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22:00 terça-feira, 08/01/2008 Teremos zebra? |
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| Deixe sua opinião aqui!!! + Genildo Oliveira |
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22:00 terça-feira, 08/01/2008 Teremos zebra? |
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| Deixe sua opinião aqui!!! + Genildo Oliveira |
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00:40 quinta-feira, 04/10/2007 Foca em extinção |
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| Deixe sua opinião aqui!!! + Genildo Oliveira |
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23:50 quinta-feira, 18/10/2007 Dá pra comemorar? |
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| Deixe sua opinião aqui!!! + Genildo Oliveira |
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15:00 domingo, 04/11/2007 Dando a volta por cima… |
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| Deixe sua opinião aqui!!! + Genildo Oliveira |
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| 12:30 Quarta-feira, 18/06/2008 Adeus Romantismo… |
Como milhares de Brasileiros já torci, já vibrei já me emocionei com a Seleção Brasileira, confesso que há muito tempo não sinto mais essa vontade de torcer para o Brasil, e já faz um bom tempo, acho que depois da Copa de 94, nunca mais consegui torcer para aqueles que se dizem representantes da nossa nação, e naturalmente virei fã do futebol do resto do mundo, aprendi a abrir meu coração e reconhecer que também existe futebol lá fora, e que o mundo não se resume a seleção. Acho que como toda relação pode ter um inicio meio e fim, essa minha paixão pela seleção esfriou, e quando passei a entender um pouco mais sobre futebol aquela fantasia acabou, e acabou não pelas derrotas, mas por todos esses mitos e essa realidade perversa que envolve essa nova geração, coisas do dia a dia que só suja o nosso futebol, jogadores que só são convocados se atuar fora do país, o amor á camisa que já não existe mais, a imprensa podre, Galvão Bueno, enfim, todo esse bla bla que já sabemos e que nos decepcionam e nos dá ância de vômito. Outro dia, vi uma reportagem com o Nilton Santos, excepcional lateral-esquerdo do Botafogo, que ajudou a “descobrir” o Garrincha para o futebol. Ele dizia que ele praticava o esporte que mais amava, tinha absoluto prazer jogando futebol, viajava pelo Brasil e pelo mundo com o clube e a Seleção, conhecia cultura, pessoas diferentes… E que ele se sentia envergonhado por ainda, em contrapartida, receber salário ao final do mês! Meu deus como tudo mudou… Quando a TV mostra um inglês ou russo (ou alguém de qualquer país) que torce mais pelo Brasil do que pela seleção de seu país, os brasileiros acham lindo. Porque o cara se identifica com nossa cultura futebolística a ponto de deixar seu país de lado. Isso não é visto como anti-patriotismo. Então, por que, se um brasileiro se identifica mais com o futebol de outro país, ele é antipatriota? Alguém já disse que o Patriotismo é o refugio dos canalhas; concordo Plenamente. Para finalizar esse assunto chato de Seleção Brasileira, te pergunto, quero que me responda de coração, qual seria o teu sentimento em uma Copa se o Tôgo fosse campeão? a Costa do Marfim, Irã, Angola, Sudão, sei lá, só sei que para mim seria um exemplo de vida, seria como um Davi e Golias, paises que vivem praticamente na miséria, na Guerra, e ainda tem gente que vibra com o oitavo gol do Brasil enfrentando seleções como essas, amistosos esses que só trazem dinheiro para a CBF, por isso é lindo de ver uma vitória de uma seleção como essas, e contra o Brasil seria mais lindo ainda, até feriado é no outro dia naquele país…. Sofro sempre quando o Brasil ataca,e sei que vou morrer assim, e como eu existem muitos, só não tem coragem de colocar o que sente para fora, os tempos mudaram, e todo romantismo da Seleção deixou de existir, não só no mundo do futebol, mas em nosso dia-dia também. O mundo ficou mais competitivo, a ética deixou de ser uma regra de conduta e passou a ser diferencial. Só o torcedor que não muda, ele continua puro para todo o sempre. |
| Deixe sua opinião aqui!!! + Genildo Oliveira |

FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DO ACRE
Fundada em 01 de setembro de 1987 (de fato desde 24 de janeiro de 1947)
Cidade/UF: Rio Branco/AC
por Sidney Barbosa da Silva. Adicionado em 13 Janeiro 2013.
