Torneio interestadual realizado em Vitória, Espirito Santo, no ano de 1975, com a participação de seis equipes.
Clubes divididos em dois grupos de três equipes cada. O primeiro de cada grupo faz a final; e o segundo colocado de cada grupo disputa a terceira colocação.
Clubes participantes America Futebol Clube, de Belo Horizonte/MG Americano Futebol Clube, de Campos/RJ
Clube Atlético Paranaense, de Curitiba/PR CEUB, de Brasilia/DF
Associação Desportiva Ferroviária Vale do Rio Doce, de Cariacica/ES Rio Branco Atlético Clube, de Cariacica/ES
JOGOS REALIZADOS
G1. 08/12- Desportiva 0 x 0 América
G2. 08/12- Atlético 0 x 0 Rio Branco
G1. 10/12- CEUB 1 x 0 América
G2. 10/12- Rio Branco 1 x 0 Americano
G2. 13/12- Atlético 2 x 1 Americano
G.1 13/12- Desportiva 1 x 1 CEUB
Classificação dos grupos Grupo 1: CEUB 3 pontos; Desportiva 2 e America 1. Grupo 2: Rio Branco e Atlético-PR 3 pontos; Americano 0.
Disputa 3° lugar
16/12- ATLÉTICO 1 x 1 DESPORTIVA, nos penais Atlético 4 x 3
Local: Preliminar de Rio Branco x CEUB
Juiz: Henrique Ribeiro
Gols: Ladinho, 30 do 1° tempo; e Zezinho 40 do 2° tempo.
Expulsões: Vaquinho e Taquito, ambos aos 35 do 2° tempo.
Desportiva: Azevedo, Carlão (Lulinha), Lúcio Antonio, Paulinho, Zito, Bira (Suingue), Evandro, Paulinho, Orlando, Valmir e Zezinho.
Atlético-PR: Cicero, Oliveira, Alfredo, Ladinho, Almir, Frasão, Carlos Ernesto (Taquinho), Bira Lopes, Vaquinha, Evans e Tadeu (Serginho).
Final
16/12- RIO BRANCO 2 x 2 CEUB, nos penais Rio Branco 4 x 3
Local: Engenheiro Araripe, em Vitória/ES
Juiz: Osires Pisol
Renda: Cr$ 18.854,00
Gols: Baiano aos 16 e Marco Antonio aos 42 do 1° tempo; Baiano 21 e Alencar 40 do 2° tempo.
Rio Branco: Carlos Afonso, Jarbas, Jouber (Dirman), Pedro Paulo, Daniel, Beto, Eli (Paulinho), Baiano, Carlinhos, Rogério e Neguinho.
CEUB: Jair Bragança, Fernando (Nenem), Paulo Roberto, Emerson, Nonoca, Alencar, Cláudio Machado, Adalberto Sousa, Marco Antonio (Gilberto), Moreira e Xiste.
Nota:Rio Branco e CEUB decidiram o titulo do torneio nos pênaltis. O time capixaba venceu por 4 a 3 e ficou com o caneco.
O Festival da Merenda Escolar foi realizado no estádio da Curuzu, na tarde de 27 de abril de 1941. Dele tomaram parte as equipes do Transviário, Paysandú, Tuna e Remo. No sorteio, caiu como primeiro jogo Tuna x Transviário. No segundo jogo Remo x Paysandu. A final foi disputada entre os vencedores das partidas.
O Paysandu sagrou-se brilhantemente campeão do festival da merenda escolar jogando as duas partidas com a mesma equipe e não sofreu modificação.
Jogos
27/04- Tuna Luso 2 x 1 Transviário
27/04- Paysandu 4 x 0 Remo Árbitro: Olegário Costa Expulsão: Carlito, da equipe do Remo. Gols: Hélio(2), Quarenta e Erberto. Paysandu: Palmério, Newlton e Athenágoras, Manoel Pedro, Batista e Pena; Arleto, Farias, Hélio, Quarenta e Herberto, Treinador Sandoval Matos. Clube do Remo: Álvaro; Edil e Expedito; Tião, Amílcar, Carlito; Vavá, Bandelack, Marcos, Raimundinho, Patesko. Nota:O goleiro Palmério defendeu um pênalti cobrado por Setenta, jogador do Remo.
