Teremos zebra? – Genildo Oliveira

22:00   terça-feira, 08/01/2008

Teremos zebra?



Desde muito cedo ouvimos muito a tão conhecida expressão de que o futebol é uma caixinha de surpresa, que é algo imprevisível e que tudo pode acontecer no apagar das luzes, e isso é uma verdade, pois ai de nós se o grande sempre superasse o pequeno, ai de nós se a lógica sempre fosse à lógica no futebol, mas ainda bem que não é assim, ainda bem que a vida não é assim…

Mas Matutando um pouco mais, refletindo de como será esse o ano para o nosso futebol, chego a conclusão de que a Zebra não terá pastagem nos dois principais campeonatos estaduais do Brasil, o Carioca e o Paulista que prometem ser dos mais emocionantes, vez que nunca o futebol esteve tão ligado à organização e estrutura como no momento atual.

Longe de mim em dizer que os grandes do Rio estão esbanjando organização, já melhorou muito, e estão muito á frente dos demais.

E falando no futebol Carioca acredito que de todos no Brasil é o que a Zebra irá pastar bem longe, se antes era difícil o time pequeno triunfar, agora é que piorou de vez, os clubes pequenos não poderão receber jogos contra as equipes grandes em seus estádios. Sendo assim, o Botafogo só jogará no Engenhão, o Vasco apenas em São Januário, e Flamengo e Fluminense somente no Maracanã. Como forma de compensar o prejuízo, os times pequenos receberão R$ 45 mil por jogo além da renda destas partidas será que valerá a pena?

Já o maior e mais rico torneio estadual do Brasil que é o campeonato Paulista, a expectativa em torno da competição é enorme e nessa altura quem apostaria numa Zebra no Paulistão? Não só pelos Quatro dos principais técnicos do Brasil – Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho, Mano Menezes e Emerson Leão estarem á frente dos quatro grandes de São Paulo, mas pelo bom momento de organização que ambos passam ao ponto de não ter aparentemente favorito.

Nem precisaria citar exemplo, pois basta entender um pouco mais de futebol para saber que um time precisa ser completo, a começar por um estádio e uma base que é o inicio de tudo, fora isso são meros passageiros no mundo capitalista do futebol.

O certo é que na minha opinião nunca os principais clubes grandes foram tão grandes, nunca os pequenos foram tão pequenos, prova disso é a CBF que por sua vez não irá mais custear os clubes que disputam a Serie C, agora é cada um por si deixando claro que a CBF quer saber mesmo é daqueles clubes que realmente lhe dão retorno, tem grandes torcidas e que faz jus pela tradição e organização, o resto é resto, tudo é time pequeno para a entidade.

Não tenho muita perspectativa pra Zebra nesse inicio de ano, mas se no futebol existe zebra, ela pode aparecer a qualquer momento.

 

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Foca em extinção – Genildo Oliveira

00:40   quinta-feira, 04/10/2007

Foca em extinção



Que me desculpem os adoradores do gol, mas se há uma coisa linda no futebol isso se chama o drible, sem duvida a jogada que proporciona ao torcedor uma das maiores emoções no futebol.

O saudoso Denner ex Lusa e Vasco dizia que preferia driblar do que fazer gol, pois nada para ele seria mais satisfatório que ver o adversário no Chão.

Se Denner jogasse no futebol carrasco de hoje certamente a violência já tinha marcado seu valioso futebol.

E por falar em drible nunca é demais lembrar o fato recente quando o garoto Kerlon mais uma vez protagozinou o seu drible da foca e dessa vez todo o Brasil se dividiu em opiniões, pois dessa vez havia um coelho no meio do caminho do Kerlon, muito se falou da jogada, da entrada do coelho e pouco se comentou sobre a falta de um momento como esse no futebol brasileiro, futebol esse que tem sede de talentos e precisa resgatar o principio do futebol arte.

Basta alguém ter um pouquinho de inteligência para saber que nada e nenhum drible surgiram do além, ele foi criado, teve um criador, assim como tantos outros eis que simplesmente surgiu o drible da foca e esse é sem duvidas um dos que mais mexe com o brio dos atletas em campo, pois é uma das mais lindas jogadas que o futebol já criou, algo genial digna de tudo que é sagrado no esporte mais popular do mundo.

O criador Kerlon com a sua jogada de levar a bola acima da cabeça vai fazendo seu nome e caindo na graça dos amantes do futebol, e não me venha com essa demagogia dizer que o garoto só faz o drible quando o time está em vantagem, pode até ser, mas o leitor pode até tentar se recordar, mas quando foi que viram o Ronaldinho gaúcho, Robinho fazer suas estripulias quando o seu time está perdendo? Isso é uma coisa natural, ninguém vai brincar na hora da onça beber água e o Kerlon não é diferente.

O Kerlon pecou somente em ter feito o drible em um momento inadequado, no momento que ele começar a driblar assim dentro da área e com mais freqüência, ai o Brasil inteiro iriá idolatrar o garoto e o drible da foca será venerado por todo o mundo vai entender.

No meio de tantos craques artificiais onde a mídia é a grande culpada pelo fracasso de muitos, a polemica continuará sobre o drible da foca, mas sem duvidas trará muitos frutos, pois os incompreendidos de hoje serão exaltados amanhã.

Está na hora de trabalharem o psicológico dos adversários para um possível drible da Foca, pois o torcedor que vai ao estádio ou está na poltrona da sua casa quer ver espetáculo, ele sabe que o futebol brasileiro é astucioso e sempre surgirá um Kerlon para fazer algo inédito no universo do futebol.

Agora pelo amor de deus, não deixem a foca morrer tão cedo, quantas crianças por ai já tentando imitar o drible da foca, ou até algo mais espetacular.

