintes composições: o Hino ao Sport Club Penedense e a valsa Visão Fugitiva e Viva o Sport Club Penedense.

Alfredo Lehay
Alfredo Freire Leahy. Foto acervo Nilo Pinheiro.

Em julho de 1923 foi eleito 1° Secretário do Clube. Um ano depois, em 24 de junho de 1924, faleceu, quando tinha apenas 29 anos de idade. Dias após seu sepultamento, o clube passou a homenageá-lo, dando ao estádio seu nome.

Estádio do Penedense
Fachada do Estádio
Arquibancada do estádio Penedense
Arquibancada do estádio Alfredo Leahy

Letra do Hino

Música: Alfredo Freire Leahy
Letra: Alberto Gomes

Eia! Vamos galharda corte, ao combate, que é belo vencer!
Pois quem é, como nós bravo e forte, a derrota não deve temer
Penedense guião da vitória, que na luta não temos rival,
o teu lema é lutar pela glória, que nais belo, mais nobre ideal?
Salve corte aguerrida, afirmação do valor!
A glória trazes contida no teu pendão bicolor.

Alvirrubro pendão alteneiro, em valor só te pode passar,
o alviverde pendão brasileiro, que no mundo tremula sem par
Penedense palavra que luz,
qual sentinela incentiva em nossa alma na peleja que a glória conduz,
Penedense, terás sempre a palma.

Mascote

Mascote da Penedense
Jacaré é o mascote

Veja mais: Clubes do Brasil

Fontes: O Malho, de 06 de março de 1909; correiodopovo-al.com.br/../..-da-sua-historia-e-glorias-aos-tempos-atuais; historiadealagoas.com.br/dr-alfredo-freire-leahy; Face Penedense; ge.globo.com; penedense.v10.com.br (indisponível); www.penedense.com.br;  e outras citadas no artigo.
Página adicionada em 16 de Setembro de 2023.

Sociedade Esportiva União Cacoalense

Ficha do clube

União CacoalenseSOCIEDADE ESPORTIVA UNIÃO CACOALENSE
Fundado em 01 de janeiro de 1982
Endereço: Avenida São Paulo, 2861 – Centro
CEP 78975-000, Cacoal/RO
Estádio Municipal Aglair Tonelli
Site oficial: indisponível

Fundada em 1° de janeiro de 1982, a Sociedade Esportiva União Cacoalense participou em diversas edições do Campeonato Rondoniense de futebol profissional, tendo conquistado o auge no estadual a partir do ano de 2000 quando chegou entre os quatro primeiros, sendo derrotado na semi-final pela equipe do Guajará.

Em 2001 a União Cacoalense chegou pelo primeira vez numa final de campeonato. Seu adversário era a equipe do Ji-Paraná, até então 7 vezes campeão Rondoniense e uma vasta experiências em campeonatos de nível nacional. O primeiro jogo foi no Estádio do Vera Cruz, em Ji-Paraná, quando as duas equipes empataram. No jogo de volta a torcida lotou o Aglair Tonelli, porém o jogo terminou com um novo empate. Nos penaltis o Ji-Paraná acabou levando o título.

Em 2002 mais uma final. Desta vez o adversário era a equipe do CFA, de Porto Velho, uma equipe estreante no estadual mas com uma estrutura de dar inveja a grandes times do Brasil. O primeiro jogo aconteceu no Estádio Aglair Tonelli de Cacoal. O resultado foi um empate. Na decisão em Porto Velho, no Estádio Aluísio Ferreira, o CFA venceu de virada por 2 a 1 e deixou o União Cacoalense com um novo Vice-campeonato.

Em 2003 lá estava o União Cacoalense em mais uma final. Novamente contra o CFA. Primeiro jogo em Porto Velho, 1 a 1. O CFA dependia de um empate na segunda partida para sagrar-se campeão. Novamente a torcida do União Cacoalense não decepcionou e bateu o recorde de Público de todos os tempos no Estado. Motivado com isso o União foi logo abrindo 2 gols de vantagem. Tudo parecia decidido quando o CFA marca seu primeiro gol e logo em seguida empata a partida. O estádio calou-se. Parecia que um novo vice estava por vir. Mas Anderson, meia que na ocasião de zagueiro, fez o terceiro gol do União e deu o título à Equipe.

2004 foi um ano especial para o União Cacoalense. Principalmente pela sua primeira participação na Copa do Brasil. Foi contra o Guarani de Campinas, que escapou da derrota para o União Cacoalense, com um gol de empate aos 47 min. do segundo tempo, na primeira partida, no Estádio Aglair Tonelli. No jogo de volta, 0x0 em Campinas. O União foi eliminado de acordo com o regulamento, mas saiu invicto contra o campeão brasileiro de 1978.

No campeonato Estadual o União conquistou o Bi, desta vez vencendo o Ji-Paraná, garantindo, mais uma vez, a participação na Copa do Brasil de 2005.

Rebaixamento

Depois de anos de grandes campanhas, o clube é rebaixado em 2008. Na segunda divisão de 2009, fica na lanterna da competição, com dois pontos. Se despediu da disputa da Segunda Divisão do Campeonato Rondoniense 2009 com empate em 2 a 2 com o Cruzeiro, no estádio Aglair Tonelli Nogueira, pela última rodada da primeira fase da Segundinha, permanecendo na segunda divisão em 2010.

