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Evolução dos Escudo do Juventus (SP)

Conhecido como o Moleque Travesso, o Clube Atlético Juventus está próximo de entrar para a lista dos clubes sobreviventes a 100 anos de existência, marcadas pelas glórias no cenário dos esportes rofissionais e amadores, sobretudo fiel às tradições sociais que mantém viva a chama e a origem de seus fundadores oriundos da Itália, fortalecida pela união de outros países do mundo, cujos imigrantes sempre foram acolhidos de braços abertos em perfeita convivência social.

Eis um resumo histórico do mais tradicional clube que levou o nome do Bairro da Moóca, como um dos mais importantes do futebol tupiniquim, com jogos memoráveis, e título a nível nacional, como a Taça de Prata de 1982.

Fundação
Cotonifício Rodolfo Crespi F.C. O Cotonifício Rodolfo Crespi F.C. foi fundado no ano de 1924 em uma modesta salinha, fruto da fusão do Extra São Paulo F.C. e do Cavalheiro Crespi F.C. tradicionais clubes da várzea do bairro da Mooca formado por empregados da fábrica de tecidos da família Crespi.

Na ocasião decidiu-se por manter as cores do Extra São Paulo – vermelho, preto e branco – como sendo as oficiais da nova agremiação, aproveitando deste clube a maioria dos jogadores que já gozavam de certo prestígio nos “campinhos do bairro”.

Em contrapartida, o Cavalheiro Crespi F.C. cedeu a sua sede social – localizada na Rua dos Trilhos, n° 42 (antigo), preservando como data simbólica de fundação do clube o dia 20/04/1924.

Cinco anos mais tarde (1929), o time chegou ao seu primeiro título no futebol, competição organizada pela APEA, a Associação Paulista de Esportes Athleticos, que corresponde ao que seria o Campeonato Paulista da Série A2 nos dias de hoje.

A competição começou em 19 de maio daquele ano, com vitória do Crespi por 1 a 0 sobre a A.A. Barra Funda, e com o título garatindo em 26 de janeiro do ano seguinte. Jogando na Rua Javari, o CR Crespi, jogou e venceu a A.A. República por 1 a 0, gol de Piccinini, aos 6 do l° tempo.

Mudança de nome
Conde Rodolfo Crespi e seu filho AdrianoEm 20 de maio de 1929 a diretoria do clube recebeu em sua sede social uma correspondência significativa dos dirigentes da APEA, dando conta da sua intenção em aderir o clube na divisão principal da entidade. A popularidade em torno da equipe era notória. A APEA, entretanto, em seus estatutos não permitia a entrada de clubes classistas em suas divisões maiores, ou seja, clubes que levavam o nome de empresas, firmas, indústrias e estabelecimentos comerciais. Neste caso, o nome do clube deveria ser alterado. E é o que foi feito!

Por sugestão do Conde Rodolfo Crespi que acabara de chegar de uma viagem a Itália, tendo passado por Turim, onde assistiu a uma partida entre os dois clubes locais – Juventus, da qual era torcedor, e Torino -, válida pelo Campeonato Italiano de 1929. Entusiasmado com a equipe e a estrutura do futebol italiano, incumbiu seu filho Conde Adriano Crespi, então presidente do clube, a mudar o nome para Clube Atlético Juventus.

No dia 19 de fevereiro de 1930, em Assembléia Geral Extraordinária, a diretoria do clube da Mooca resolveu mudar o nome da agremiação para Clube Atlético Juventus.

Como seu filho Adriano era torcedor da Fiorentina, as cores que desejava adotar seria o lilás do time de Florença, só que ao final, as cores oficiais adotadas pelo clube foram grená e branco, cuja semelhança tratava-se justamente da outra equipe da mesma cidade de Turim, o Torino.

Melhor campanha e o título Paulista reconhecido em 2021
Uma das melhores campanhas do Juventus na sua história foi em 1932, quando o time ficou na terceira colocação do Campeonato Paulista atrás apenas do Palestra Itália e do São Paulo. Depois deste ano, o Juventus retirou-se da disputa de competições oficiais, retornando apenas cinco anos mais tarde.
NOTA: Neste período licenciado, o clube chegou a utilizar outro clube, jogando com o nome C.A. Fiorentino, conquistando, inclusive, o Campeonato Oficial da extinta FPF de 1934 - este reconhecido em 23 de setembro de 2021 como título oficial do Paulistão para o Juventus. No mesmo ano jogou contra a Ferroviária de Pindamonhangaba, campeão do interior da mesma liga, o título do Estado, ao estilo da Taça Competência.
O Troféu do título Paulista de 1934
O Troféu e a placa do título Paulista de 1934 reconhecido e entregue pela atual Federação Paulista em 2021. Foto Divulgação C.A. Juventus.
Confira o artigo A história do Juventus, campeão paulista de 1934.