| Campeões do Torneio Início do Campeonato Acreano | ||
|---|---|---|
| Ano | Campeão | Vice |
| 2012 | AC Juventus | Alto Acre |
| 2011 (*14) | Atlético Acreano | AC Juventus |
| 2010 | — | — |
| 2009 | — | — |
| 2008 | não foi disutado | — |
| 2007 (*13) | Rio Branco | São Francisco FC |
| 2006 (***4) | Rio Branco | São Francisco FC |
| 2005 (*4) | ADESG – AD Senador Guimard | AC Juventus |
| 2004 (*12) | Independência | AC Juventus |
| 2003 (*11) | AC Juventus | Independência |
| 2002 (*10) | Atlético Acreano | Andirá |
| 2001 (*9) | Independência FC | Andirá |
| 2000 | — | — |
| 1999 (*8) | Rio Branco | Atlético Acreano |
| 1998 | — | — |
| 1997 | — | — |
| 1996 | Grêmio Esportivo Acreano (Sena Madureira) | Atletico Acreano |
| 1995 (*7) | Rio Branco | Grêmio Esportivo Acreano (Sena Madureira) |
| 1994 (*4) | Grêmio Esportivo Acreano (Sena Madureira) | — |
| 1993 | Atlético Acreano | — |
| 1992 | Atlético Acreano | Rio Branco |
| 1991 | — | — |
| 1990 | Rio Branco | Independência |
| 1989 | AC Juventus | Independência |
| 1988 | AC Juventus | Independência |
| 1987 (*6) | Atlético Acreano | São Francisco |
| 1986 | Rio Branco | Independência |
| 1985 | — | — |
| 1984 (*5) | AC Juventus | São Francisco |
| 1983 (*4) | Amapá EC | Atlético Acreano |
| 1982 | Rio Branco | Atlético Acreano |
| 1981 | Amapá EC | Bangu EC |
| 1980 | — | — |
| 1979 (*4) | AC Juventus | Independência |
| 1978 (**4) | Atlético Acreano | AC Juventus |
| 1977 | — | — |
| 1976 (*4) | AC Juventus | São Francisco |
| 1975 | — | — |
| 1974 (*4) | AD Vasco da Gama | — |
| 1973 | AC Juventus | – |
| 1972 | sem informação sobre o campeão | – |
| 1971 | Rio Branco | – |
| 1970 | Atlético Acreano | — |
| 1969 (*3) | AC Juventus | – |
| 1968 | sem informações | – |
| 1967 | AC Juventus | — |
| 1961 a 1966 | Sem informações se houve ou não | — |
| 1960 | Atlético Acreano | — |
| 1959 (*2) | — | — |
| 1958 | Independência | — |
| 1957 | Atlético Acreano | – |
| 1956 | não se sabe quem foi o campeão | – |
| 1955 | Atlético Acreano | – |
| 1954 | não se sabe quem foi o campeão | – |
| 1953 | América EC | — |
| 1952 | não realizado | – |
| 1951 | Rio Branco | — |
| 1950 (*1) | Rio Branco | Imperial |
| 1949 | sem informação | – |
| 1948 | Rio Branco | Fortaleza FC |
| 1947 | Satélite Clube | – |
| 1946 | Rio Branco | Fortaleza FC |
| 1923 a 1945 | não temos informações | – |
| 1922 (a) | Rio Branco | – |
| 1921 | Rio Branco | — |
Torneio disputado pela LAET (Liga Acreana de Esportes Terrestres) entre 1921 e 1946
1922 (a) a fonte desta informação é do site do Rio Branco FC
1950 (*1) Troféu Major Isidoro da Cunha Pereira.