Final
27/04- Paysandu 4 x 0 Tuna Luso Gols: Quarenta (2), Hélio e Erberto
Fontes: “Festival da Merenda Escolar – 27/04/1941”. DA COSTA, Ferreira. Papão, O Rei do Norte. Belém: Cabano, 1ª Edição, 2002, p. 40. – Página adicionada em 21 Agosto 2022.
Torneio em Comemoração ao 1° Centenário da Cidade de Franca, estado de São Paulo, com jogos realizados nos dias 21 e 22 de abril de 1956.
A Gazeta Esportiva, de 23 de abril de 1956
OS JOGOS
FRANCANA 1 x 3 ATLÉTICO-MG
Franca, 21 (Sport Press) – Um grande público se fez presente ao estadio da A.A. Francana, prestigiando assim a iniciativa de seus dirigentes, a fim de ver em ação os quadros do Atletico Mineiro e da Francana, na abertura do Torneio Triangular que se realiza em comemoração ao 1° Centenario de nossa cidade. Apresentando-se com uma equipe à base de valores novos e sem a devida homogeneidade, o onze francano perdeu para o alvinegro de Belo Horizonte pela contagem de 3×1. Resultado justo em face do trabalho superior dos visitantes que se apresentaram com sua equipe completa, encontrando apenas por parte dos francanos bastante entusiasmo para a conquista de um resultado mais honroso.
Data: 21/Abril/1956 – Local: Franca (SP)
Juiz: João Etzel Filho – Renda atingiu a casa dos 50 mil cruzeiros
Gols: Paulinho para os belohorizontinos, aos 39 da primeira, de penalidade maxima, aos 3 e aos 15 minutos da segunda fase e Miguel, aos 8 minutos do primeiro tempo para a Francana.
ATLETICO: Zeca; Afonso (Murilo) e Osvaldo; Gilberto, Mucio e Hilton; Murilinho, Paulinho (Tomazinho), Joel, Alfredo (Paulinho) e Amorim (Helio).
FRANCANA: Wilson; Gerolino e Balduino, Sula, Tão (Eça) e Guilherme; Belem, Tomate (Pinheiro), Miguel, Juarez, Nelinho (Pretanha).
ATLETICO-MG 3 x 1 SÃO PAULO
Franca, 22 (Sport Press) – Derrotando na tarde de hoje, a equipe do S. Paulo F.C. pela contagem de 3×1, o Atletico Mineiro de Belo Horizonte sagrou-se campeão do Torneio Triangular realizado em Franca, tendo abatido a A.A. Francana, no sábado, de forma autoritária, arrematando seu feito com um magnífico triunfo frente o clube tricolor. (…) Cumpre destacar a atuação do avante Paulinho, que foi uma das maiores figuras da equipe, salientando-se pelo oportunismo e classe de um grande artilheiro.
Data: 22/Abril/1956 – Local: Franca (SP)
Renda: Cr$ 266.000,00 aproximadamente
Gols: Maurinho, aos 21 minutos do primeiro tempo; Joel, 10, Paulinho, 15 e 33 do segundo tempo.
Juiz: João Etzel
SÃO PAULO: Bonelli; Clelio e Mauro; Pé de Valsa, Alfredo e Turcão (Dudu); Lanzoninho, Zezinho, Paraiba (Graciano), Dino e Maurinho. Técnico: Feola.
ATLETICO: Azevedo; Murilo (Afonso) e Osvaldo; Gilberto, Mucio e Hilton; Murilinho, Paulinho, Joel (Benedito), Alfredo e Amorim.
Com os resultados, o Atlético Mineiro ficou com a taça.