Estádio Aglair Tonelli

Estádio Aglair Tonelli

Nome Oficial: Estádio Municipal Aglair Tonelli Nogueira
Capacidade: 5.000 (em 2010)

Endereço: Rua dos Esportes, s/n – Bairro do Incra – Cacoal (RO)

Recorde de Público: 11.000 (União Cacoalense 3 x 2 CFA – 15/06/2003, final do Rondoniense)

Dimensões do Gramado: 110m x 75m

Proprietário: Prefeitura Municipal de Cacoal

ESCUDOS

Primeiro escudo da União Cacoalense Segundo escudo da União Cacoalense Terceiro escudo da União Cacoalense 4º escudo da União Cacoalense

Na sequência: O primeiro escudo, criado em 1982; O segundo escudo, utilizado até 1999; Distintivo utilizado a partir de 2000. A estrela já fazia parte do escudo do clube, mas a partir de 2003 ela passou a ter sentido, com a conquista do primeiro título estadual; e o terceiro, com o Bi-Campeonato Estadual conquistado em 2004 uma segunda estrela foi adicionada no escudo.

TÍTULOS

União Cacoalense - Campeão Rondoniense 2004
Equipe da União Cacoalense – Campeão Rondoniense 2004

02 Campeonato Rondoniense

Campeonato Rondoniense 2003
Final disputada contra CFA
Primeiro Jogo: 1 a 1
Segundo Jogo: 3 a 2

Campeonato Rondoniense 2004
Final disputada contra o Ji-Paraná
Primeiro Jogo: 2 a 2
Segundo Jogo: 2 a 1

02 Campeonato Rondoniense da Série B (Segunda Divisão)

Rondoniense da Segunda Divisão 2013
O Departamento Técnico da FFER (Federação de Futebol do Estado de Rondônia) confirmou, em 14 de novembro de 2013, a extinção temporária da Segunda Divisão do Campeonato Rondoniense. No site da Federação consta apenas o campeão, aquele que seria o único participante inscrito, a União Cacoalense.

Rondoniense da Segunda Divisão 2025
Final disputada contra o Rondoniense Social Clube
Primeiro Jogo: 2 a 0
Segundo Jogo: 4 a 0

01 Campeonato Rondoniense Sub-20 (Juniores)

Rondoniense Sub-20: 2025
Final disputada contra o Sport Genus
Primeiro Jogo: 1 a 2
Segundo Jogo: 2 a 0

Veja mais: Clubes do Brasil

Fontes: www.ffer.com.br, www.skyscrapercity.com (foto do Estádio), www.uniaocacoalense.com.br (desativado). Página adicionada em 19 de maio de 2010.

Tocantinópolis Esporte Clube

Origens e História do TEC

Ficha do clube

Tocantinópolis ECTocantinópolis Esporte Clube
Fundado em 01 de janeiro de 1989
Endereço: Rua TO-126 KM 01. Cep:77900-000 – Bairro Alto Bonito, Tocantinopolis – TO
Site: www.tocantinopolisec.com.br; www.tocantinopolisesporteclube.com.br; www.tocantinopolisesporteclube.com (inativos)

Origens do clube

A história do surgimento do Tocantinópolis Esporte Clube remonta a antiga seleção de futebol tocantinopolina, que durante duas décadas proporcionou muitas alegrias a população local disputando partidas amistosas e os torneios regionais de futebol amador que eram realizados no extremo norte de Goiás, atual estado do Tocantins.

Contudo antes da seleção municipal surgir no cenário esportivo regional, os times que desempenhavam, em princípio, o papel de representante do futebol tocantinopolino de maneira extraoficial (e na maioria das vezes heroica) dentro e fora da cidade era, o Náutico e o Anhanguera, times amadores que tiveram seu auge entre as décadas de 1960 e 1970.

Na ocasião, os referidos times possuíam os melhores jogadores do município, craques como: Raimundo de Breque, José Bonifácio, João Chaves, Dudu, Jessé Barros, Barreirinha, Raimundo Baribe, Cardosinho, Genésio, Zé Maria, Salazar, Aurino, Antonio Apinajé, Mereré, Pedro da Baiana, Negrão do Nena, Fernando do Mané Chico, Professor Ângelo, Wilson Coelho, Clodoaldo, Solon, Antonio Baribe, Rui, Beto, entre outros que talvez pela ausência de arquivos do esporte local foram esquecidos com o tempo.

A precariedade da estrutura física (campos de terra batida), a falta de apoio do poder público local ao lado da extrema distância geográfica do sul de Goiás (e da própria capital goiana), fazia com que as cidades do norte goiano, hoje estado do Tocantins se unissem em torno de um campeonato de futebol amador denominado de TIN (Torneio Integração do Norte), que foi criado no final da década de 1970, em razão da impossibilidade de participar das competições organizadas pela Federação Goiana de Futebol.

Durante a década de 1970 surgiu o Estrela, time que tinha o nome alusivo a rua da Estrela, logradouro onde o mesmo nasceu. Suas cores eram o vermelho e o branco. Coube ao referido clube em 1979 ser o primeiro representante do futebol tocantinopolino a disputar o TIN. Em certas ocasiões quando o time atuava fora do município era carinhosamente chamado de “Estrela da Boa Vista”.

Os “guerreiros” do Estrela não tinham apoio algum do poder público e para dificultar ainda mais aquela caótica situação, num determinado jogo contra o Araguaína no campo da Tobasa, o uniforme do time só possuía onze camisas, portanto somente, as camisas dos jogadores titulares. Quando era realizada uma substituição, o atleta substituído retirava a camisa e colocava-a ao contrário a fim de que o atleta suplente não usasse a mesma numeração, apenas a mesma camisa. Por incrível que pareça a organização do torneio aceitava esse tipo de artifício.