Família Crespi se afasta
No inicio dos anos 50, o Juventus passou por um dos momentos mais difíceis de sua história. Após quase trinta anos, a família Crespi se afasta da diretoria do clube após cogitar uma fusão com a Ponte Preta de Campinas, a qual foi recusada pelo conselho deliberativo grená.

Excursão a Europa
1953 - Pela primeira vez em história, o Juventus realiza uma temporada internacional numa excursão à Europa, realizando partidas memoráveis, entre 12 de maio e 28 de junho frente aos seguintes clubes: 2x0 Las Palmas (ESP); 2x1 Sampdoria (ITA); 2x1 Norrkoping (SUE); 0x1 Malmoe (SUE); 3x2 Preussen Dellbruck (ALE); 2x3 Nápoli (ITA); 2x1 Roma (ITA); 3x4 e 1x1 Basel (SUI); 1x0 Servette (SUI); 0x2 Austria Wien (AUS); 2x0 Lausanne (SUI); 3x0 Sturm Graz (AUS); 0x0 Estrela Vermelha (IUG) e 2x1 Partizan de Belgrado (IUG).

Surge um grande Clube Social
No ano de 1960, apesar das dificuldades financeiras, o Juventus não se contentava em ser apenas o time do coração do tradicional bairro da Mooca e se restringir à rua Javari, ele precisava crescer para não morrer.

Na época, o presidente Roberto Ugolini reunido com a sua diretoria resolve lançar um grande empreendimento, através da construção de um moderno espaço poliesportivo em um terreno adquirido da Companhia Imobiliária Parque da Mooca. Os recursos para a aquisição do imóvel e construção do Clube viriam da venda de títulos patrimoniais, cujo planejamento e operacionalização ficaram a cargo da Companhia Santa Paula Melhoramentos.

E assim o sonho foi concretizado. Em 15 de abril de 1962 foi lançada a pedra fundamental do parque poliesportivo onde hoje está localizada a sede social do Clube Atlético Juventus numa área de aproximadamente 80 mil m², no Parque da Mooca.

1975 – Inauguração do Palácio Grená
A construção do salão de festas, conhecido como Palácio Grená, deu um certo glamour ao Clube. O salão, um dos maiores de São Paulo com 3.600 m², tem capacidade para atender 4.400 pessoas com total infra-estrutura. Sob ele estão 450 boxes privativos distribuídos em três pavimentos, totalizando uma área de aproximadamente 17 mil m².

Inauguração da Nova Sede Social – Administrativa
Em 1985 foi erguido um moderno prédio, onde está localizada a sede sócio-administrativa, que ocupa uma área de 3.450 m², dividida em seis pavimentos. Neste mesmo ano conquista a tradicional Copa São Paulo de Juniores.

TÍTULOS

Categoria Principal
Campeonato Brasileiro Série B (Taça de Prata): 1983
Campeonato Paulista: 1934
Campeonato do Estado: 1934 (campeão da FPF x campeão do interior da FPF, estilo Taça Competência)
Campeonato Paulista Serie A2 (2ª Divisão): 1929 e 2005
Copa Federação Paulista de Futebol: 2007
Torneio Paulistinha (Troféu Paulo Machado de Carvalho): 1971
Torneio Início do Campeonato Paulista: 1986
Torneio Eliminatório Paulista (1&ordef; Divisão): 1961 (invicto)
Campeonato Paulista de Segundos Quadros Serie A2 (2º Divisão): 1927 e 1928

Torneio Internacional do Japão (Asahi International Soccer Tournament): 1974 (Juventus 2 x 0 Seleção do Japão)
Torneio Interestadual Jânio Quadros: 1953
Torneio de Inauguração do Pacaembu: 1940

Outras Categorias
Copa São Paulo de Juniores: 1985
Campeonato Paulista de Aspirantes: 1986, 1987
Campeonato Paulista Sub 20: 1984, 1985
Copa São Roque Sub 20: 2012 e 2015
Copa Ouro Sub 18: 2011
Campeonato Paulista Sub 17: 1988, 1998
Campeonato Paulista Sub 15: 1965, 1967, 1972, 1987, 2001
Copa Bandeirante Sub 15: 2010
Copa São Paulo Sub 15: 2011

Feminino
Campeonato Paulista: 1987
Taça Cidade de São Paulo (Sub 17): 2008

A CONQUISTA DA TAÇA DE PRATA (SÉRIE B) 1983
CA Juventus campeão Brasileiro Serie B 1983
Foto: Revista Placar, 13 de maio de 1983. Equipe que entrou em campo no jogo desempate: Deodoro, Carlos, Paulo Martins, Nelsinho, Bizi, Nelson (todos em pé); Sidnei, César, Ilo, Gatãozinho e Cêndido (agachados).