1959 (*2) Rio Branco e Vasco da Gama empatavam em 1 x 1 quando choveu fortemente, não finalizando o jogo da final, que foi marcado para uma semana depois, mas não temos o registro.
1969 (*3) Realizado pela FAD em parceria com a ACLEAC – Associação dos Cronistares e Locutores do Estado do Acre, Taça ACLEA.
(*4) Realizado pela Federação em parceira com a ACEA – Associação dos Cronistas Esportivos do Acre, que em 1974, ofereceu o Troféu Imprensa ao campeão.
(**4) A ACEA – Associação dos Cronistas Esportivos do Acre ofereceu a Taça Elias Simão Mansour ao campeão.
(*5) Em 1984 o vencedor do Torneio Início levou para casa o Troféu Dia do Trabalhador.
(*6) Em 1987 o campeão ficou com o Troféu Delmiro Xavier.
(*7) Em 1995 o campeão ficou com o Troféu Miguel Chalub Leite.
(*8) Em 1999 o campeão ficou com o Troféu José Chalub Leite.
(*9) Em 2001 o campeão ficou com o Troféu “Bico-bico”, ex-atacante do clube Independência nos anos 60 e 70.
(*10) Em 2002 o campeão ficou com o Troféu Roberto Chaar.
(*11) Em 2003 o campeão ficou com o Troféu José Aníbal Tinôco.
(*12) Em 2004 o campeão ficou com o Troféu Bruno Couro Velho.
Em 2006 (***4) torneio realizado pela Federação, ACEA e Associação Comercial do Acre (ACISA), levando no nome de Troféu Eduardo Rodrigues Filho (Dadão).
(*13) Em 2007 o campeão ficou com o Troféu Delmiro Xavier.
(*14) Em 2011, realizado pela ACEA, o campeão ficou com o Troféu Francisco Euzébio Abreu de Souza. Fonte: EstadaoWeb
A competição de 2012 foi realizada pela ACEA.
Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva. Fontes: Arquivo Campeões do Futebol, Futebol Acreano em Revista – Edição Histórica, Rio Branco FC, EstadaoWeb e Espbr.com.
Página adicionada em 13/Janeiro/2013.

FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DO ACRE
Fundada em 01 de setembro de 1987 (de fato desde 24 de janeiro de 1947)
Cidade/UF: Rio Branco/AC
por Sidney Barbosa da Silva. Adicionado em 05 Março 2009 – atualizada em 05 Novembro 2024.
ACREANO – Acreano Sporting Club
Fundado em 10 de abril de 1919
Cidade: Rio Branco
ACRIANO – Acriano Futebol Clube
Fundado em 1943
Cidade: Rodrigues Alves
ADESG – Associação Desportiva de Senador Guiomard
Fundado em 26 de janeiro de 1982
Cidade: Senador Guiomard
ALTO ACRE – Alto Acre Futebol Club
Fundado em 31 de março de 2009
Cidade: Epitaciolândia
AMAX – Amax Futebol Clube (Associação dos Militares e Amigos de Xapuri)
Fundado em 21 de setembro de 2009
Cidade: Xapuri
ANDIRÁ – Andirá Esporte Clube
Fundado em 01 de novembro de 1964
Cidade: Rio Branco
ASSERMURB – Associação Desportiva Assermurb
Fundado em 2002
Cidade: Rio Branco
ATLÉTICO – Atlético Acreano
Fundado em 27 de abril de 1952
Cidade: Rio Branco
COMMERCIAL – Commercial Football Club
Fundado em 1915
Cidade: Xapury
GALVEZ – Galvez Esporte Clube
Fundado em 03 de julho de 2011
Cidade: Rio Branco
GRÊMIO – Grêmio Esportivo Acreano
Fundado em 20 de junho de 1965
Cidade: Sena Madureira
HUMAITÁ – Sport Clube Humaitá
umaitá – Fundado em 15 de março de 2003
Cidade: Porto Acre
INDEPENDÊNCIA – Independência Futebol Clube