Diante daquela Situação lamentável passava o único representante do futebol de Tocantinópolis no TIN, os senhores Henandes (Dakátya Hotel) e José Borges (Contador), decidiram apoiar a equipe no que fosse necessário, como aquisição de material esportivo, transporte, alimentação, tudo isso, ora com recursos do próprio bolso ora com recursos dos “heroicos” atletas, através da tradicional “vaquinha”.

Em princípio as viagens eram realizadas num caminhão aberto (“pau-de-arara”) e depois passaram a ser feitas numa perua Kombi que comportava em média cerca de 22 pessoas simultaneamente entre jogadores e comissão técnica.

Em dezembro de 1979, houve uma significativa melhora para o futebol local com a inauguração do Estádio Lauro Assunção (sem arquibancadas), que reuniu na partida inaugural as seleções de Araguaína e de Tocantinópolis.

O jogo foi bastante movimentado e reuniu importantes autoridades políticas do Estado de Goiás e do município de Tocantinópolis. O felizardo a marcar o primeiro gol no estádio foi o atacante araguainense Adir, porém com muita bravura a seleção tocantinopolina virou com os gols de Guinha, Emiliano e Ademir. E terminou vencendo pelo placar de 3×1.

No início da década de 1980, apesar da cidade contar com o Estádio Lauro Assunção, a condição do esporte local continuava remota, pois as viagens continuavam sendo sofridas para os atletas e para a comissão técnica em virtude da ausência de apoio.

O poder público municipal não se sabe se por descaso ou por falta de condição financeira, destinava a seleção tocantinopolina, apenas um desprezível caminhão caçamba, que deveria comportar toda a delegação, e que por sua vez, era parcialmente cheio de areia e coberto por uma lona para dar mais “conforto” aos heroicos atletas.

No referido período, os jogadores eram selecionados a partir dos jogos do campeonato municipal amador, aqueles atletas que se destacavam em sua respectiva posição durante a mencionada competição eram convocados para fazer pare do plantel da seleção local.

O estremo norte de Goiás era esquecido tanto em termos sociais quanto em termos de futebol, pois os principais clubes goianos, isto é, Goiás, Vila Nova, Atlético Goianiense e Goiânia, demoravam vários anos para pisarem nos deploráveis gramados da região, mas quando marcavam presença através dos jogos amistosos levavam verdadeiras multidões aos acanhados estádios nortenses.

História do TEC

As antigas seleções municipais do norte de Goiás só vieram a evoluir, isto é, obtiveram sua consolidação e consequentemente transformaram-se em clubes, simultaneamente após a implantação do Estado do Tocantins que ocorreu no ano de 1989.

Desta forma, gradativamente as respectivas seleções transformaram-se em clubes como foi o caso das seleções: gurupiense (Gurupi Esporte Clube), colinense (Kaburé Esporte Clube), araguainense (Transtrevo Esporte Clube e Araguaína Esporte Clube, atualmente, Araguaína Futebol e Regatas), miracemense (Miracema esporte Clube e Tocantins Esporte Clube), Paraisense (Intercap), alvoradense (Alvorada Esporte Clube), e da própria seleção tocantinopolina que deu origem ao Tocantinópolis Esporte Clube – TEC.

Mascote do Tocantinópolis ECDesde então a seleção tocantinopolina deixou de existir e em seu lugar foi fundado o Tocantinópolis Esporte Clube, no dia 1° de Janeiro de 1989, tendo como cores oficiais o “verde” e o “branco” em alusão a bandeira do município e o escudo no formato arredondado com a sigla TEC em destaque, o nome do time por extenso e o ano de fundação. O clube passou a ter como mascote o papagaio, um animal que possui uma referencia natural a cor verde do Tocantinópolis.

A partir de então, ocorreu uma “simbiose” perfeita entre a antiga seleção local e o Tocantinópolis Esporte Clube, pois com a referida transição o fanatismo dos torcedores foi ampliado substancialmente e a paixão e o orgulho do povo tocantinopolino se tornou deveras incomensurável.

No primeiro semestre do ano de seu nascimento, o TEC participou do Campeonato regional Amador (que reunia seleções municipais e times da região) e para a surpresa e felicidade de todos, conquistou o primeiro título de sua história recém-iniciada.

No segundo semestre do referido ano, o Verdão disputou a primeira Copa Tocantins de Futebol Amador(competição equivalente ao campeonato estadual na época), sem fazer grandes investimentos e apenas com os jogadores “prata da casa” que eram remanescentes da antiga seleção tocantinopolina. E, ao término do certame o TEC ocupou uma honrosa posição intermediária na tabela.

Em princípio, o Campeonato Estadual Tocantinense de Futebol Amador não tinha a mínima estrutura nem dentro nem fora de campo, pois os estádios não tinham arquibancadas, os gramados eram os piores possíveis e a cobertura da imprensa ficava muito a desejar, como ocorre ainda hoje em boa parte das cidades do interior tocantinense, em virtude da ausência de investimentos do poder público e da mídia esportiva local.

Contudo, coube ao poder público tocantinopolino na gestão do então prefeito José Bonifácil Gomes de Souza, um amante do futebol, ora com recursos do próprio município ora com recursos dos governos estadual e federal, criar uma ampla estrutura esportiva na cidade de Tocantinópolis, tornando-a referencia a nível regional especialmente no futebol.