“Eu me lembro como eles caminharam para o campo, impecável em suas camisas brancas e shorts escuros. Suas mãos em seus bolsos, mangas pendurado. Entanto, havia sobre eles um ar de grandeza casual, uma altivez que não era ainda altivo, que parecia intangível. E como eles jogaram! ” – Um jogador austríaco após uma partida do Corinthian em Viena.
Ficha do Clube
Corinthian Football Club
Fundado em 16 de dezembro de 1882
Extinto em 1939 para fundir-se ao Casuals FC
Endereço: Londres – Inglaterra
Site oficial após a fusão: www.corinthian-casuals.com
História
Fundado em 1882 por Norman Jackson, então secretário adjunto da Associação de Futebol, após uma série de maus resultados da seleção da Inglêsa.
Norman Jackson, foto de 1905
“O Corinthian foi fundado sobretudo porque Jackson e alguns de seus contemporâneos estavam completamente desanimados com as atuações da Inglaterra contra a Escócia nos dez anos seguintes ao primeiro jogo internacional, em 1872”, explicou o historiador Dil Porter, da Universidade De Montfort, em documentário da rede de televisão britânica BBC. “A Escócia era absoluta nessas partidas, e Jackson achava que a razão estava no fato de a equipe ser formada majoritariamente por jogadores de um mesmo clube amador, o Queens Park. Ele imaginou que, se conseguisse reunir em um time os melhores jogadores de futebol amador da Inglaterra, para jogarem juntos de maneira mais frequente, eles teriam chances muito maiores de vencer os escoceses.”
À época o Corinthian reuniu muitos dos jogadores universitários que não tinham oportunidades na seleção, tendo como maior objetivo, desenvolver um esquadrão capaz de desafiar a supremacia do futebol nacional escocês, além dos escoceses do Queen’s Park Rangers.
A Inglaterra de fato melhorou seu desempenho, e mais de cem jogadores do Corinthian foram convocados para defender as cores nacionais ao longo dos anos. Em uma partida em especial, fora de casa contra o País de Gales, em 1894, atletas do clube londrino formaram a seleção inteira e venceram por 5 a 1. A estreita relação do Corinthian com o selecionado inglês durou até 1937, quando Bernard Joy se tornou o último amador a vestir o uniforme do país.
Nos primeiros anos, a equipe jogou apenas partidas amistosas, muitas vezes contra outros clubes amadores e em torno de Londres. Suas “regras estatutárias” originais impediam a equipe de competir em competições oficiais, Copa ou Prêmio de qualqer natureza, mantendo o clube fora da Liga de Futebol e da competição inglesa mais famosa, a Copa da Inglaterra, apesar de terem um conjunto de qualidade, derrotando equipes que haviam conquistado a taça.
Por volta da virada do século (1897), começou a excursionar pelo exterior, com o intuito da popularização do futebol, defendendo os valores amadores e o fair play – muitas vezes em contraste com o profissionalismo crescente que o futebol estava experimentando.
Em 1900, porém, a equipe quebrou esta regra, participando e vencendo a Copa de Caridade “Sheriff of London Shield“, e que na época reunia o melhor clube amador e profissional da Inglaterra. O adversário foi o poderoso Aston Villa, que havia vencido quatro dos últimos cinco campeonatos profissionais de futebol na Inglaterra e é, até hoje, um dos clubes mais importantes e populares do país. Outros resultados expressivos do Corinthian em seu auge foram as vitórias ante os então campeões da FA CUP Blackburn Rovers, em 1884, por 8 a 1, e Derby County, em 1903, por 10 a 3. Em 1904 o Corinthian venceu o hoje poderoso Manchester United por 11 a 3, até hoje, a maior derrota dos “reds”.
Equipe que iniciou uma excursão pelo mundo em Dezembro 1896 até meados de 1897
Não à toa, o Corinthian inicialmente se recusou a aderir à principal liga inglesa da época e à Copa da Inglaterra. Apenas em 1923, mais de 40 anos depois de sua fundação, concordou em renunciar a seus tradicionais preceitos para enfim participar desta competição, ainda que fosse um torneio que não tivesse propósitos beneficentes. Estreou na Copa da Inglaterra em 13 de janeiro empatando em 1 a 1 com o Brighton & Hove Albion. No jogo de volta, realizado em Crystal Palace, novo empate por um gol, e vaga para o adversário.