Fundado em 02 de agosto de 1946
Cidade: Rio Branco
JUVENTUS – Atlético Clube Juventus
Fundado em 01 de maio de 1966
Cidade: Rio Branco
MILITAR– Militar Football Club
Fundado em 1919
Cidade: Rio Branco
MUSICAL – Associação Atlética Musical
Fundado em 4 de maio de 1936
Cidade: Xapuri
NÁUAS – Náuas Esporte Clube
Fundado em 19 de outubro de 1923
Cidade: Cruzeiro do Sul
PLÁCIDO DE CASTRO – Plácido de Castro Futebol Club
Fundado em 11 de março de 1979
Cidade: Plácido de Castro
RIO BRANCO – Rio Branco Football Club
Fundado em 08 de junho de 1919
Cidade: Rio Branco
SANTA CRUZ – Santa Cruz Acre Esporte Clube
Fundado em 01 de novembro de 2022
Cidade: Rio Branco
SÃO FRANCISCO – São Francisco Futebol Clube
Fundado em 1967
Cidade: Rio Branco
TARAUACAENSE – Sociedade Esportiva Dramática Tarauacaense
Fundado em 16 de agosto de 1925
Cidade: Tarauacá
TARAUACÁ – Tarauacá Esporte Clube
Fundado em novembro/1979
Cidade: Tarauacá
VASCO DA GAMA – Associação Desportiva Vasco da Gama
Fundado em 28 de junho de 1952
Cidade: Rio Branco
XAPURY – Xapury Sport Club
Fundado em 1915
Cidade: Xapury
Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva. Fontes: Revista Placar “500 Maiores Times do Brasil”, de Maio/1997; Arquivo Campeões do Futebol; e Futebol Acreano em Revista – Edição Histórica. Página adicionada em 05 Março 2009 – atualizada em 05 Novembro 2024.
![]() 125 anos de história – Enciclopédia do Futebol Paulista Coordenação de Rodolfo Kussarev Ano: 2021 – 553 páginas Federação Paulista de Futebol |
![]() Pelé – A Autobiografia por Edson Arantes do Nascimento / Pelé Ano: 2006 – 302 páginas Editora Sextante |
![]() Delirio Vinotinto, Historia del Fútbol en Venezuela 1902-2023 Javier González, Carlos Figueroa Ruiz e Eliézer Pérez Pérez Ano: 2023 – 758 páginas Banesco Contigo |
![]() Fast em Revista (Jun/Jul) Nacional Fast Clube Ano: 1956 – 36 páginas |
![]() Almanach Esportivo 1928 Thomaz Mazzoni Ano: 1928 – 322 páginas Ferrari & Lossano |
![]() Almanaque do Futebol Paulista 2001 José Jorge Farah Neto e Rodolfo Kussarev Ano: 2001 – 467 páginas Panini Brasil Ltda. |
![]() A História do Futebol Paraibano 1908 – 1968 Walfredo Marques Ano: 1975 – 361 páginas A União Cia. Editora |
![]() Enciclopédia do Atlético Adelchi Leonello Ziller Ano: 1974 – 279 páginas Editora Lemi |
![]() Almanach Esportivo 1929 Thomaz Mazzoni Ano: 1929 – 321 páginas Agencia Soave |
![]() Almanaque do Campeonato Mineiro 1915 – 1957 Cláudio Frederico Discacciati e Wágner Augusto Álvares de Freitas Ano: 2023 – 344 páginas Editora dos Autores |
![]() Associação Esportiva Tiradentes O Tigre da PM – História e Evolução João Xavier de Holanda Ano: 2016 – 226 páginas INESP |
![]() Almanach Esportivo 1931 Thomaz Mazzoni Ano: 1931 – 240 páginas Agencia Soave |
![]() Almanaque Clubes do Futebol Paulista 1888 – 1909 Sidney Barbosa da Silva Ano: 2025 – 254 páginas Editora UICLAP Adquira um exemplar |
![]() Almanaque Clubes do Futebol Pernambucano 1901 – 1914 Sidney Barbosa da Silva Ano: 2025 – 162 páginas Editora UICLAP Adquira um exemplar |