Principais realizações do senhor José Bonifácio:
1- A construção da arquibancada, da cobertura e da iluminação do estádio Lauro Assunção;
2- A destinação de 30 salários mínimos mensais do poder público ao TEC;
3- A aquisição de um ônibus para o TEC;
4- A construção do centro de treinamento, do alojamento e da sede social do clube;
5- A construção do estádio Ribeirão (o gigante do interior do Tocantins) entre outras obras.

A conquista do primeiro Título estadual

No ano de 1990 é importante ressaltar alguns aspectos importantes dentro do futebol tocantinense, como: as principais praças esportivas já contavam com arquibancadas, alguns clubes de maneira ainda muito tímida contratavam jogadores de outros estados e a imprensa dava seus primeiros passos no cenário esportivo.

No segundo semestre do no de 1990, a diretoria alviverde em parceria com o poder publico local e tendo a frente o abnegado dirigente Salim Rodrigues Milhomem, teve uma excelente sacada em termos de estruturação para o Verdão, pois contratou um numeroso plantel de jogadores de clubes do futebol goiano e de cidades circunvizinhas para mesclar com os pratas da casa, visando disputar o estadual amador do referido ano.

Desta maneira, implicitamente, naquela atitude de vanguarda Salim juntamente com os demais diretores do TEC lançavam a primeira semente para a futura profissionalização do futebol tocantinense, uma vez que a referida atitude alviverde obrigava as demais equipes do Estado a seguir o mesmo exemplo, ou seja, abrir os cofres e contratar mais jogadores a fim de poder ao menos competir em pé de igualdade com Verdão do Norte.

O futebol era amador, todavia a diretoria do Tocantinópolis demonstrando extrema organização encarava o certame como se o mesmo fosse profissional e em função dos elevados investimentos em contratações de jogadores, o TEC fez uma campanha impecável dentro e fora de seus domínios e chegou a final de forma invicta contra a equipe do Alvorada.

A desorganização da Copa Tocantins em determinados momentos mostrou-se muito evidente, em função do elevado numero de times e a quantidade exacerbada de jogos, o que culminava com a insuficiência de recursos financeiros das equipes, pois as mesmas tinham que arcar com: transporte, alimentação, hotel e o salario de determinados atletas. Aspectos conjunturais que os times tocantinenses não estavam acostumados a lidar.

A dificuldade financeira da maioria dos clubes obrigou os dirigentes a paralisar a competição por algumas semanas, com o objetivo de fazer os times “respirarem financeiramente” e retornarem com força total para a fase eliminatória (“mata-mata”) do certame.

Após a paralisação, a Copa Tocantins teve seu prosseguimento normal, contudo, apesar de todo esforço da comissão organizadora do campeonato as duas partidas decisivas só forma ocorrer apenas no ano seguinte, ou seja, em 1991, envolvendo os times do Tocantinópolis e do Alvorada.

O primeiro jogo decisivo aconteceu nos domínios do Verdão do Norte no estádio Lauro Assunção, mas não saiu do placar de 0x0, em virtude de ambas as equipes possuírem defesas bastante solidas e bem postadas, em determinados momentos, o jogo ficou extremamente feio e sem nenhuma empolgação. O empate, sem sombra de duvidas, foi um resultado extremamente justo pelo o que ambas as equipes produziram dentro de campo.

No jogo de volta, isto é, na grande final do campeonato o poder publico fretou sete ônibus para levar os torcedores até o município de Alvorada, isto sem contar os veículos de particulares, o que fez a torcida alvoradense dividir as acanhadas arquibancadas do estádio Elias Natan meio a meio com os fanáticos torcedores alviverdes.

Em Alvorada, novamente a partida foi amarrada, já que nenhuma equipe queria arriscar demais, temendo perder o titulo para o adversário. O placar não poderia ser outro, 0x0, o que levou a decisão para os pênaltis.

Depois de varias cobranças de pênaltis de ambos os lados, a equipe do Verdão do Norte por ter sido mais eficiente e por contar com o goleiro Célio que defendeu duas cobranças, sagrou-se campeão estadual para delírio da massa alviverde. E ainda de quebra venceu de forma invicta, feito que até hoje não foi alcançado por nenhum clube tocantinense.

Em 1991, a diretoria do TEC dividiu o clube em duas agremiações: a equipe A (que era mesclada com jogadores locais e de outros clubes para disputar o estadual) e a equipe B (composta apenas com jogadores prata da casa para disputar o Campeonato Regional Amador). O TEC “A” entre os quatro melhores times do Estado e o TEC “B” sagrou-se campeão regional, conquistando o ultimo titulo amador da historia do Verdão do Norte, novamente de forma invicta.

Títulos conquistados

Categoria Principal
06 Campeonato Tocantinense: 1993, 2002, 2015, 2021, 2022, 2023 (Invicto)
01 Campeonato Estadual Amador (Copa Tocantins): 1990 (Invicto)
01 Copa Tocantins: 2004
01 Torneio Prefeito Luiz Carlos Noleto (Imperatriz/MA): 1996
02 Campeonato Regional Amador: 1989, 1991 (Invicto)

Categorias Menores
04 Campeonato Estadual de Juniores: 1994 (Invicto), 2005 (sub 20), 2006 (sub 20), 2011
01 Campeonato Interestadual Sub 15: 2005

Hino

Tocantinópolis
queremos te promover
Esse verdão é time forte
sabe ganhar e perder
(Bis)

Sabe de tudo
na hora H
o que ele sabe
pode provar
(Bis)

Time de jovens
leva a bandeira na mão
e a mancha verde contribuindo
incentivando o timão
(Bis)

Veja mais: Clubes do Brasil

Colaboraram: Carlos Santos; e Marcelo Victor, de Tocantinópolis.
Fonte: para as origens e história, Livro do Tocantinópolis Esporte Clube. Hino e títulos atualizados tem como fonte Federação Tocantinense de Futebol e www.tocantinopolisesporteclube.com (acesso em maio/2010). Página adicionada em 05 Maio 2010.