Será mesmo mais fácil acabar com o drible ou inventaram uma maneira de roubar-le a Bola?

Não sei, só sei que somos previlegiados pelo simples fato de está vivo na geração em que surgiu o drible da foca, caso contrario teremos que concordar com a frase de que coelho que corre atrás de foca termina afogado.

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Dá pra comemorar? – Genildo Oliveira

23:50   quinta-feira, 18/10/2007

Dá pra comemorar?



Enfim mais uma Eliminatória de Copa do mundo , só agora depois do segundo jogo contra o fraco Equador o torcedor começa a viver o clima de uma copa do mundo, não só pela goleada, mas por toda a mídia vivida, toda a festa armada e tudo que envolveu a volta da seleção ao Maracanã, clima esse até então não vivido na fraca atuação diante da Colômbia em Bogotá.

A atuação da seleção, por mais que a mídia não deixe transparecer, continua muita fraca, pouco convincente por tudo que é o futebol brasileiro, ainda bem que o “si” não joga no futebol, pois o penal não marcado a favor do Equador o Impedimento inexistente juntamente com as váias que já soavam para os jogadores o jogo poderia tomar um rumo diferente.

Mas para a sorte dos brasileiros a seleção tem jogadores que decidem a qualquer hora, e pelo menos contra o fraco Equador fez a diferença.

Falta muita estrada, tudo ainda é duvida, mas quem foi ao Maracanã viu o que queria – muitos gols, muita mídia, o que prova que o maior bem dessa seleção continua sendo o torcedor, torcedor esse que se analisar bem percebe que a seleção ainda é enganosa e que Dunga é mais um mamulengo, uma espécie de fantoche do Ricardo Teixeira e seus patrocinadores, mas que vai por enquanto, fazendo o seu nome e seguindo uma linha natural no cargo da seleção. De nada adianta mais o torcedor reclamar que não convoca A ou B que joga do Brasil, isso seria magnífico e tenho certeza que o Brasil teria possibilidade de jogar ainda melhor, pois temos o melhor futebol do mundo, mas infelizmente o Dunga nos dias atuais mesmo que quisesse jamais poderia imitar o grande João Saldanha que costumava formar a seleção no passado com a base dos melhores times Brasileiros, na época a sua grande maioria era do Botafogo que tinha os melhores craques.

Hoje não se faz mais isso, o futebol tudo é capitalismo e Acredito fielmente que a única coisa que ainda continua pura no futebol é o torcedor, que realmente é fantástico, é o que dá ainda sentido a sagrada amarelinha.

O resto tudo gira em torno do dinheiro, isso inclui o presidente, técnico, atleta, enfim tudo viraram uma espécie de empresário.

Fora isso, pouca coisa irá mudar daqui pra frente, caso contrário, ou você continua engolido sapo, fazendo de tripa coração se achando na obrigação de torcer pra seleção só porque é brasileiro, ou faz como eu fiz: dar um fim na relação e pede divorcio ao casamento entre você e a seleção brasileira.

Não sou Argentino nem torço por nenhuma grande seleção que é potencia no mundo, prefiro torcer pro resto do mundo que não seja o Brasil, e isso faz tempo, foi depois da Copa de 94, onde no meu ponto de vista ainda existia o amor em todos os sentidos do futebol brasileiro.

No século XVIII o pensador e político inglês Samuel Johnson já escrevera: “O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. E eu acrescentaria: e também dos idiotas.

É, meu caro, os tempos mudaram, e todo esse romantismo deixou de existir, não só no mundo do futebol, mas em nosso dia-dia também. O mundo ficou mais competitivo, a ética deixou de ser uma regra de conduta e passou a ser diferencial.

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Dando a volta por cima… – Genildo Oliveira

15:00   domingo, 04/11/2007

Dando a volta por cima…



Era dia 16 de março do ano de 2005, a nossa cidade de Mossoró/RN vivia a expectativa do jogo, á noite, entre o Baraúnas local e o tradicional Vitória da Bahia, valendo pela copa do Brasil do mesmo ano.

A Cidade se dividia, pois o Vitória tinha um forte aliado em campo, a torcida do Potiguar, Rival ferrenho do até então desconhecido Baraúnas, estaria lá secando o Rival e fazendo valer a rivalidade sadia no futebol.

O Baraúnas que antes já havia passado pelo fraco América/MG, e que não vencia há cinco jogos, receberia pela segunda vez em sua Historia o Vitória da Bahia.

Num jogo fraco tecnicamente, o Baraúnas surpreenderia todo o Brasil quando, aos 24 minutos do segundo tempo, o jogador Álvaro chutava de longe, da entrada da área, uma bola fraca e o jovem goleiro do Vitória por nome de “Felipe” via a bola escapar de suas mãos e por entre as pernas, morrer no fundo do seu gol.

Sem duvidas o maior frango que aquele Goleiro havia levado, da Arquibancada a gente sentia que aquele Goleiro não se conformava com a infelicidade de ter entregado o Ouro, num momento que o empate já seria um bom resultado para o time Baiano.

Felipe, esse era o nome do Rapaz, um carioca de 21 anos, tinha lá seus 1,90m. Depois pesquisando, soube que seu nome verdadeiro era Luiz Felipe Ventura dos Santos. Eu não conseguia me conformar com a derrota, pois sabia que no outro dia os Baraunenses me zoariam o dia todo e Eu ali na arquibancada torcendo fielmente pelo Vitória, puto da vida com aquele goleiro, não entendia porque o Vitória teria no meu entender um goleiro tão ruim, e ficava ali refletindo: meu DEUS como estaria a cabeça daquele goleiro depois do jogo, tão jovem de 21 anos? Precisaria de muita maturidade para superar aquele frango, enquanto isso escutava os coros de Peneira! Peneira! Que soavam na sua saída do estádio.