![]() Almanaque Esportivo 1932 Thomaz Mazzoni Ano: 1932 – 226 páginas Agencia Soave |
![]() Almanaque Esportivo 1933 Thomaz Mazzoni Ano: 1933 – 104 páginas Agencia Soave |
![]() Do Fundo do Baú Pioneirismos no futebol brasileiro Laércio Becker Ano: 2012 – 101 páginas (2ª Edição) Editora do Autor Baixe, é Grátis |
![]() Guia de football Cardoso, 4ª Edição Prefácio: Mário Cardim Ano: 1906 – 119 páginas |
![]() Revista Palestra Itália N° 1 Palestra Itália Ano: 1929 – 51 páginas |
![]() Futebol & Política no Brasil Laércio Becker Ano: 2019 – 51 páginas Editora do Autor Baixe, é Grátis |
![]() Sele Copa 70 N° 1 S.A. Gazeta de Notícias Ano: 1970 – 97 páginas Agência Júnior de Publicidade |
![]() SeleCopas S.A. Gazeta de Notícias Ano: 1970 – 97 páginas Agência Júnior de Publicidade |
![]() Almanaque Tricolor Os 30 anos do Esporte Clube Passo Fundo Lucas Scherer Ano: 2020 (4ª Edição) – 582 páginas |
![]() 100 Años de la Liga Departamental de Fútbol de Rivera (URU) Marco da Silva Lucas Ano: 2014 – 450 páginas |
![]() Fluminense – Jogos Inesquecíveis Daniel Cohen, Heitor D’Alincourt, João Boltshauser e Carlos Santoro Ano: 2015 – 375 páginas Publiki |
![]() Os Esquecidos Arquivos do Futebol Paulista Red Bull Brasil Ano: 2016 – 281 páginas DataToro |
![]() Retrospectiva do Futebol em Juiz de Fora 1918 – 1978 Geraldo Gerheim Ano: 1978 – 69 páginas Prefeitura de Juiz de Fora |
![]() 25 Jahre – 1899 – 1924 Sport Club Germânia Ano: 1924 – 19 páginas Typ. Casa Rosenhain |
![]() Os Donos da Bola 1922 – 1978 O Campeonato Citadino de Futebol de Passo Fundo Lucas Scherer Cardoso Ano: 2012 – 148 páginas (1ª Edição) Editora do Autor |
![]() Os primeiros 60 anos do futebol paulista Adriano Neiva da Motta e Silva (Formato de folhetim diário) Ano: 1956 (de 25 de janeiro a 29 de fevereiro de 1956) A Tribuna (Santos) |
![]() Almanaque Sportivo do Rio Grande do Sul Amaro Junior Ano: 1949 (8° ano) Tipografia Thurmann |

Sofro quando os dirigentes, despreparados ou mal intencionados colocam seus interesses acima dos times, ou Seleções que deveriam defender fazendo na medida do possivel os melhores elencos. Muitas vezes “eles” fazem verdadeiros assaltos aos caixas dos times, fazendo sofrer aquilo que é tão importante e até mais que o próprio espetáculo, o torcedor.
Por essa razão eu como torcedor deste grandioso e mais lindo esporte do mundo, sinto-me no prazer e na honra de colaborar com este, o Site Campeões do Futebol, que é uma referência nas informações prestadas ao internauta, pela responsabilidade e o compromisso com a ética.
Email: [email protected]
OBS.: Toda equipe colabora voluntariamente com informações
Também é de Belfort Duarte a autoria da saudação à torcida e ao adversário. Segundo Orlando Cunha e Fernando Valle, a novidade foi inaugurada numa partida entre America e Fluminense, em 13.06.1909. Seria um amistoso? Pergunto isso porque, no livro de Roberto Assaf e Clóvis Martins, os primeiros quadros dos dois times jogaram em outras duas datas: 30.05 (Flu 4×1) e 05.09 (1×1).