Após a Primeira Guerra Mundial, o clube foi menos sucedido em termos de resultados positivos. O tempo foi passando e as vitórias continuaram a diminuir, assim, em 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o Corinthians fundiu-se ao Casuals Football Club, também de Londres. Desde então jogou apenas na Liga Amadora.
Penalidades e profissionalismo rejeitados
Tão caros eram os princípios morais para a filosofia esportiva do Corinthian que algumas de suas práticas hoje parecem cômicas e pertencentes a outra época. Se, por exemplo, seu adversário perdesse um jogador por lesão ou expulsão, a equipe imediata e voluntariamente tratava de tirar de campo um de seus homens para manter a justiça e o equilíbrio da partida. Ainda mais surpreendente era sua firme recusa em fazer gols de pênalti. Sempre que tinha uma cobrança a seu favor, o time simplesmente tocava a bola para o goleiro rival, convencido de que ninguém jamais tentaria obter uma vantagem desonesta derrubando deliberadamente um adversário. Pênaltis, na visão do Corinthian, não eram “dignos de cavalheiros”.
Tampouco existia a possibilidade de se discutir com o árbitro para um clube tão apegado a seu estrito código moral. Um dos fundadores do Corinthian, N. Lane Jackson, escreveu em sua autobiografia que um jogador de futebol deveria ser “capaz de controlar sua raiva, ter uma conduta atenciosa para com seus semelhantes, não obter vantagem indevida, sentir-se ofendido com qualquer suspeita de trapaça e manter-se imperturbável diante das decepções.” A aversão de Jackson a toda e qualquer forma de desonestidade e sua dura disciplina eram comparáveis apenas à oposição que ele nutria pelo profissionalismo.
Títulos do Corinthian de Londres
Equipe do Corinthian que jogou a final com o Bury, na final, em 5 de março de 1904
A Sheriff of London (em portugês, o Xerife de Londres), reunia a melhor equipe amadora versus a melhor equipe de profissionais em Londres. Foi disputada de 1898 a 1907, ficando ausente apenas no ano de 1899.
Em 1931 voltou a ser disputada até 1934, com o Corinthian sendo o representante de melhor equipe amadora. Depois de mais de 30 anos sem o troféu ser posto a prova, retornou nos anos de 1965 e 1966 – período em que o clube já havia feito a fusão com o Casuals FC. Sem nenhuma surpresa, acabou por disputar estas duas edições, agora como Corinthian Casual FC.
O Corinthian conquistou a Sheriff of London (Dewar) Charity Shield em 1898, 1900 e 1904
Final de 1898: Corinthian 0 x 1 Sheffield United
A equipe do Sheffield United se recusou a jogar o extra-tempo, pois se sentiram prejudicados pela arbitragem.
Final de 1900: Corinthian 2 x 1 Aston Villa
Final de 1904: Corinthian 10 x 3 Bury
O Sport Club Corinthians Paulista, time com uma das maiores torcidas do Brasil, foi inspirado no clube inglês, que esteve pela primeira vez, em terras canarinhas, no ano de 1910. Veja a matéria O Corinthian Inglês no Brasil.
Em 05 de junho de 1988, o Corinthian Casuals veio ao Brasil para uma uma partida histórica. Enfrentou uma geração de craques do “filho” Corinthians Paulista pela primeira vez. Veja a história desta partida.
Fontes: Sports Around the World: History, Culture, and Practice (pág. 60), editado por John Nauright e Charles Parrish; www.fifa.com. Página adicionada em 01 de janeiro de 2013.
Hans Nobiling Quadro
Fundado em 1898 – Extinto em 1899
Endereço: Não tinha endereço fixo (São Paulo/SP)
Estádio: treinava no campo da Chácara Dulley (no Bom Retiro, entre Luz e Ponte Grande).