Por outro lado a torcida Mossoroense pouco imaginaria que ali seria o inicio de tudo e o Baraúnas até derrotaria mais vez o Vitória no Barradão, desta vez por 2×1 e o eliminaria. Passaria também pelo Vasco da Gama em pleno São Januário e acabaria sua bela campanha somente frente ao Cruzeiro, a poderosa Raposa.

O Gol de Álvaro, que certamente aquele goleiro lembraria até hoje, poderia ser apenas mais um dos 14 que o time Potiguar fizera na Competição, mas no futebol há histórias que só a bola pode contar. Depois de um tempo aquele goleiro chamado Felipe sairia do Vitória praticamente esculachado pelo até então Presidente do clube, o Senhor Paulo Carneiro, numa situação Polemica. Defenderia depois o Bragantino, fazendo uma bela campanha, no Paulistão que lhe rendeu frutos para ser contrato pelo Corinthians Paulista.

Hoje, Felipe é um dos melhores goleiros do Brasil, apesar do pouco tempo no clube é considerado pela mídia uma das melhores contratações do clube no atual momento. Felipe vai se tornando a cada dia ídolo, apesar do mau momento em que o time passa, vem fazendo defesas milagrosas e tendo em si o estilo de um dos melhores goleiros Corintianos, o Ronaldo.

O Futebol é Momento, não se é nada para sempre, mas o Felipe hoje é um exemplo de superação, um garoto de bem e que merece todo o sucesso que vem tendo.

Eu me satisfaço com poucas coisas, e fico feliz tão somente em ter estado naquela noite. Aquele jogo para muitos pode ter tido um significado irrelevante, mas para mim teve um sabor especial, pois puder ver parte da história de um goleiro que certamente será um dos grandes do Brasil.

Assim como é a vida, também é o futebol, cada Fracasso nos ensina algo que precisaríamos aprender.



 

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Genildo Oliveira

12:30   Quarta-feira, 18/06/2008

Adeus Romantismo…

Como milhares de Brasileiros já torci, já vibrei já me emocionei com a Seleção Brasileira, confesso que há muito tempo não sinto mais essa vontade de torcer para o Brasil, e já faz um bom tempo, acho que depois da Copa de 94, nunca mais consegui torcer para aqueles que se dizem representantes da nossa nação, e naturalmente virei fã do futebol do resto do mundo, aprendi a abrir meu coração e reconhecer que também existe futebol lá fora, e que o mundo não se resume a seleção.

Acho que como toda relação pode ter um inicio meio e fim, essa minha paixão pela seleção esfriou, e quando passei a entender um pouco mais sobre futebol aquela fantasia acabou, e acabou não pelas derrotas, mas por todos esses mitos e essa realidade perversa que envolve essa nova geração, coisas do dia a dia que só suja o nosso futebol, jogadores que só são convocados se atuar fora do país, o amor á camisa que já não existe mais, a imprensa podre, Galvão Bueno, enfim, todo esse bla bla que já sabemos e que nos decepcionam e nos dá ância de vômito.

Outro dia, vi uma reportagem com o Nilton Santos, excepcional lateral-esquerdo do Botafogo, que ajudou a “descobrir” o Garrincha para o futebol. Ele dizia que ele praticava o esporte que mais amava, tinha absoluto prazer jogando futebol, viajava pelo Brasil e pelo mundo com o clube e a Seleção, conhecia cultura, pessoas diferentes… E que ele se sentia envergonhado por ainda, em contrapartida, receber salário ao final do mês! Meu deus como tudo mudou…

Quando a TV mostra um inglês ou russo (ou alguém de qualquer país) que torce mais pelo Brasil do que pela seleção de seu país, os brasileiros acham lindo. Porque o cara se identifica com nossa cultura futebolística a ponto de deixar seu país de lado. Isso não é visto como anti-patriotismo. Então, por que, se um brasileiro se identifica mais com o futebol de outro país, ele é antipatriota?

Alguém já disse que o Patriotismo é o refugio dos canalhas; concordo Plenamente.

Para finalizar esse assunto chato de Seleção Brasileira, te pergunto, quero que me responda de coração, qual seria o teu sentimento em uma Copa se o Tôgo fosse campeão? a Costa do Marfim, Irã, Angola, Sudão, sei lá, só sei que para mim seria um exemplo de vida, seria como um Davi e Golias, paises que vivem praticamente na miséria, na Guerra, e ainda tem gente que vibra com o oitavo gol do Brasil enfrentando seleções como essas, amistosos esses que só trazem dinheiro para a CBF, por isso é lindo de ver uma vitória de uma seleção como essas, e contra o Brasil seria mais lindo ainda, até feriado é no outro dia naquele país….

Sofro sempre quando o Brasil ataca,e sei que vou morrer assim, e como eu existem muitos, só não tem coragem de colocar o que sente para fora, os tempos mudaram, e todo romantismo da Seleção deixou de existir, não só no mundo do futebol, mas em nosso dia-dia também. O mundo ficou mais competitivo, a ética deixou de ser uma regra de conduta e passou a ser diferencial.

Só o torcedor que não muda, ele continua puro para todo o sempre.

 
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Torneio Início do Campeonato Acreano de Futebol da Primeira Divisão

federacao_acreana_futebol

FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DO ACRE
Fundada em 01 de setembro de 1987 (de fato desde 24 de janeiro de 1947)
Cidade/UF: Rio Branco/AC
por Sidney Barbosa da Silva. Adicionado em 13 Janeiro 2013.