Antes disso, em 1906, segundo Carlos Molinari, o America entregou uma corbeille de flores ao Bangu – não seria também uma forma de saudação? O gesto não foi isolado. Mário Filho conta que o Fluminense – ao contrário do Botafogo – não jogava em Bangu sem levar uma corbeille de flores vermelhas e brancas para cortejar a torcida do clube alvirrubro. Resultado: a platéia aplaudia até derrotas para o tricolor mas não aceitava derrotas para o Botafogo.
O fair-play brasileiro seria uma herança inglesa? Pode ter, sim, um DNA metade inglês, mas metade indígena também. É o que vemos em Gilberto Freyre:
“Dos jogos e das danças dos selvagens do Brasil vários tinham evidente intuito pedagógico; sendo de notar a ‘quietação e amizade’ – em outras palavras o ‘fair-play’ – que o padre Cardim tanto admirou nos caboclos brasílicos de 1500. Nada de ‘nome ruim ou pulha’ de um jogador a outro. Nada de ‘chamarem nomes aos pais e mães’. E é possível que para fixar bem o contraste desse proceder com o dos meninos europeus exagere o padre: ‘raramente quando jogam se desconcertam, nem desavenhem por cousa alguma, e raramente dão uns nos outros, nem pelejam’.”
Mas vou deixar mais detalhes sobre Belfort Duarte para meu futuro livro sobre os times de nome América existentes no Brasil. O que eu queria trazer aqui são casos de cordialidade, cavalheirismo, “fidalguia” entre os próprios clubes. Vamos a eles.
America x Fluminense, 1911
Campeonato de segundos quadros de futebol. Jogo marcado entre America e Fluminense mas o tricolor não conseguiu organizar seu time a tempo de disputar a partida. Em vez de insistir no cumprimento da tabela, o delegado americano, Mário Newton, oferece transferir o jogo para quando o Fluminense estivesse com a equipe pronta. A partida ocorre no mês seguinte, quando o America perde e é alcançado pelo tricolor no primeiro lugar. No jogo de desempate, o Fluminense vence a partida e ganha o certame.
Fluminense x Flamengo, 1912
Como é sabido, o Clube de Regatas Flamengo ingressou no futebol em 24.11.1911, quando, em assembléia geral, criou uma seção de esportes terrestres, para acomodar os jogadores que, insatisfeitos com Fluminense, mudaram de clube. O que quase nunca é lembrado é que o ingresso do rubro-negro no campeonato de 1912 teve o apoio do… Fluminense. Segundo Tomás Mazzoni, depois da incorporação dos ex-tricolores, restava a admissão na 1ª divisão da Liga. Foi quando “o próprio Fluminense, sob a iniciativa de seu diretor junto à Liga, Mario Polo, ajudou com simpatia a aceitação do Flamengo para a vaga que a Liga abrira para o campeonato de 1912, pois reconhecia que o ingresso de um novo clube beneficiaria o campeonato carioca”.
America x Villegaignon, 1915
Primeiro campeonato de basquetebol da Liga Metropolitana de Sports Athléticos (a mesma do futebol), primeiro turno. Jogo marcado entre America e Villegaignon mas este não comparece. O America simplesmente recusou os pontos do WO e insistiu numa nova data para a partida. Segundo Alfredo Guilherme Koehler, um dos fundadores do America (em 1904), introdutor do basquete no clube (em 1912) e jogador do time americano, “nenhuma glória resulta de triunfos assim”. Pois bem, nova partida foi marcada. O America perdeu por 32×15 e, com isso, terminou em terceiro lugar, ultrapassado pelo Villegaignon, que ficou com vice-campeonato.