Na Série B, o clube disputou apenas seis jogos antes de chegar na final contra o CSA, todos em mata-mata. Foram quatro vitórias e dois empates, 11 gols marcados e seis sofridos. Nos jogos da final, total de três, mais dua vitórias e uma derrota, no primeiro jogo. Ilo, Sidnei e César foram os artilheiros do clube na competição, com três gols cada; Bira, Gatãozinho e Trajano marcaram duas vezes cada um; e Paulo Martins fêz o gol do título. O Moleque Travesso jogou todas as partidas no Parque São Jorge. Confira a campanha:

Jogos Eliminatórios
• 13/03/1983- Juventus 3 x 1 Itumbiara/GO.
Gols: Ilo, aos 4, Sidnei aos 13 e 23, e Henrique (ITU), aos 30 do 1° tempo.

• 20/03/1983- Itumbiara/GO 1 x 1 Juventus.
Gols: Henrique (ITU) aos 36 do 1° tempo; e Bira aos 5 do 2° tempo.

• 27/03/1983- Galícia/BA 2 x 3 Juventus.
Gols: César, a 1 minuto, Reinaldo (GAL), aos 34 e Ilo, as 44 do 1° tempo; Osmar (GAL), aos 25 e Sidnei, aos 34 do 2° tempo.

• 02/04/1983- Juventus 2 x 1 Galícia/BA.
Gols: César, aos 12 do 1° tempo; Gatãozinho, aos 6, e Osmar (GAL), aos 22 do 2° tempo.

Semifinal
• 10/04/1983- Joinville/SC 0 x 0 Juventus.

• 17/04/1983- Juventus 2 x 1 Joinville/SC.
Gols: Zé Carlos Paulista (JOI), aos 14 do 1° tempo; Trajano, aos 27, e César, aos 39 do 2° tempo.

FINALISSIMA
Chegaram à grande final Juventus e CSA de Alagoas. O regulamento previa a disputa em partidas de ida e volta. A primeira em Maceió e a segunda em São Paulo. Em caso de igualdade, uma partida de desempate deveria ser disputada no mesmo local do segundo jogo.

A Taça de Prata (Serie B do Brasileiro) de 1983 1ª Partida: CSA 3 x 1 JUVENTUS
Data: 24/04/1983 - Local: Estádio Rei Pelé, Maceió/AL
Renda: Cr$ 5.707.400,00 - Público: 14.765
Juiz: Carlos Sérgio Rosa Martins (RS)
Gols: Rômel, aos 41 do 1° tempo, Zé Carlos, aos 18, Josenílton, aos 31, e Ilo, aos 41 do 2° tempo
Cartão Amarelo: Rômel, Café, Dequinha, Josenílton e Nelsinho
CSA: Adeildo; Humberto, Café, Dequinha e Zezinho; Ademir, Rômel (Josenílton, aos 23 do 2° tempo) e Jorge Siri; Américo, Zé Carlos (Veiga, aos 35 do 2° tempo) e Jacozinho. Técnico: China
Juventus: Carlos; Nélson, Nelsinho, Nenê e Bizi; Paulo Martins, Gatãozinho (Gerson Andreotti, aos 20 do 2° tempo) e César; Sidnei, Bira (Ilo, aos 20 do 2° tempo) e Trajano. Técnico: Candinho

2ª Partida: JUVENTUS 3 x 0 CSA
Data: 01/05/1983 - Local: Estádio Alfredo Schürig (Parque São Jorge), São Paulo/SP
Renda: Cr$ 1.283.150,00 - Público: 2.467
Juiz: Arnaldo César Coelho (RJ)
Gols: Gatãozinho, aos 7 do 1° tempo, Bira, aos 33, e Trajano, aos 37 do 2° tempo
Cartão amarelo: Deodoro e Paulo Martins
Juventus: Carlos; Nélson, Deodoro, Nelsinho e Cardoso (Nenê, aos 32 do 1° tempo); Paulo Martins, César e Gatãozinho; Sidnei, Ilo (Bira, aos 32 do 2° tempo) e Trajano. Técnico: Candinho
CSA: Adeíldo; Humberto, Café, Dequinha e Zezinho; Ademir, Jorginho e Rômel (Josenílton, aos 30 do 2° tempo); Américo, Zé Carlos e Jacozinho. Técnico: China