Foto da partida Hans Nobiling x Mackenzie College (de gravata), na Chácara Dulley, Março de 1899.
Em 1897, chega a São Paulo, da Alemanha o cidadão Hans Nobiling, natural de Hamburgo, onde jogava pelo S.C. Germânia. Em seu poder Hans Nobiling traz uma bola e um exemplar dos estatutos do clube hamburguês. O ideal é o de difundir a prática do futebol. Primeiro, Hans Nobiling procurou influenciar os elementos da colônia alemã, mas a ginástica, esporte de predileção dos teutos, serviu de obstáculo ao seu objetivo. Convergiram, então, para os brasileiros as suas atenções. E foi ensinar o futebol a um extenso número de moços estudantes e a rapazes do comércio. O local dos ensaios é a Chácara Dulley.
Lá, na Chácara Dulley, Hans Nobiling exercita a sua rapaziada sempre que há oportunidade. Às vezes não encontra tempo para treinar à tarde, mas Hans Nobiling não se perturba com isso: marca o ensaio para a noite. E é à luz da lua que, muitas vezes, os sapos, espantados, vêem correr para cá, para lá, dois bandos de rapazes, atrás de uma bola enrolada em pano branco. Os treinamentos só se interrompem, à falta de energia da lua, como hoje acontece, à falta de energia elétrica.
Hans Nobiling
Uma tarde, Hans Nobiling deu a equipe como em “Ponto de bala”. Escolheram um nome por eleição: “Hans Nobiling Quadro”. Em seguida resolveram marcar o primeiro “match”. Convidaram o São Paulo Athletic, que acabou por não aceitar o confronto. Uma outra tentativa foi feita. Desta vez o convite foi ao Mackenzie. René Vanordem, do Mackenzie, serviu de intermediário e de animador para a realização do jogo. Disputa-se então, a 05 de março de 1899, a primeira partida no Brasil, entre quadros compostos, em quase sua totalidade, por brasileiros: Hans Nobiling 0 x Mackenzie College 0. Depois deste empate, voltam a jogar. Ganha o Hans Nobiling por 1 a 0. Animados, resolvem desafiar, mais uma vez, o “Atlétic”, que levam dois meses para aceitar. Nos ingleses avultam as figuras de Charles Miller, Robinson, Duff, Boyes, Hodgkissis, Creew Bidel e Jeffery. O jogo é realizado na tarde de 29 de junho de 1899 e a assistência que o presencia passa a ser o recorde no Brasil: 60 pessoas. Os ingleses venceram, 1 a 0. E isso, essa exigüidade, diz bem do equilíbrio.
No Hans Nobiling vão se formando elementos de valor: René Vanordem, Rolland, Savoy, Vila Real, Mikulasck, Robotton, White, Wannschaff, todos sob a direção de Hans Nobiling. Há um terceiro jogo, reunindo Hans Nobiling (1) e Mackenzie (1). Os ingleses, agora, é que querem um prélio com o Hans Nobiling. Não se satisfizeram com o 1 a 0. Sabem que podem ampliar a contagem. E ampliam mesmo: 4 a 1.
A realização dessa série de cotejos deu impulso decisivo ao futebol de São Paulo. Já possuindo o São Paulo Athletic e o Mackenzie, veio ele a contar com dois novos clubes que se originou do Hans Nobiling, o Sport Club Internacional, em 19 de agosto de 1899, e o Sport Club Germânia, em 07 de setembro de 1899, atual Esporte Clube Pinheiros, oriundo do Hans Nobiling. Tudo porquê, o Hans Nobiling deveria chamar-se Germânia, por vontade de seu patrono, mas a assembléia de fundação, a que compareceram 25 rapazes, optou pelo nome de “Internacional”, e isso porque tal nome abrangeria todas as nacionalidades dos associados e não a dos alemães, como se daria no caso de prevalecer o nome de “Germânia”.