Fluminense x São Cristóvão, 1924
No campeonato de voleibol, Fluminense e São Cristóvão terminam empatados em primeiro lugar. No jogo de desempate, o clube cadete venceu. No entanto, a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (Amea) resolveu marcar outra partida, só que o Fluminense não concordou, enviando-lhe ofício com o seguinte teor:
“Exmo. Sr. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos. Acuso o recebimento do ofício dessa entidade, nº 884, datado de 16 do corrente, no qual V. Excia. comunica que, não tendo a partida de desempate do campeonato de volleyball, entre os primeiros quadros deste club e o do São Cristóvão Atlético Club obedecido rigorosamente ao que determina o art. 11, cap. III, título III, do Código Esportivo, e havendo o Departamento Técnico comunicado a sua intenção de fazer cumprir esse dispositivo, tomando providências para que novas datas sejam marcadas, a fim de se disputar a partida que decidirá o campeonato de volleyball do ano próximo passado, a diretoria do Fluminense, tomando conhecimento do ofício de V. Excia., resolveu, em sessão ontem realizada, participar a V. Excia. que abre mão da disputa da partida restante de que trata aquele dispositivo do Código Esportivo, porque quando o clube pisou o campo, fê-lo na convicção de que a partida ia ser decisiva e nela se resolveria o campeonato de volleyball pela supremacia do mais forte. E isso aconteceu, o a brilhante conquista do seu digno antagonista – o São Cristóvão Atlético Club. Ora, o ânimo e a convicção do Fluminense F.C. não mudaram e, em tal orientação, é-lhe grato cumprir um dever, oriundo da verdadeira compreensão das pugnas esportivas, qual seja o de continuar a reconhecer naquele grêmio amigo o legítimo vencedor do campeonato. Outra resolução, de certo, não teria o seu companheiro de lutas, caso o desfecho daquela partida lhe tivesse sido desfavorável. Com esta resolução, espera o Fluminense F.C ter dado uma demonstração leal e sincera de confraternidade, de coerência com o espírito com que se apresenta aos encontros e de respeito ao valor dos seus vencedores. Sem mais, sirvo-me da feliz oportunidade para apresentar a V. Excia. os protestos de minha alta estima e distinta consideração. Iberê Bernardes, 1º secretário.”
Ao tomar conhecimento dessa nobre atitude, o São Cristóvão envia ao tricolor um ofício com o seguinte teor:
“Exmo. Sr. Presidente do Fluminense Football Club. Em nome do Sr. Presidente tenho honra de trazer ao conhecimento de V. Excia. que a diretoria deste clube, conhecendo o ofício da Associação Metropolitana que se refere à última partida do campeonato de volleyball em que se enfrentaram a nossa modesta equipe e os valorosos jogadores do clube que tão dignamente é presidido por V. Excia., ficou surpreendido com a resolução do Conselho Técnico daquela Associação, mas desde logo prontificou-se a cumpri-la, não só por um dever de disciplina, como em atenção ao seu leal adversário, sem dúvida um dos que mais se recomendam pelo cavalheirismo e gentileza dos seus elementos. O ofício que V. Excvia. Em nome da diretoria mandou enviar à Associação Metropolitana, desistindo, em termos sinceros que caracterizam a lealdade do verdadeiro esportista de jogar qualquer outra partida que viesse solucionar definitivamente o campeonato de volleyball, veio confirmar o elevado conceito que sempre mui merecidamente foi feito ao Fluminense F.C., modelo das organizações esportivas do país e que tanto orgulho causa aos seus co-irmãos. Interpretando, pois, os sentimentos da diretoria, agradeço as palavras carinhosas por demais excessivas em bondade que dispensou a diretoria do Fluminense ao São Cristóvão, assegurando a V. Excia. que outro também não seria o gesto deste modesto Clube, se visse na mesma situação do glorioso Fluminense F.C. Aproveito a oportunidade para apresentar a V. Excia. os meus protestos de elevada estima e distinta consideração. (a). J.M. Castello Branco, secretário geral.”
Foi o primeiro título do hexacampeonato de vôlei do São Cristóvão. A superioridade do clube cadete era tamanha que a Amea extinguiu a seção de vôlei, que só veio a ressurgir anos depois, em outra liga.