Grêmio Osasco Audax

Ficha do Clube

Escudo do GO AudaxGrêmio Osasco Audax Esporte Clube
Fundado em 08 de dezembro de 1985
Endereço: Avenida Brasil, 1361 – Sala 1 – Bairro Rochdale
CEP: 06220-050 – Osasco/SP
Site: www.audaxsp.com.br

História

O Pão de Açúcar Club foi fundado no dia 08 de dezembro de 1985, como um projeto social para proporcionar oportunidade de práticas esportivas para crianças de 07 a 14 anos. Porém, neste início, as modalidades eram focadas no atletismo.

O futebol só começou em 2003, com a realização da Super Copa Compre Bem. A competição reuniu cerca de 70 mil garotos e, destes, 72 foram escolhidos para fazer parte das equipes Sub 15 e 17, que, no ano seguinte, representariam o clube nos campeonatos estaduais.

Os jovens cresceram e chegaram à idade de se profissionalizarem. Por isso, no ano de 2006, o clube firmou uma parceria com o Juventus e emprestou seus atletas para a disputa da Série A1 do Campeonato Paulista. O oitavo lugar do time da capital animou a diretoria do Pão de Açúcar Esporte Clube (PAEC), que no ano seguinte inscreveu a equipe na disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista.

A primeira partida oficial dos profissionais do clube foi no dia 7 de Abril de 2007, contra o Jabaquara, válida pela Segunda Divisão (atual A4) do Campeonato Paulista. Neste mesmo ano, o clube também participou pela primeira vez da Copa São Paulo de Futebol Júnior, além de ter conseguido chegar até as finais dos campeonatos Sub 15 e 17.

Apesar das expectativas, no ano de estreia dos profissionais o PAEC não passou da segunda fase da competição e viu frustrado o sonho de avançar à Série A3. Porém, 2008 reservava resultados melhores. Após ser vice-líder de seu grupo na primeira fase, foi acumulando vitórias, liderou os grupos da segunda e terceira fases e sagrou-se campeão com duas vitórias contra o Batatais, passando a integrar a Série A3 do Campeonato Paulista em 2009. Neste ano, com o segundo lugar do Grupo 3 da competição, o clube ganhou o direito de disputar a Série A2 do torneio estadual em 2010.

Em sua primeira participação na Série A2, o PAEC dava mostras que seria um dos favoritos ao acesso na temporada. Permaneceu durante as 19 rodadas da primeira fase entre os oito primeiros colocados e se manteve na segunda posição durante oito jornadas. Porém, na segunda fase, não repetiu o mesmo desempenho e sucumbiu em um grupo que contava com Linense, São Bernardo (que subiram) e União Barbarense.

Em 2011 a equipe fez uma campanha apenas regular, terminou na quinta colocação do seu grupo e não avançou para a fase seguinte da competição.

No ano seguinte, o clube ´teve uma mudança significativa: passou a se chamar GPA Audax Esporte Clube. Com o novo nome, novamente fez uma bela campanha na primeira fase, terminando na quarta colocação. No quadrangular semifinal, porém, mais uma vez a equipe sucumbiu, perdendio o acesso para o Atlético Sorocaba no critério de gols marcados naquela fase. No segundo semestre, o time disputou a Copa Paulista e fez grande campanha, se tornando vice-campeão do torneio.

A perda do acesso inédito e da final da Copa Paulista não abalou o clube. Em 2013, após uma campanha histórica na primeira fase, quando somou 45 pontos, o time iniciou o quadrangular semifinal com derrotas para Red Bull, Rio Claro e Guaratinguetá. No returno, porém, venceu as três equipes – na sequência invertida – e finalmente conquistou o direito de disputar a principal divisão do futebol paulista.

Em 2015, o clube teve mais uma mudança significativa, saindo de São Paulo e mudando sua sede para Osasco, adotando o nome atual de Grêmio Osasco Audax Esporte Clube. Foi assim que em 2016 a equipe atingiu o seu ápice. Após eliminar São Paulo e Corinthians, o Audax chegou na final do Paulistão. Na decisão, o time osasquense fez jogo duro conta o Santos, mas acabou derrotado e ficou com o vice-campeonato.

Em 2017, o mesmo modelo não funcionou. O clube acabou rebaixado no Paulistão. Para piorar, em 2018, o clube mais uma vez foi rebaixado e voltou para a Série A3 estadual. Em 2019 porém, voltou a Série A2 após conquista da competição em dois jogos contra o Atlético Monte Azul

O GRÊMIO OSASCO ADQUIRE O AUDAX (matéria de Emanuel Colombari, em 17-09-2013)

O Grêmio Osasco anunciou em 14 de setembro de 2013 (um sábado) que bateu o martelo e comprou o Audax, promovido em 2013 da Série A2 do Campeonato Paulista para a elite estadual de 2014. Graças a um investimento de R$ 30 milhões (especula-se, não há confirmação), o time osasquense assegurou a vaga à Série A1 do Campeonato Paulista, algo inédito na história da cidade de Osasco.

A trama começou a ganhar os contornos em maio/2013, pouco após a promoção do Audax no Campeonato Paulista. O Grupo Casino, que adquiriu a rede de supermercados Pão de Açúcar, decidiu cortar custos e se desfazer dos clubes idealizados por Abílio Diniz em São Paulo (o antigo Pão de Açucar) e no Rio de Janeiro (o antigo Sendas).

O tradicional Nacional Atlético Clube cogitou comprar o clube – o que promoveria um salto da quarta para a primeira divisão do Paulista. Não foi, porém, o que aconteceu: depois de longas negociações, o Grêmio Osasco tomou a dianteira e concretizou a negociação, quatro meses após o Grupo Casino tornar pública suas intenções.

O novo clube – que, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, atenderá por Grêmio Osasco Audax – disputará seus jogos no Estádio Professor José Liberatti, em Osasco. Não está claro ainda se teremos um Grêmio Osasco no Rio de Janeiro, nem o futuro da estrutura do clube em São Paulo. O cargo deixado por Thiago Scuro será ocupado por Vampeta, que realizava função semelhante na equipe osasquense.

TÍTULOS

Paulista Série A3 – 3ª Divisão: 2019;
Paulista Série B1 – 4ª Divisão (atual A4): 2008
Paulista Sub-17 em 2008
Paulista Sub-15 em 2012, 2015
Brasileiro Sub-17 em 2013

Futebol Feminino

Campeão Copa Libertadores: 2017 (em parceria com o Corinthians Paulista)
Campeão da Copa do Brasil: 2016

Escudos / Mascote

Os escudos: Pão de Açúcar EC; Audax São Paulo Esporte Clube e o Grêmio Osasco Audax EC; Mascote Oficial.

Veja também: + Clubes do Brasil

Fontes: www.paec.com.br, em fevereiro 2012; www.audaxsp.com.br; e esportes.terra.com.br, de 17-09-2013, matéria de Emanuel Colombari.
Página adicionada em 23 de abril de 2016.

Associação Desportiva São Caetano

O clube já figurou entre os grandes do futebol sul-americano. Disputou a Copa Libertadores em 2001, 2002 – quando foi vice campeão – e 2004.

Ficha do Clube

Escudo do São CaetanoAssociação Desportiva São Caetano
Fundado em 04 de dezembro de 1989
Endereço: Av. Fernando Simonsen, 190 – Bairro São José – São Caetano do Sul (SP)
Site oficial: www.adsaocaetano.com.br (não funciona)

O Início

Um grupo de pessoas ligadas ao esporte de São Caetano do Sul, liderado pela família Tortorello, resolve reerguer o futebol na cidade, que já havia passado por boas fases com o São Caetano Esporte Clube (anos 30), a Associação Atlética São Bento (anos 50) e o Saad Esporte Clube (anos 70), todos ex- integrantes da elite do futebol paulista.

Primeiro, o grupo utilizou o nome da Sociedade Esportiva Recreativa União Jabaquara, clube de São Caetano que atendia à principal exigência da FPF (Federação Paulista de Futebol): ter disputado campeonatos nos últimos três anos. Uma vez filiado, o nome mudou para Associação Desportiva São Caetano.

As cores azul e branco foram adotadas devido à bandeira da cidade. O escudo do São Caetano foi desenhado por Waldemar Zambrana. O time entrou em campo pela primeira vez em jogos oficiais no dia 18 de março de 1990, pela Terceira Divisão do Campeonato Paulista, empatando com o Comercial de Registro em 1 a 1. O atacante Taloni foi o autor do primeiro gol oficial da história do São Caetano.

Acesso e conquistas
Já no ano seguinte, após apenas dois anos de sua fundação, a equipe foi campeã estadual da Terceira Divisão. Com isso, ganhou destaque e conquistou a simpatia da população da cidade. No ano seguinte, conquistou o acesso à Segunda Divisão, atual Série A2, onde permaneceu até 2000, quando garantiu acesso à elite.

No mesmo ano, foi criada a Copa João Havelange, competição nacional dividida em dois módulos: verde, com times da Primeira Divisão, e amarelo, com times da Segunda Divisão, que, na fase final, se enfrentaram no sistema de mata-mata. Após eliminar Fluminense, Palmeiras e Grêmio, o São Caetano sagrou-se vice-campeão da competição, ganhando o direito de disputar o Campeonato Brasileiro da Série A e a Copa Libertadores da América no ano seguinte.

Assim, em 2001, o São Caetano chegou pela primeira vez a uma final da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, quando enfrentou o Atlético Paranaense (PR), ficando com um novo vice-campeonato. No mesmo ano, a equipe disputou sua primeira Copa Libertadores, sendo eliminada nas oitavas-de-final pelo Palmeiras, que venceu nos pênaltis por 5 a 3. Em 2002, o time do ABC voltou a participar da Copa Libertadores, desta vez chegando à final, contra o Olímpia, time do Paraguai, e, mais uma vez, perdeu na decisão por pênaltis, por 4 a 2.

O GRANDE TÍTULO
Em 2004, liderado pelo técnico Muricy Ramalho, o São Caetano conquistou seu primeiro título de peso. Com estrelas como Silvio Luiz, Luiz, Dininho, Thiago, Ânderson Lima, Serginho, Triguinho, Marcelo Mattos, Mineiro, Gilberto, Marcinho, Euller e Fabrício Carvalho, o Azulão eliminou São Paulo e Santos antes de fazer a grande final com o Paulista de Jundiaí. Duas vitórias no Pacaembu (3 a 1 e 2 a 0), com mais de 20 mil pessoas por jogo, renderam ao time do Grande ABC o lugar mais alto do principal torneio estadual do Brasil.