Todos os jogos do Hans Nobiling
05/03/1899- Hans Nobiling/SP 0 x 0 Mackenzie College/SP
21/04/1899- Hans Nobiling/SP 1 x 0 Mackenzie College/SP
29/06/1899- Hans Nobiling/SP 0 x 1 São Paulo Athletic/SP
Obs.: Esta partida marca o recorde de público no Brasil: 60 pessoas.
13/07/1899- Hans Nobiling/SP 1 x 1 Mackenzie College/SP
30/07/1899- Hans Nobiling/SP 1 x 4 São Paulo Athletic/SP
Fontes: “Os primeiros 60 anos do futebol paulista”, de 1956, autor: jornalista Adriano Neiva da Motta e Silva – o De Vaney, publicado no jornal santista A Tribuna, de 25 de janeiro a 29 de fevereiro de 1956.
Dificilmente se achará em algum arquivo partidas de futebol no Brasil, entre clubes formados, antes de 1899. O Hans Nobiling, quadro que dava nome ao time avulso de seu criador, foi o mais ativo neste periodo (1899), totalizando cinco partidas. Confira a história do Hans Nobiling Quadro.
PARTIDAS AMISTOSAS EM SOLO BRASILEIRO
05/03- Hans Nobiling (SP) 0 x 0 Mackenzie College (SP)
12/03- São Paulo Athletic (SP) 3 x 0 Mackenzie College (SP)
21/04- Hans Nobiling (SP) 1 x 0 Mackenzie College (SP)
29/06- Hans Nobiling (SP) 0 x 1 São Paulo Athletic (SP)
Obs.: Esta partida marca o recorde de público no Brasil: 60 pessoas.
13/07- Hans Nobiling (SP) 1 x 1 Mackenzie College (SP)
30/07- Hans Nobiling (SP) 1 x 4 São Paulo Athletic (SP)
PARTIDAS AMISTOSAS PELO MUNDO
25/06- Nacional (URU) 2 x 0 Uruguay Athletic (URU)
Local: Punta de las Carretas (URU)
Obs.: Esta foi a primeira partida da história do Nacional de Montevidéu.
29/07- Unión Cricket (PER) 2 x 0 Lima Cricket (PER)
Local: Santa Beatriz, Lima (PER)
Obs.: clubes sediados em Lima, Peru. Partida fazia parte da programação de “Fiestas Patrias”.
08/12- Barcelona (ESP) 0 x 1 Colonia Inglesa (ESP)
Local: Barcelona (ESP)
Obs.: Foi a primeira partida da história do FC Barcelona, fundado em 29 de novembro de 1899.
24/12- Barcelona (ESP) 3 x 1 Catalã (ESP)
Local: Barcelona (ESP)
26/12- Barcelona (ESP) 2 x 1 Colonia Inglesa (ESP)
Local: Barcelona (ESP)
27/05/1888- Celtic (ESC) 5 x 2 Rangers (ESC)
Gols: Tom Maley (3), Neil McCallum e James Kelly (Celtic); Soutar (2, para o Rangers)
08/06/1888- Celtic (ESC) 1 x 0 Dundee Harp (ESC)
Gol: Johnny Coleman
15/06/1888- Celtic (ESC) 3 x 3 Mossend Swifts (ESC)
Gols: James McLaren, Charlie Gorevin e Neil McCallum (Celtic); e Renwick, Boyd e sem informação (Mossend)
22/06/1888- Celtic (ESC) 3 x 4 Clyde (ESC)
Gols: nenhum do Celtic identificado; e Jimmy Britton (3) e não identificado para o Clyde.
03/08/1888- Celtic (ESC) 3 x 2 Hibernian (ESC)
Gols: Willie Groves (2) e Johnny Coleman (Celtic); George Smith e Naughton (Hibernian)
10/08/1888- Celtic (ESC) 6 x 0 Airdrieonians (ESC)
Gols: Neil McCallum, Willie Groves, e demais 4 gols não encontrados.
17/08/1888- Celtic (ESC) 5 x 1 Clyde (ESC)
21/08/1888- Celtic (ESC) 3 x 4 Third Lanark (ESC)
22/08/1888- Celtic (ESC) 4 x 2 Abercorn (ESC)
26/08/1888- Celtic (ESC) 3 x 0 Northern (ESC)
02/09/1888- Celtic (ESC) 5 x 1 Whitefield (ESC)
07/09/1888- Celtic (ESC) 3 x 0 Dumbarton Athletic (ESC)
14/09/1888- Celtic (ESC) 2 x 1 Dumbarton (ESC)
28/09/1888- Celtic (ESC) 4 x 1 Airdrieonians (ESC)
07/10/1888- Celtic (ESC) 7 x 1 Dundee Harp (ESC)
19/10/1888- Celtic (ESC) 3 x 0 Hibernian (ESC)
09/11/1888- Celtic (ESC) 1 x 0 Renton (ESC)
30/11/1888- Celtic (ESC) 5 x 2 Port Glasgow Athletic (ESC)
Gols: Tom Maley (2) e demais não achados (Celtic); e Ferguson, e outro não achado (PG Athletic)
21/12/1888- Celtic (ESC) 2 x 1 Vale of Leven (ESC)
30/12/1888- Celtic (ESC) 7 x 1 Mitchell St. George’s (ESC)
Local: campo de Celtic – Público: 2.500
Gols: Neil McCallum, Willie Groves (2), Michael Dunbar, Johnny Coleman, James McLaren e não conhecido (Celtic); e Mins Davey (Mitchell St. Georges) Celtic: John Kelly, Paddy Gallagher, Mick McKeown, James Kelly, Antony Gallagher, James McLaren, Neil McCallum, Johnny Coleman, Willie Groves, Michael Dunbar e Tom Maley. Mitchell St. Georges: Hadley, Barton Jnr, Barton Snr, Gray, Hawkins, Bailey, Harrison, Marshall, Blackham, Davey e Davis.
Foi uma competição de curta duração, geralmente em um único dia, jogos com duração média de 20 minutos, chegando no máximo, em alguns anos, a 30 minutos.
Sua primeira edição foi realizada em 28 de Abril de 1918. O campeão foi o Paraná SC. Já a última edição foi em 1989, e o campeão levou a Taça Bamerindus – banco hoje extinto.
Notas:
A Towarzystwo Wychowania Fizycnego Junak, traduzindo para português , Sociedade de Educação Física Junak, mudou sua denominação para Sociedade Educação Física Juventus.
Torneio com dois jogos disputados no mês de fevereiro de 1972 entre o Clube de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro – na época cidade pertencente ao estado da Guanabara, e a Associação Portuguesa de Desportos, da cidade de São Paulo (SP).
Com duas vitórias, a Lusa do Canindé ficou com a taça.
Ficha das partidas:
Primeiro jogo: 03-Fevereiro-1972
Vasco 2 x 3 Portuguesa Local: Estádio de São Januário, Rio de Janeiro (GB). Juiz: Carlos Floriano Vidal. Renda: Cr$ 14 447,50. Gols: Dirceu 30′ do 1º tempo; Buglê 8′, Ferreti 20′, Dirceu 35′ e Basilio 40′ do 2º tempo. Vasco: Andrada; Fidélis, Moisés, Renê e Batista; Alcir e Buglê (Jaílson); Marco Antônio, Ferreti, Luís Carlos e Gílson Nunes. Portuguesa: Aguilera; Cardoso, Marinho, Isidoro e Fogueira; Dirceu e Lorico; Xaxá, Basílio, Valdomirn (Benê) e Piau (Wilsinho).