Campeões do Torneio Início do Campeonato Acreano
AnoCampeãoVice
2012AC JuventusAlto Acre
2011 (*14)Atlético AcreanoAC Juventus
2010
2009
2008não foi disutado
2007 (*13)Rio BrancoSão Francisco FC
2006 (***4)Rio BrancoSão Francisco FC
2005 (*4)ADESG – AD Senador GuimardAC Juventus
2004 (*12)IndependênciaAC Juventus
2003 (*11)AC JuventusIndependência
2002 (*10)Atlético AcreanoAndirá
2001 (*9)Independência FCAndirá
2000
1999 (*8)Rio BrancoAtlético Acreano
1998
1997
1996Grêmio Esportivo Acreano (Sena Madureira)Atletico Acreano
1995 (*7)Rio BrancoGrêmio Esportivo Acreano (Sena Madureira)
1994 (*4)Grêmio Esportivo Acreano (Sena Madureira)
1993Atlético Acreano
1992Atlético AcreanoRio Branco
1991
1990Rio BrancoIndependência
1989AC JuventusIndependência
1988AC JuventusIndependência
1987 (*6)Atlético AcreanoSão Francisco
1986Rio BrancoIndependência
1985
1984 (*5)AC JuventusSão Francisco
1983 (*4)Amapá ECAtlético Acreano
1982Rio BrancoAtlético Acreano
1981Amapá ECBangu EC
1980
1979 (*4)AC JuventusIndependência
1978 (**4)Atlético AcreanoAC Juventus
1977
1976 (*4)AC JuventusSão Francisco
1975
1974 (*4)AD Vasco da Gama
1973AC Juventus
1972sem informação sobre o campeão
1971Rio Branco
1970Atlético Acreano
1969 (*3)AC Juventus
1968sem informações
1967AC Juventus
1961 a 1966Sem informações se houve ou não
1960Atlético Acreano
1959 (*2)
1958Independência
1957Atlético Acreano
1956não se sabe quem foi o campeão
1955Atlético Acreano
1954não se sabe quem foi o campeão
1953América EC
1952não realizado
1951Rio Branco
1950 (*1)Rio BrancoImperial
1949sem informação
1948Rio BrancoFortaleza FC
1947Satélite Clube
1946Rio BrancoFortaleza FC
1923 a 1945não temos informações
1922 (a)Rio Branco
1921Rio Branco

Torneio disputado pela LAET (Liga Acreana de Esportes Terrestres) entre 1921 e 1946
1922 (a) a fonte desta informação é do site do Rio Branco FC
1950 (*1) Troféu Major Isidoro da Cunha Pereira.
1959 (*2) Rio Branco e Vasco da Gama empatavam em 1 x 1 quando choveu fortemente, não finalizando o jogo da final, que foi marcado para uma semana depois, mas não temos o registro.
1969 (*3) Realizado pela FAD em parceria com a ACLEAC – Associação dos Cronistares e Locutores do Estado do Acre, Taça ACLEA.
(*4) Realizado pela Federação em parceira com a ACEA – Associação dos Cronistas Esportivos do Acre, que em 1974, ofereceu o Troféu Imprensa ao campeão.
(**4) A ACEA – Associação dos Cronistas Esportivos do Acre ofereceu a Taça Elias Simão Mansour ao campeão.
(*5) Em 1984 o vencedor do Torneio Início levou para casa o Troféu Dia do Trabalhador.
(*6) Em 1987 o campeão ficou com o Troféu Delmiro Xavier.
(*7) Em 1995 o campeão ficou com o Troféu Miguel Chalub Leite.
(*8) Em 1999 o campeão ficou com o Troféu José Chalub Leite.
(*9) Em 2001 o campeão ficou com o Troféu “Bico-bico”, ex-atacante do clube Independência nos anos 60 e 70.
(*10) Em 2002 o campeão ficou com o Troféu Roberto Chaar.
(*11) Em 2003 o campeão ficou com o Troféu José Aníbal Tinôco.
(*12) Em 2004 o campeão ficou com o Troféu Bruno Couro Velho.
Em 2006 (***4) torneio realizado pela Federação, ACEA e Associação Comercial do Acre (ACISA), levando no nome de Troféu Eduardo Rodrigues Filho (Dadão).
(*13) Em 2007 o campeão ficou com o Troféu Delmiro Xavier.
(*14) Em 2011, realizado pela ACEA, o campeão ficou com o Troféu Francisco Euzébio Abreu de Souza. Fonte: EstadaoWeb
A competição de 2012 foi realizada pela ACEA.

Tudo sobre o Futebol Acreano


Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva. Fontes: Arquivo Campeões do Futebol, Futebol Acreano em Revista – Edição Histórica, Rio Branco FCEstadaoWeb e Espbr.com.
Página adicionada em 13/Janeiro/2013.

Clubes do Futebol Acreano – Data de Fundação

federacao_acreana_futebol

FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DO ACRE
Fundada em 01 de setembro de 1987 (de fato desde 24 de janeiro de 1947)
Cidade/UF: Rio Branco/AC
por Sidney Barbosa da Silva. Adicionado em 05 Março 2009 – atualizada em 05 Novembro 2024.