O bicampeonato estadual bateu na trave três anos depois. Novamente desacreditado e sob o comando de Dorival Júnior, o Azulão eliminou o São Paulo na semifinal e decidiu o título com o Santos. Luiz, Douglas e Somália lideraram a equipe, que venceu o primeiro jogo por 2 a 0. Na volta, derrota pelo mesmo placar. Como tinha melhor campanha, o Peixe acabou ficando com a taça. De lá pra cá, a equipe permaneceu no centro da tabela, conquistando um vice-campeonato em 2007 e ficando em 15° lugar em 2008.

Em 2009, o São Caetano, comandado pelo técnico Vadão, terminou o Paulista Série A1 na 11ª colocação e no Brasileiro Série B, Antônio Carlos Zago foi o treinador da equipe, que terminou sua participação em sétimo. Em 2010, Zago iniciou o Paulista no time do ABC, mas quem terminou a competição foi Sergio Guedes e a equipe ficou com a oitava posição. No Brasileiro Série B de 2010, o clube terminou em décimo. No ano seguinte, pela mesma Série B, o clube terminou em 15° lugar.

Em 2014 fica fora do cenário nacional. Neste mesmo ano, após campanhas apenas regulares, volta a disputar a Série A2 do Campeonato Paulista, retornando à elite estadual com o título da Série A2 de 2017. Forte em seu retorno, vai às quartas de final, onde é eliminado pelo São Paulo, mas garante a classificação à Série D do Campeonato Brasileiro de 2019.

Títulos

1 Campeonato Paulista: 2004
1 Copa Paulista: 2019
3 Campeonato Paulista da Série A2: 2000, 2017 e 2020
2 Campeonato Paulista da Série A3: 1991 e 1998

Vice-campeonatos
Vice-campeão do Campeonato Brasileiro da Série C: 1998
Vice-campeão da Copa João Havelange – Série A do Brasileiro: 2000
Vice-campeão do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão: 2001
Vice-campeão da Copa Libertadores da América: 2002
Vice-campeão Paulista da Primeira Divisão: 2007

Curiosidades

1º GOL da AD São Caetano foi marcado pelo atleta Taloni, oriundo das equipes do Corinthians, São Paulo e Santo André no dia 18 de março de 1990, na cidade de Registro diante do Comercial FC. O resultado final do jogo foi empate de 1 x 1.

O 100º GOL da AD São Caetano foi anotado por Daniel Silva (vindo do Jacareí EC), na partida AD São Caetano x Fernandópolis FC, em 17 de maio de 1992, com vitória da AD São Caetano por 2 x 0 em São Caetano do Sul.

200º GOL da AD São Caetano foi feito por Pirata que jogou pelos clubes Goiatuba, Goiás, Vila Nova. A partida foi disputada em São Carlos em 02 de fevereiro de 1994 quando o São Caetano venceu o clube local por 3 x 2.

300º GOL da AD São Caetano foi marcado por Alex Santana – o Garotinho Esperto – na partida com o ex-burro da Central, o EC Tatuapé, realizada no dia 29 de maio de 1997, em São Caetano do Sul, onde venceu por 3 x 1, com dois gols de Alex Santana e um de James.

400º GOL da AD São Caetano aconteceu no jogo com A.A. Anapolina em Goiás. O gol foi marcado pelo avante Marquinhos, que tinha vindo do EC Noroeste de Bauru. O resultado final foi 2 x 0 com vitória do Azulão.

500º GOL da AD São Caetano foi feito pelo Túlio Maravilha frente ao Paraguaçuense, na goleada de 7 x 1 em 19 de março de 2.000.

600º GOL da AD São Caetano foi marcado por Marcão no jogo contra o Paysandu (SC), no dia 06 de novembro de 2000, no Parque Antartica. O Azulão ganhou de 5 a 4.

Hino do Azulão

Letra e música de Carlos Roberto de Jesus Polastro

No dia 4 de dezembro aconteceu
Aquele fato que marcou a nossa história
Foi nessa data que, pujante ele nasceu
Um clube já predestinado para a glória!
Com disciplina e respeitando seus rivais
Parte prá luta para ser o “Campeão”
Leva a torcida para o delírio
Alegra o meu coração!

São Caetano, vamos pra vitória
Nosso objetivo é só o gol… GOL!
Marque pra sempre, fique na memória
Mostre ao povo o que é futebol

São Caetano, brilhe a sua luz
Se perpetuará na imensidão
Honre a cidade que te batizou
Ostenta no alto o seu pendão!

MASCOTE

O Azulão em forma de pássaro nada mais é do que uma homenagem de seus fundadores às cores tradicionais do São Caetano. A certeza de que faria vôos altos em sua trajetória definiu o mascote como um pássaro.

A escolha da ave que representa o clube não poderia ter sido melhor. Afinal, o São Caetano disputou as principais competições (como Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil e Campeonato Paulista) com a beleza de um vôo que só os pássaros são capazes de fazer.

Assim como o clube, que atingiu a maioridade (fundado em 4 de dezembro de 1989), o pássaro cresceu, ganhou força e uma nova cara em 2008.