Segundo jogo: 06-Fevereiro-1972
Portuguesa 3 x 1 Vasco Local: Estádio Independência, em São Paulo (SP). Renda: CrS 88 488,00. Juiz: Roberto Morgado. Expulsões: Piau e Renê, por agressão mútua. Gols: Xaxá 16′, Ferreti 33′ e Benê 44′ do 1º tempo; Valdomiro 37′ do 2º tempo. Portuguesa: Aguilera; Cardoso, Marinho, Isidoro e Fogueira; Dirceu (Luís Américo) e Lorico; Xaxá, Benê (Valdomiro), Basílio e Piau. Vasco: Andrada; Fidélis, Moisés, Renê e Eberval; Gaúcho e Buglê; Marco Antônio, Luís Carlos, Ferreti (Roberto) e Gílson Nunes (Jaílson).
Obs.: A Portuguesa foi campeã do Torneio da Amizade de 1972.
Todos os jogos disputados em 24 de abril de 1960, com duração de vinte minutos, dividido em dois tempos (10×10).
Local: Estádio da Ilha do Retiro.
Abaixo, foto da arbitragem durante a competição e avaliação dos mesmos.
1º jogo
Sport 1 x 0 Ferroviário
Gol: Newton Adrião aos 5 da primeira fase.
Arbitro: Alfredo Bernardo Tôrres Sport: Cazuza; Alemão e Tomires; Gilberto, Dedé e Ney Andrade; Ramos, Pedrinho, Djalma, Elcy e Newton Adrião. Técnico: Palmeira. Ferroviário: Renato; Plínio e Angelo; Paulo, Baiaco e Eliseu; Chico, Fialho, Pitôco, Neco e Edmilson.
2º jogo
Náutico 0 (5) x (3) 0 Íbis
Decidido nas penalidades. Elias fez os cinco gols dos vencedores, e Marciano quatro para os vencidos.
Arbitro: Evandro Ferreira – Auxiliares: Waldemir Wanderley e Manoel Correia Lima Náutico: Valdemar; Nancildo e Zequinha; Otacílio, Givaldo e Hélmiton; Tião, Fernando, Zito Segundo, Nado e Elias. Técnico: Ricardo Diez. Íbis: Jagunço; Duarte e Marciano; Jair, Valdomes e Valdemar; Zezito, Cabinho, Paraíba, Ivaldir e Ivaldo.
3º jogo
Santa Cruz 0 (16) x (15) 0 Asas
Maínha cobrou 17 penaltis para o tricolor e marcou 16; Josias chutou 17, marcando 15 tentos.
Arbitro: Alfredo Bernardo Tôrres – Auxiliares: Waldemir Wanderley e Manoel Correia Lima Santa Cruz: Agostinho; Geroldo e Nagel; Genaro, Carvalho e Dodô; Gildo Segundo, Gildo Primeiro, Hamilton, Moacir e Maínha. Técnico: Ricardo Magalhães. Asas: Duca; Vadinho e Nido; Cunha, Milton e Josias; Edinho, Baixa, Caparelli, Ivo e Mariano.
Semifinal
Sport 0 (5) x (3) 0 Náutico
Decidido nas penalidades. Djalma fez os cinco gols do Sport; Elias marcou três gols, dos cinco penais batidos, para o Náutico.
Arbitro: Evandro Ferreira – Auxiliares: Waldemir Wanderley e Manoel Correia Lima Sport: Cazuza; Alemão e Tomires; Gilberto, Dedé e Ney Andrade; Ramos, Pedrinho, Djalma, Elcy e Newton Adrião. Técnico: Palmeira. Náutico: Valdemar; Nancildo e Zequinha; Otacílio, Givaldo e Hélmiton; Tião, Fernando, Zito Segundo, Nado e Elias. Técnico: Ricardo Diez.
Final
Sport 1 x 0 Santa Cruz
Gol: Pedrinho
Arbitro: José Teixeira Sport: Cazuza; Bria e Tomires; Gilberto, Dedé e Ney Andrade; Ramos, Pedrinho, Djalma, Elcyr e Newton Adrião. Técnico: Palmeira. Santa Cruz: Agostinho; Gerôldo e Nagel; Clóvis (Biu), Carvalho (Clóvis) e Dodô; Gildo Segundo, Biu (Hamilton), Hamilton (Maínha), Moacir e Mainha (Carvalho). Técnico: Ricardo Magalhães.