ACREANO – Acreano Sporting Club
Fundado em 10 de abril de 1919
Cidade: Rio Branco

ACRIANO – Acriano Futebol Clube
Fundado em 1943
Cidade: Rodrigues Alves

ADESG – Associação Desportiva de Senador Guiomard
Fundado em 26 de janeiro de 1982
Cidade: Senador Guiomard

ALTO ACRE – Alto Acre Futebol Club
Fundado em 31 de março de 2009
Cidade: Epitaciolândia

AMAX – Amax Futebol Clube (Associação dos Militares e Amigos de Xapuri)
Fundado em 21 de setembro de 2009
Cidade: Xapuri

ANDIRÁ – Andirá Esporte Clube
Fundado em 01 de novembro de 1964
Cidade: Rio Branco

ASSERMURB – Associação Desportiva Assermurb
Fundado em 2002
Cidade: Rio Branco

ATLÉTICO – Atlético Acreano
Fundado em 27 de abril de 1952
Cidade: Rio Branco

COMMERCIAL – Commercial Football Club
Fundado em 1915
Cidade: Xapury

GALVEZ – Galvez Esporte Clube
Fundado em 03 de julho de 2011
Cidade: Rio Branco

GRÊMIO – Grêmio Esportivo Acreano
Fundado em 20 de junho de 1965
Cidade: Sena Madureira

HUMAITÁ – Sport Clube Humaitá
umaitá – Fundado em 15 de março de 2003
Cidade: Porto Acre

INDEPENDÊNCIA – Independência Futebol Clube
Fundado em 02 de agosto de 1946
Cidade: Rio Branco

JUVENTUS – Atlético Clube Juventus
Fundado em 01 de maio de 1966
Cidade: Rio Branco

MILITAR– Militar Football Club
Fundado em 1919
Cidade: Rio Branco

MUSICAL – Associação Atlética Musical
Fundado em 4 de maio de 1936
Cidade: Xapuri

NÁUAS – Náuas Esporte Clube
Fundado em 19 de outubro de 1923
Cidade: Cruzeiro do Sul

PLÁCIDO DE CASTRO – Plácido de Castro Futebol Club
Fundado em 11 de março de 1979
Cidade: Plácido de Castro

RIO BRANCO – Rio Branco Football Club
Fundado em 08 de junho de 1919
Cidade: Rio Branco

SANTA CRUZ – Santa Cruz Acre Esporte Clube
Fundado em 01 de novembro de 2022
Cidade: Rio Branco

SÃO FRANCISCO – São Francisco Futebol Clube
Fundado em 1967
Cidade: Rio Branco

TARAUACAENSE – Sociedade Esportiva Dramática Tarauacaense
Fundado em 16 de agosto de 1925
Cidade: Tarauacá

TARAUACÁ – Tarauacá Esporte Clube
Fundado em novembro/1979
Cidade: Tarauacá

VASCO DA GAMA – Associação Desportiva Vasco da Gama
Fundado em 28 de junho de 1952
Cidade: Rio Branco

XAPURY – Xapury Sport Club
Fundado em 1915
Cidade: Xapury

Tudo sobre o Futebol Acreano


Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva. Fontes: Revista Placar “500 Maiores Times do Brasil”, de Maio/1997; Arquivo Campeões do Futebol; e Futebol Acreano em Revista – Edição Histórica. Página adicionada em 05 Março 2009 – atualizada em 05 Novembro 2024.

Biblioteca Campeões do Futebol

Nosso acervo

125 anos de história Enciclopédia da FPF
125 anos de história – Enciclopédia do Futebol Paulista
Coordenação de Rodolfo Kussarev
Ano: 2021 – 553 páginas
Federação Paulista de Futebol
Pelé Autobiografia
Pelé – A Autobiografia
por Edson Arantes do Nascimento / Pelé
Ano: 2006 – 302 páginas
Editora Sextante
História do Futebol na Venezuela
Delirio Vinotinto, Historia del Fútbol en Venezuela 1902-2023
Javier González, Carlos Figueroa Ruiz e Eliézer Pérez Pérez
Ano: 2023 – 758 páginas
Banesco Contigo
Fast em Revista
Fast em Revista (Jun/Jul)
Nacional Fast Clube
Ano: 1956 – 36 páginas
Almanaque Sportivo 1928
Almanach Esportivo 1928
Thomaz Mazzoni
Ano: 1928 – 322 páginas
Ferrari & Lossano
Almanaque do Futebol Paulista
Almanaque do Futebol Paulista 2001
José Jorge Farah Neto e Rodolfo Kussarev
Ano: 2001 – 467 páginas
Panini Brasil Ltda.
A História do Futebol Paraibano 1908-1968
A História do Futebol Paraibano
1908 – 1968

Walfredo Marques
Ano: 1975 – 361 páginas
A União Cia. Editora
Enciclopédia do Atlético 1974
Enciclopédia do Atlético
Adelchi Leonello Ziller
Ano: 1974 – 279 páginas
Editora Lemi
Almanaque Esportivo 1929
Almanach Esportivo 1929
Thomaz Mazzoni
Ano: 1929 – 321 páginas
Agencia Soave
Almanaque do Campeonato Mineiro
Almanaque do Campeonato Mineiro
1915 – 1957

Cláudio Frederico Discacciati e Wágner Augusto Álvares de Freitas
Ano: 2023 – 344 páginas
Editora dos Autores
Associação Esportiva Tiradentes - História e Evolução
Associação Esportiva Tiradentes
O Tigre da PM – História e Evolução

João Xavier de Holanda
Ano: 2016 – 226 páginas
INESP
Almanaque Esportivo 1931
Almanach Esportivo 1931
Thomaz Mazzoni
Ano: 1931 – 240 páginas
Agencia Soave
Almanaque Clubes do Futebol Paulista 1888 1909
Almanaque Clubes do Futebol Paulista
1888 – 1909

Sidney Barbosa da Silva
Ano: 2025 – 254 páginas
Editora UICLAP
Adquira um exemplar
Almanaque Clubes do Futebol Pernambucano 1901 - 1914
Almanaque Clubes do Futebol Pernambucano
1901 – 1914