Fluminense x America, 1925
01.11.1925, morre o presidente do America, Raul Reis, num engavetamento de trens. O clube, de luto, suspende todas as suas atividades esportivas. Por isso, decide não comparecer ao jogo contra o Fluminense no returno do campeonato e entregar-lhe os pontos. Mas o tricolor não aceitou o WO e solicitou à Amea que a partida fosse considerada transferida para outra data. No entanto, a Amea indeferiu o pedido e, cumprindo o regulamento, atribuiu os pontos para o Fluminense. O America, em agradecimento à atitude do tricolor das Laranjeiras, envia-lhe um ofício com o seguinte teor:
“Exmo. Sr. Presidente do Fluminense F.C. Ainda sob a dor intensa do rude golpe que acaba de receber, o America F.C. sente que não deve retardar de um minuto sequer os seus agradecimentos ao Fluminense F.C., pela maneira generosa e delicada com que, prontamente aquiescendo aos desejos manifestados pela diretoria do clube, tão cruelmente ferido pela fatalidade, permitiu que ao seu grande e querido morto pudessem ser prestadas as homenagens que lhe eram devidas. Embora o nobre gesto não nos surpreendesse, por conhecermos as brilhantes tradições de cavalheirismo do Fluminense, nem por isso deixou de sensibilizar extremamente o America, constituindo, neste amargurado transe de luto e desconsolo, a primeira e das mais carinhosas notas de confortadora solidariedade. Justo é, pois, que, interpretando o sentimento unânime da diretoria e corpo social do America, rompendo a praxe, eu me apresse em trazer ao Fluminense F.C., na pessoa de V. Excia., as expressões da mais sincera gratidão.
(a). Heitor Luz, vice-presidente.”
Fluminense no Torneio Initium, 1927
Em 1927, o Fluminense venceu o Torneio Início. Dias depois, porém, o clube percebeu que havia infringido involuntariamente o regulamento – o que nenhum outro clube sabia. Espontaneamente, enviou o ofício abaixo à Amea, que anulou o certame:
“Exmo. Sr. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos. Apresso-me a fazer a V. Excia. ciente de que, por ocasião da segunda partida disputada pelo Fluminense Football Club no recente Torneio Initium, foram incluídos, por inadvertência, em nosso quadro, dois substitutos, o que contraria a letra do art. 11 do regulamento especial do citado torneio. Pondo V. Excia. ao corrente dessa irregularidade, cumpre-me revelar que o faço com ânimo de facilitar a fiscalização das respectivas súmulas. Reitero a V. Excia. os protestos de minha alta estima e distinta consideração. (a). Benjamin de Oliveira Filho, secretário.”
America x São Cristóvão, 1937
O campeonato de juvenis termina com o São Cristóvão em primeiro lugar. Ocorre que a Liga resolve, de ofício, anular a partida Fluminense 4×3 America. Se o America vencesse, ultrapassaria o São Cristóvão e ganharia o título. O clube rubro, porém, preferiu reconhecer os méritos do adversário e recusou a disputa da nova partida. Foi o bicampeonato carioca juvenil do clube cadete.
Olaria x Vasco, 1947
Essa foi contada por Jair Boaventura, na coluna “Notícias do Olaria”, publicada no Jornal dos Sports de 12.11.1947. É que, três dias antes, o Olaria perdeu para o Vasco por 2×0, na rua Bariri. Na seqüência, simplesmente “enviou ofício ao Clube de Regatas Vasco da Gama felicitando este glorioso co-irmão pela glória alcançada frente aos nossos rapazes”. Não contente com isso, o tradicional clube alvi-anil também enviou um ofício ao Colégio de Árbitros (órgão então responsável pelas arbitragens) “felicitando o Sr. Mário Vianna pela brilhante arbitragem na peleja de domingo”.
Se era comum fazer isso naquela época, não sei. Mas, como bem disse o rubro-negro Edilberto Coutinho, trata-se de “uma bela demonstração de fair-play, esportividade a mais elogiável”.
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