O mascote incorporou as características da equipe, temida pelos adversários pelo seu poderio na marcação e determinação no ataque, seja dentro ou fora de seu ninho, o estádio Anacleto Campanella. Sem deixar a simpatia de lado, o Azulão entra numa nova fase, de evolução da espécie, com objetivos de voltar a alçar vôos cada vez maiores.

Mascote do AD São Caetano Mascote do São Caetano

Veja também:

Confrontos São Caetano x Corinthians

+ Clubes do Brasil

Fontes: www.adsaocaetano.com.br; www.futebolpaulista.com.br. Página adicionada em 02 Outubro 2012.

Hans Nobiling Quadro

Ficha do Clube

Hans Nobiling Quadro
Fundado em 1898 – Extinto em 1899
Endereço: Não tinha endereço fixo (São Paulo/SP)
Estádio: treinava no campo da Chácara Dulley (no Bom Retiro, entre Luz e Ponte Grande).

Foto da partida Hans Nobiling x Mackenzie College (de gravata), na Chácara Dulley, Março de 1899.

Em 1897, chega a São Paulo, da Alemanha o cidadão Hans Nobiling, natural de Hamburgo, onde jogava pelo S.C. Germânia. Em seu poder Hans Nobiling traz uma bola e um exemplar dos estatutos do clube hamburguês. O ideal é o de difundir a prática do futebol. Primeiro, Hans Nobiling procurou influenciar os elementos da colônia alemã, mas a ginástica, esporte de predileção dos teutos, serviu de obstáculo ao seu objetivo. Convergiram, então, para os brasileiros as suas atenções. E foi ensinar o futebol a um extenso número de moços estudantes e a rapazes do comércio. O local dos ensaios é a Chácara Dulley.

Lá, na Chácara Dulley, Hans Nobiling exercita a sua rapaziada sempre que há oportunidade. Às vezes não encontra tempo para treinar à tarde, mas Hans Nobiling não se perturba com isso: marca o ensaio para a noite. E é à luz da lua que, muitas vezes, os sapos, espantados, vêem correr para cá, para lá, dois bandos de rapazes, atrás de uma bola enrolada em pano branco. Os treinamentos só se interrompem, à falta de energia da lua, como hoje acontece, à falta de energia elétrica.

Hans Nobiling

Uma tarde, Hans Nobiling deu a equipe como em “Ponto de bala”. Escolheram um nome por eleição: “Hans Nobiling Quadro”. Em seguida resolveram marcar o primeiro “match”. Convidaram o São Paulo Athletic, que acabou por não aceitar o confronto. Uma outra tentativa foi feita. Desta vez o convite foi ao Mackenzie. René Vanordem, do Mackenzie, serviu de intermediário e de animador para a realização do jogo. Disputa-se então, a 05 de março de 1899, a primeira partida no Brasil, entre quadros compostos, em quase sua totalidade, por brasileiros: Hans Nobiling 0 x Mackenzie College 0. Depois deste empate, voltam a jogar. Ganha o Hans Nobiling por 1 a 0. Animados, resolvem desafiar, mais uma vez, o “Atlétic”, que levam dois meses para aceitar. Nos ingleses avultam as figuras de Charles Miller, Robinson, Duff, Boyes, Hodgkissis, Creew Bidel e Jeffery. O jogo é realizado na tarde de 29 de junho de 1899 e a assistência que o presencia passa a ser o recorde no Brasil: 60 pessoas. Os ingleses venceram, 1 a 0. E isso, essa exigüidade, diz bem do equilíbrio.

No Hans Nobiling vão se formando elementos de valor: René Vanordem, Rolland, Savoy, Vila Real, Mikulasck, Robotton, White, Wannschaff, todos sob a direção de Hans Nobiling. Há um terceiro jogo, reunindo Hans Nobiling (1) e Mackenzie (1). Os ingleses, agora, é que querem um prélio com o Hans Nobiling. Não se satisfizeram com o 1 a 0. Sabem que podem ampliar a contagem. E ampliam mesmo: 4 a 1.

A realização dessa série de cotejos deu impulso decisivo ao futebol de São Paulo. Já possuindo o São Paulo Athletic e o Mackenzie, veio ele a contar com dois novos clubes que se originou do Hans Nobiling, o Sport Club Internacional, em 19 de agosto de 1899, e o Sport Club Germânia, em 07 de setembro de 1899, atual Esporte Clube Pinheiros, oriundo do Hans Nobiling. Tudo porquê, o Hans Nobiling deveria chamar-se Germânia, por vontade de seu patrono, mas a assembléia de fundação, a que compareceram 25 rapazes, optou pelo nome de “Internacional”, e isso porque tal nome abrangeria todas as nacionalidades dos associados e não a dos alemães, como se daria no caso de prevalecer o nome de “Germânia”.

Todos os jogos do Hans Nobiling
05/03/1899- Hans Nobiling/SP 0 x 0 Mackenzie College/SP
21/04/1899- Hans Nobiling/SP 1 x 0 Mackenzie College/SP

29/06/1899- Hans Nobiling/SP 0 x 1 São Paulo Athletic/SP
Obs.: Esta partida marca o recorde de público no Brasil: 60 pessoas.

13/07/1899- Hans Nobiling/SP 1 x 1 Mackenzie College/SP
30/07/1899- Hans Nobiling/SP 1 x 4 São Paulo Athletic/SP

Veja também: + Clubes do Brasil

Fontes: “Os primeiros 60 anos do futebol paulista”, de 1956, autor: jornalista Adriano Neiva da Motta e Silva – o De Vaney, publicado no jornal santista A Tribuna, de 25 de janeiro a 29 de fevereiro de 1956.