Sidney Barbosa da Silva
Ano: 2025 – 162 páginas
Editora UICLAP
Adquira um exemplar
Almanaque Esportivo 1932
Almanaque Esportivo 1932
Thomaz Mazzoni
Ano: 1932 – 226 páginas
Agencia Soave
Almanaque Esportivo 1933
Almanaque Esportivo 1933
Thomaz Mazzoni
Ano: 1933 – 104 páginas
Agencia Soave
Do Fundo do Baú
Do Fundo do Baú
Pioneirismos no futebol brasileiro
Laércio Becker
Ano: 2012 – 101 páginas (2ª Edição)
Editora do Autor
Baixe, é Grátis
Guia de football
Guia de football
Cardoso, 4ª Edição
Prefácio: Mário Cardim
Ano: 1906 – 119 páginas
Revista Palestra Italia 1929
Revista Palestra Itália N° 1
Palestra Itália
Ano: 1929 – 51 páginas
Futebol e Política no Brasil
Futebol & Política no Brasil
Laércio Becker
Ano: 2019 – 51 páginas
Editora do Autor
Baixe, é Grátis
Sele Copa 70
Sele Copa 70 N° 1
S.A. Gazeta de Notícias
Ano: 1970 – 97 páginas
Agência Júnior de Publicidade
SeleCopas 2 Junho 1970
SeleCopas
S.A. Gazeta de Notícias
Ano: 1970 – 97 páginas
Agência Júnior de Publicidade
EC Passo Fundo
Almanaque Tricolor
Os 30 anos do Esporte Clube Passo Fundo

Lucas Scherer
Ano: 2020 (4ª Edição) – 582 páginas
Futebol em Rivera
100 Años de la Liga Departamental de Fútbol de Rivera (URU)
Marco da Silva Lucas
Ano: 2014 – 450 páginas
Fluminense - Jogos Inesquecíveis
Fluminense – Jogos Inesquecíveis
Daniel Cohen, Heitor D’Alincourt, João Boltshauser e Carlos Santoro
Ano: 2015 – 375 páginas
Publiki
Esquecidos Arquivos do Futebol Paulista
Os Esquecidos
Arquivos do Futebol Paulista

Red Bull Brasil
Ano: 2016 – 281 páginas
DataToro
Futebol em Juiz de Fora-MG
Retrospectiva do Futebol em Juiz de Fora
1918 – 1978

Geraldo Gerheim
Ano: 1978 – 69 páginas
Prefeitura de Juiz de Fora
Sport Club Germania
25 Jahre – 1899 – 1924
Sport Club Germânia
Ano: 1924 – 19 páginas
Typ. Casa Rosenhain
Os Donos da Bola - Edição 1
Os Donos da Bola 1922 – 1978
O Campeonato Citadino de Futebol de Passo Fundo

Lucas Scherer Cardoso
Ano: 2012 – 148 páginas (1ª Edição)
Editora do Autor
Primeiros 60 anos do futebol paulista, De Vaney
Os primeiros 60 anos do futebol paulista
Adriano Neiva da Motta e Silva
(Formato de folhetim diário)
Ano: 1956 (de 25 de janeiro a 29 de fevereiro de 1956)
A Tribuna (Santos)
Almanaque do RS
Almanaque Sportivo do Rio Grande do Sul
Amaro Junior
Ano: 1949 (8° ano)
Tipografia Thurmann

Reinaldo Carlos da Silva

Reinaldo Carlos da Silva
Sou um amante, apaixonado pelo bom e eterno futebol, curto assistir aos jogos nos estadios ou pela tv, ou internet, acompanho revistas, jornais, etc.

Sofro quando os dirigentes, despreparados ou mal intencionados colocam seus interesses acima dos times, ou Seleções que deveriam defender fazendo na medida do possivel os melhores elencos. Muitas vezes “eles” fazem verdadeiros assaltos aos caixas dos times, fazendo sofrer aquilo que é tão importante e até mais que o próprio espetáculo, o torcedor.

Por essa razão eu como torcedor deste grandioso e mais lindo esporte do mundo, sinto-me no prazer e na honra de colaborar com este, o Site Campeões do Futebol, que é uma referência nas informações prestadas ao internauta, pela responsabilidade e o compromisso com a ética.

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CORDIALIDADES ENTRE CLUBES CARIOCAS

Loja Campeões do Futebol

São muitos os exemplos de fair-play no futebol – embora cada vez mais restritos a retirar a bola de jogo na contusão do adversário, com devolução da bola. Pode-se dizer que o introdutor do fair-play no jogo brasileiro foi João Evangelista Belfort Duarte. É famoso o caso em que ele cometeu um pênalti, o juiz não viu e ele foi avisá-lo da infração. Não à toa, virou nome de um prêmio que a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) conferia a todo jogador que ficasse 10 anos sem punição na Justiça Desportiva em mais de 200 jogos a partir de 16.01.1946, cf. art. 31 do Código Brasileiro de Futebol de 16.08.1945. O zagueiro Moisés dizia que “beque que se preza não ganha o Belfort Duarte”, mas bons zagueiros como Alcir (Fluminense) e Zózimo (Bangu) também foram premiados.

Também é de Belfort Duarte a autoria da saudação à torcida e ao adversário. Segundo Orlando Cunha e Fernando Valle, a novidade foi inaugurada numa partida entre America e Fluminense, em 13.06.1909. Seria um amistoso? Pergunto isso porque, no livro de Roberto Assaf e Clóvis Martins, os primeiros quadros dos dois times jogaram em outras duas datas: 30.05 (Flu 4×1) e 05.09 (1×1).

Antes disso, em 1906, segundo Carlos Molinari, o America entregou uma corbeille de flores ao Bangu – não seria também uma forma de saudação? O gesto não foi isolado. Mário Filho conta que o Fluminense – ao contrário do Botafogo – não jogava em Bangu sem levar uma corbeille de flores vermelhas e brancas para cortejar a torcida do clube alvirrubro. Resultado: a platéia aplaudia até derrotas para o tricolor mas não aceitava derrotas para o Botafogo.