3ª Partida - jogo desempate: JUVENTUS 1 x 0 CSA
Data: 03/05/1983 - Local: Estádio Alfredo Schürig (Parque São Jorge), São Paulo/SP
Renda: Cr$ 1.680.200,00 - Público: 3.205
Juiz: Luiz Carlos Félix (RJ)
Gol: Paulo Martins (Pênalti), aos 26 do 2° tempo
Cartão amarelo: Café, Dequinha, Ademir, Paulo Martins, César e Jorginho
Juventus: Carlos; Nélson, Deodoro, Nelsinho e Bizi; Paulo Martins, César e Gatãozinho; Sidnei, Ilo (Bira, aos 23 do 2° tempo) e Cândido (Mário, aos 38 do 2° tempo). Técnico: Candinho
CSA: Adeíldo; Humberto, Café, Dequinha e Cícero (Veiga, aos 27 do 1° tempo); Ademir, Jorginho e Rômel; Américo, Josenílton e Jacozinho. Técnico: China.

ESTÁDIO CONDE RODOLFO CRESPI
Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari
Campo da Rua Javari
No dia 24 de abril de 1925, o Cavalheiro Rodolfo Crespi ofertou a esta nova agremiação que tanto honrava o bom nome de sua fábrica no cenário esportivo um amplo terreno situado na Alameda Javry, nº 117 – atual Rua Javari – a fim de que naquele espaço, utilizado como cocheira de cavalos, fosse desenvolvida a prática do futebol em franca popularização na cidade em condições melhores e mais dignas. Foi inaugurado dois dias depois, em 26 de abril de 1925, sendo adquirido da família Crespi pelo Clube Atlético Juventus em 1967.

Inauguração do Estádio Conde Rodolfo Crespi
Inicialmente apenas como um campo teve o estádio inaugurado em 13 de julho de 1941, num grandioso festival esportivo. Na partida preliminar as equipes do Nacional e do Ypiranga se enfrentaram. Na partida principal enfrentaram-se Juventus e Corinthians. O placar do jogo terminou em 3 x 1 em favor dos alvi-negros. Ferrari de pênalti fez o primeiro gol juventino em sua nova casa. A equipe do bairro da Mooca foi a seguinte: Roberto, Guimarães, Sordi (Ditão), Paulo, Sábia, Nico II (Laurindo), Oswaldinho, Ferrari, Jair (Renato), Walter, Robertinho. Técnico: Raul da Rocha Soares. O recorde de público no estádio foi neste jogo - cerca de 15 mil pessoas assistiram o festival.

Cheio de histórias, o estádio da Javari, como popularmente é conhecido, ficou marcado como o local em que Pelé marcou o gol considerado o mais bonito de sua carreira. Sua capacidade atual é para um público de mil pessoas.

O Moleque Travesso
Mascote Moleque Travesso por Tomas Mazzoni Mascote Moleque Travesso em 2021
No dia 14 de setembro de 1930, um fato marcante entraria para todo sempre na história do Clube Atlético Juventus. Disputando pela primeira vez a elite do futebol profissional, o Garoto – como era conhecido o Juventus – surpreendeu a todos ao vencer a forte equipe corinthiana em pleno Parque São Jorge por 2 a 1, gols marcados por Nico e Piola.

Nascia alia um fatalismo e um apelido. Surgia a mística do Moleque Travesso, imortalizada nas palavras do inesquecível jornalista esportivo Tomas Mazzoni, que batizou o feito do novato time da Mooca como uma travessura de um moleque que ousou vencer um gigante em seus próprios domínios.

Nesta data histórica o Juventus atuou com: José, Berti, Segalla, Luizinho, Dudu. Raphael, Vazio, Nico, Raul, Piccinin e Piola.

Hino do Juventus (Composto por Waldemar Leopoldo)

Esse moleque travesso
Que tem nome e tradição
Merece nosso respeito
É a força jovem da nação

Que belo time
Que belo esquadrão (BIS)
Juventus amigo
Do meu coração

Juventus, Juventus
Eu estou aqui
Vamos torcer juntos Juventus
E daqui nunca mais sair


Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva.
Fontes: Revista Placar, de 22 e 29-04-1983; e de 06 e 13-05-1983; "Os Esquecidos Arquivos do Futebol paulista", RedBullBrasil - Datatoro (Março/2016); Arquivo www.campeoesdofutebol.com.br; Estatuto Associativo do Juventus; futebolpaulista.com.br/Clubes; Livro “Glórias de um Moleque Travesso”.
Página adicionada em 17/Setembro/2021 - atualizada em 08/Outubro/2021.

Clubes do Futebol Paulista 1888-1909