O fair-play brasileiro seria uma herança inglesa? Pode ter, sim, um DNA metade inglês, mas metade indígena também. É o que vemos em Gilberto Freyre:

“Dos jogos e das danças dos selvagens do Brasil vários tinham evidente intuito pedagógico; sendo de notar a ‘quietação e amizade’ – em outras palavras o ‘fair-play’ – que o padre Cardim tanto admirou nos caboclos brasílicos de 1500. Nada de ‘nome ruim ou pulha’ de um jogador a outro. Nada de ‘chamarem nomes aos pais e mães’. E é possível que para fixar bem o contraste desse proceder com o dos meninos europeus exagere o padre: ‘raramente quando jogam se desconcertam, nem desavenhem por cousa alguma, e raramente dão uns nos outros, nem pelejam’.”

Mas vou deixar mais detalhes sobre Belfort Duarte para meu futuro livro sobre os times de nome América existentes no Brasil. O que eu queria trazer aqui são casos de cordialidade, cavalheirismo, “fidalguia” entre os próprios clubes. Vamos a eles.

America x Fluminense, 1911

Campeonato de segundos quadros de futebol. Jogo marcado entre America e Fluminense mas o tricolor não conseguiu organizar seu time a tempo de disputar a partida. Em vez de insistir no cumprimento da tabela, o delegado americano, Mário Newton, oferece transferir o jogo para quando o Fluminense estivesse com a equipe pronta. A partida ocorre no mês seguinte, quando o America perde e é alcançado pelo tricolor no primeiro lugar. No jogo de desempate, o Fluminense vence a partida e ganha o certame.

Fluminense x Flamengo, 1912

Como é sabido, o Clube de Regatas Flamengo ingressou no futebol em 24.11.1911, quando, em assembléia geral, criou uma seção de esportes terrestres, para acomodar os jogadores que, insatisfeitos com Fluminense, mudaram de clube. O que quase nunca é lembrado é que o ingresso do rubro-negro no campeonato de 1912 teve o apoio do… Fluminense. Segundo Tomás Mazzoni, depois da incorporação dos ex-tricolores, restava a admissão na 1ª divisão da Liga. Foi quando “o próprio Fluminense, sob a iniciativa de seu diretor junto à Liga, Mario Polo, ajudou com simpatia a aceitação do Flamengo para a vaga que a Liga abrira para o campeonato de 1912, pois reconhecia que o ingresso de um novo clube beneficiaria o campeonato carioca”.

America x Villegaignon, 1915

Primeiro campeonato de basquetebol da Liga Metropolitana de Sports Athléticos (a mesma do futebol), primeiro turno. Jogo marcado entre America e Villegaignon mas este não comparece. O America simplesmente recusou os pontos do WO e insistiu numa nova data para a partida. Segundo Alfredo Guilherme Koehler, um dos fundadores do America (em 1904), introdutor do basquete no clube (em 1912) e jogador do time americano, “nenhuma glória resulta de triunfos assim”. Pois bem, nova partida foi marcada. O America perdeu por 32×15 e, com isso, terminou em terceiro lugar, ultrapassado pelo Villegaignon, que ficou com vice-campeonato.

Fluminense x São Cristóvão, 1924

No campeonato de voleibol, Fluminense e São Cristóvão terminam empatados em primeiro lugar. No jogo de desempate, o clube cadete venceu. No entanto, a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (Amea) resolveu marcar outra partida, só que o Fluminense não concordou, enviando-lhe ofício com o seguinte teor:

“Exmo. Sr. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos. Acuso o recebimento do ofício dessa entidade, nº 884, datado de 16 do corrente, no qual V. Excia. comunica que, não tendo a partida de desempate do campeonato de volleyball, entre os primeiros quadros deste club e o do São Cristóvão Atlético Club obedecido rigorosamente ao que determina o art. 11, cap. III, título III, do Código Esportivo, e havendo o Departamento Técnico comunicado a sua intenção de fazer cumprir esse dispositivo, tomando providências para que novas datas sejam marcadas, a fim de se disputar a partida que decidirá o campeonato de volleyball do ano próximo passado, a diretoria do Fluminense, tomando conhecimento do ofício de V. Excia., resolveu, em sessão ontem realizada, participar a V. Excia. que abre mão da disputa da partida restante de que trata aquele dispositivo do Código Esportivo, porque quando o clube pisou o campo, fê-lo na convicção de que a partida ia ser decisiva e nela se resolveria o campeonato de volleyball pela supremacia do mais forte. E isso aconteceu, o a brilhante conquista do seu digno antagonista – o São Cristóvão Atlético Club. Ora, o ânimo e a convicção do Fluminense F.C. não mudaram e, em tal orientação, é-lhe grato cumprir um dever, oriundo da verdadeira compreensão das pugnas esportivas, qual seja o de continuar a reconhecer naquele grêmio amigo o legítimo vencedor do campeonato. Outra resolução, de certo, não teria o seu companheiro de lutas, caso o desfecho daquela partida lhe tivesse sido desfavorável. Com esta resolução, espera o Fluminense F.C ter dado uma demonstração leal e sincera de confraternidade, de coerência com o espírito com que se apresenta aos encontros e de respeito ao valor dos seus vencedores. Sem mais, sirvo-me da feliz oportunidade para apresentar a V. Excia. os protestos de minha alta estima e distinta consideração. Iberê Bernardes, 1º secretário.”

Ao tomar conhecimento dessa nobre atitude, o São Cristóvão envia ao tricolor um ofício com o seguinte teor:

“Exmo. Sr. Presidente do Fluminense Football Club. Em nome do Sr. Presidente tenho honra de trazer ao conhecimento de V. Excia. que a diretoria deste clube, conhecendo o ofício da Associação Metropolitana que se refere à última partida do campeonato de volleyball em que se enfrentaram a nossa modesta equipe e os valorosos jogadores do clube que tão dignamente é presidido por V. Excia., ficou surpreendido com a resolução do Conselho Técnico daquela Associação, mas desde logo prontificou-se a cumpri-la, não só por um dever de disciplina, como em atenção ao seu leal adversário, sem dúvida um dos que mais se recomendam pelo cavalheirismo e gentileza dos seus elementos. O ofício que V. Excvia. Em nome da diretoria mandou enviar à Associação Metropolitana, desistindo, em termos sinceros que caracterizam a lealdade do verdadeiro esportista de jogar qualquer outra partida que viesse solucionar definitivamente o campeonato de volleyball, veio confirmar o elevado conceito que sempre mui merecidamente foi feito ao Fluminense F.C., modelo das organizações esportivas do país e que tanto orgulho causa aos seus co-irmãos. Interpretando, pois, os sentimentos da diretoria, agradeço as palavras carinhosas por demais excessivas em bondade que dispensou a diretoria do Fluminense ao São Cristóvão, assegurando a V. Excia. que outro também não seria o gesto deste modesto Clube, se visse na mesma situação do glorioso Fluminense F.C. Aproveito a oportunidade para apresentar a V. Excia. os meus protestos de elevada estima e distinta consideração. (a). J.M. Castello Branco, secretário geral.”

Foi o primeiro título do hexacampeonato de vôlei do São Cristóvão. A superioridade do clube cadete era tamanha que a Amea extinguiu a seção de vôlei, que só veio a ressurgir anos depois, em outra liga.

Fluminense x America, 1925

01.11.1925, morre o presidente do America, Raul Reis, num engavetamento de trens. O clube, de luto, suspende todas as suas atividades esportivas. Por isso, decide não comparecer ao jogo contra o Fluminense no returno do campeonato e entregar-lhe os pontos. Mas o tricolor não aceitou o WO e solicitou à Amea que a partida fosse considerada transferida para outra data. No entanto, a Amea indeferiu o pedido e, cumprindo o regulamento, atribuiu os pontos para o Fluminense. O America, em agradecimento à atitude do tricolor das Laranjeiras, envia-lhe um ofício com o seguinte teor:

“Exmo. Sr. Presidente do Fluminense F.C. Ainda sob a dor intensa do rude golpe que acaba de receber, o America F.C. sente que não deve retardar de um minuto sequer os seus agradecimentos ao Fluminense F.C., pela maneira generosa e delicada com que, prontamente aquiescendo aos desejos manifestados pela diretoria do clube, tão cruelmente ferido pela fatalidade, permitiu que ao seu grande e querido morto pudessem ser prestadas as homenagens que lhe eram devidas. Embora o nobre gesto não nos surpreendesse, por conhecermos as brilhantes tradições de cavalheirismo do Fluminense, nem por isso deixou de sensibilizar extremamente o America, constituindo, neste amargurado transe de luto e desconsolo, a primeira e das mais carinhosas notas de confortadora solidariedade. Justo é, pois, que, interpretando o sentimento unânime da diretoria e corpo social do America, rompendo a praxe, eu me apresse em trazer ao Fluminense F.C., na pessoa de V. Excia., as expressões da mais sincera gratidão.
(a). Heitor Luz, vice-presidente.”

Fluminense no Torneio Initium, 1927

Em 1927, o Fluminense venceu o Torneio Início. Dias depois, porém, o clube percebeu que havia infringido involuntariamente o regulamento – o que nenhum outro clube sabia. Espontaneamente, enviou o ofício abaixo à Amea, que anulou o certame:

“Exmo. Sr. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos. Apresso-me a fazer a V. Excia. ciente de que, por ocasião da segunda partida disputada pelo Fluminense Football Club no recente Torneio Initium, foram incluídos, por inadvertência, em nosso quadro, dois substitutos, o que contraria a letra do art. 11 do regulamento especial do citado torneio. Pondo V. Excia. ao corrente dessa irregularidade, cumpre-me revelar que o faço com ânimo de facilitar a fiscalização das respectivas súmulas. Reitero a V. Excia. os protestos de minha alta estima e distinta consideração. (a). Benjamin de Oliveira Filho, secretário.”

America x São Cristóvão, 1937

O campeonato de juvenis termina com o São Cristóvão em primeiro lugar. Ocorre que a Liga resolve, de ofício, anular a partida Fluminense 4×3 America. Se o America vencesse, ultrapassaria o São Cristóvão e ganharia o título. O clube rubro, porém, preferiu reconhecer os méritos do adversário e recusou a disputa da nova partida. Foi o bicampeonato carioca juvenil do clube cadete.

Olaria x Vasco, 1947

Essa foi contada por Jair Boaventura, na coluna “Notícias do Olaria”, publicada no Jornal dos Sports de 12.11.1947. É que, três dias antes, o Olaria perdeu para o Vasco por 2×0, na rua Bariri. Na seqüência, simplesmente “enviou ofício ao Clube de Regatas Vasco da Gama felicitando este glorioso co-irmão pela glória alcançada frente aos nossos rapazes”. Não contente com isso, o tradicional clube alvi-anil também enviou um ofício ao Colégio de Árbitros (órgão então responsável pelas arbitragens) “felicitando o Sr. Mário Vianna pela brilhante arbitragem na peleja de domingo”.

Se era comum fazer isso naquela época, não sei. Mas, como bem disse o rubro-negro Edilberto Coutinho, trata-se de “uma bela demonstração de fair-play, esportividade a mais elogiável”.


Pesquisas realizadas por Laércio Beckre, de Curitiba-PR – [email protected]
Página adicionada em 23 de Julho de 2011.

Fontes consultadas: