Inaugurado no dia 27 de abril de 1940, o Complexo Pacaembu foi construído para ser o mais moderno Estádio da América Latina. Nasceu como um equipamento público de esporte, lazer e cultura que trouxe desenvolvimento e valorização para a região central de São Paulo.

Faz parte da história da cidade e dos paulistanos. Os seus mais de 80 anos guardam momentos marcantes do universo esportivo, cultural e social. É a casa de todos e seguirá assim, de portas abertas para construir novas e inúmeras histórias. O Pacaembu está localizado na praça Charles Miller, s/n, na região oeste da cidade de São Paulo.

Projeto do Estádio do Pacembu
Projeto do Complexo e Estádio do Pacembu / Construtora Severo e Villares.

No início, a região do Pacaembu (que em tupi-guarani significa terras alagadas) era um simples local de descanso para os índios em suas viagens, junto a um ribeirão, que mais tarde ficou conhecido pelo nome de Ribeirão Pacaembu. Um vale, coberto por vegetação e sujeito a inundações que foi desbravado no final do Século XVIII pelos jesuítas.

Em 1911, surgiu a CIA CITY - City of São Paulo & Freehold limited, empresa que comprou a área e urbanizou o vale, transformando-o num dos "Bairros Jardins" da cidade. A primeira tarefa foi canalizar o ribeirão e abrir uma larga avenida, toda arborizada - a Avenida Pacaembu.

Na década de 20, a idéia da construção de um grande estádio em São Paulo era o sonho de esportistas, figuras públicas e modernistas, como Mário de Andrade. Foi ele que sugeriu a criação de um local que pudesse receber atividades esportivas, eventos culturais e apresentações musicais. Em 1926 a CIA CITY doou o terreno de 50 mil metros quadrados ao Estado, que repassou a Prefeitura.

Em 1936, o Prefeito do município na época, Fábio da Silva Prado, aprovou a idéia e deu início às obras desse complexo pela construtora Severo e Villares.

DÉCADA DE 40

Os relógios marcavam 15h30 da tarde do dia 27 de abril de 1940, quando o presidente Getúlio Vargas, acompanhado do interventor Adhemar de Barros e do prefeito Prestes Maia, inauguravam o Estádio Municipal do Pacaembu.

Inauguração do Estádio do Pacembu em 27-04-1940
Um dos momentos da inauguração do Estádio Municipal de São Paulo, conhecido popularmente como Estádio do Pacaembu.

Mais de 50 mil espectadores lotaram as arquibancadas e esperaram, para ver os desfiles e apresentações que marcaram a solenidade. As delegações de Argentina, Uruguai, Peru e 15 mil jovens atletas brasileiros, representantes de estabelecimentos de ensino e clubes de futebol como o Germânia, Mackenzie College, Juventus, Paulistano, Espéria, Palestra Itália, Corinthians Paulista e São Paulo Futebol Clube adentraram ao gramado do Pacaembu.

Em homenagem a todos os esportistas, uma pira olímpica foi acesa e uma revoada de cinco mil pombos precedeu as falas das autoridades presentes. Um espetáculo pirotécnico marcou a inauguração daquele que na época era o mais moderno estádio Sul-Americano, com capacidade para setenta mil espectadores.

Além do campo de futebol, o paulistano ganhava um ginásio poliesportivo, a piscina olímpica, o ginásio e a quadra externa de tênis, uma quadra poliesportiva, pista de atletismo, salas de ginástica, posto médico e um salão nobre para realização de cerimônias e comemorações.

No dia seguinte (28), após a inauguração, realizou-se o primeiro jogo de futebol, entre o Palestra Itália, atual Palmeiras e o Coritiba. O Palestra venceu por 6 a 2 e o placar foi inaugurado aos dois minutos do 1° tempo por Zequinha, do Coritiba. Completando a rodada dupla, o Corinthians iniciava sua trajetória no estádio vencendo o Atlético Mineiro por 4 a 2. Estes jogos faziam parte do Torneio Taça Cidade de São Paulo, que foi finalizado em 04 de maio. O Palestra Itália tornou-se o primeiro campeaõ do Pacaembu, ao vencer o Corinthians por 2 a 1.

Em 22 de maio de 1942, na partida em que São Paulo e Corinthians empataram em três gols, foi registrado o maior público oficial do Pacaembu - 70.281 torcedores, recorde nunca quebrado. O jogo marcou a estréia de Leônidas da Silva, o "Diamante Negro", no tricolor paulista.

Também no ano de 1942, mas em 20 de setembro, ao vencer o São Paulo por 3 a 1, o Palmeiras, que naquele jogo abandonara o nome Palestra Itália por causa da 2ª Guerra Mundial, jogava pela primeira vez com seu atual nome. O jogo valeu o título do Paulistão daquele ano, que ficou com o Verdão. Em 1945 o Estádio registrou a maior goleada de sua história: São Paulo 12 x 1 Jabaquara.

Dois anos depois, em 18 de maio de 1944, acentece o primeiro jogo da seleção brasileira no Pacaembu em amistoso contra o Uruguai, vencido por 4 a 0, com três gols de Jair Rosa Pinto e um de Heleno de Freitas.

Ginásio recebeu a primeira luta de Éder Jofre

Nem só de futebol viveu o Pacaembu em sua primeira década. Nos anos 40, os pugilistas Atílio Lofredo e Antônio Zumbano (o "Zumbanão") arrastavam multidões para assistir às suas lutas no Ginásio.

Foi lá também, que em 1943, surgia um dos maiores nomes do boxe brasileiro. Com apenas sete anos de idade, Eder Jofre subiu ao ringue pela primeira vez para uma exibição de luta-mirim, vencida por ele, contra um filho de um aluno de seu pai. Era apenas o início de sua carreira no boxe, história composta por muitos capítulos vividos no Ginásio do Pacaembu.

DÉCADA DE 50

Dez anos depois de sua inauguração, o Pacaembu recebeu o maior evento do futebol mundial. Seis partidas da Copa do Mundo de 50 foram disputadas no Estádio Municipal.

A Copa do Mundo contou com a participação de 13 países e seis cidades brasileiras foram escolhidas para receber as partidas - São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Recife.

No Estádio do Pacaembu aconteceram os seguintes jogos: Brasil 2x2 Suíça, Suécia 3x2 Itália, Itália 2x0 Paraguai, Uruguai 2x2 Espanha, Uruguai 3x2 Suécia e Suécia 3x1 Espanha.

Estádio vive marco para a cobertura esportiva no país

Na década de 50 o Pacaembu recebeu inúmeras lutas do pugilista Eder Jofre, que já se consagrava campeão do boxe amador na categoria peso-mosca. Além disso, o estádio receberia partidas do Torneio Rio-São Paulo, na época o principal campeonato do país.

Em 1952, o jornalista Ary Silva comentou a primeira transmissão de uma partida pela televisão, direto do gramado do Pacaembu.

Pela pista de atletismo do Complexo, passou o atleta Emil Zatopeck, que mais tarde ficaria conhecido como a locomotiva humana por sua excepcional performance nas Olimpíadas de 1952. Na mesma época, Adhemar Ferreira da Silva dava seus primeiros saltos-triplos no Pacaembu, saltos que o tornariam depois, o único atleta brasileiro com duas medalhas de ouro olímpicas.

Charles Miller recebe homenagem e Pelé estréia no Pacaembu

Em 54, através da Lei Municipal 4.489, a Grande Praça em frente ao estádio passou a se chamar "Charles Miller", em homenagem ao homem que introduziu a modalidade, vinda da Inglaterra, em nosso país.

No início de 1955 Luizinho, o pequeno camisa 8 do Corinthians, levava o alvinegro à conquista do título do IV Centenário com o empate em 1 a 1 contra o rival Palmeiras, no Pacaembu.

Três anos depois, em 26 de abril de 1957, na partida entre Santos e Palmeiras, Pelé jogou pela primeira vez no estádio municipal, já mostrando toda a habilidade que o consagraria no ano seguinte. A Copa da Suécia, em 1958, chegou para trazer a primeira conquista mundial para a Seleção brasileira de futebol e unir para sempre o nome de Paulo Machado de Carvalho ao Estádio da Municipalidade.

DÉCADA DE 60

Na década em que o Estádio foi rebatizado, os Jogos Pan-Americanos seriam disputados pela primeira vez em São Paulo.

Após a conquista brasileira na Suécia em 1958, a Prefeitura Municipal de São Paulo resolveu homenagear um dos principais responsáveis pela formação da vitoriosa seleção. Em Junho de 1961 o Estádio Municipal do Pacaembu passaria a se chamar Paulo Machado de Carvalho, em homenagem ao "Marechal da Vitória", chefe da delegação canarinho nas Copas de 58 e 62.

Na mesma época a quadra coberta de tênis era utilizada por uma das maiores atletas nacionais. Maria Esther Bueno treinou nas quadras do complexo para, pouco depois, se tornar a tenista brasileira oito vezes campeã em Wimbledon, homenageada até hoje com uma estátua de bronze no local.

Em 1963, os Jogos Pan-Americanos foram disputados pela primeira vez no Brasil. São Paulo foi a cidade escolhida para sediar a competição e o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho abrigou competições de atletismo, saltos ornamentais, natação e boxe. Além disso, por sua privilegiada localização e estrutura, foi escolhido como o palco das cerimônias de abertura e encerramento do evento.

Pelé consagra-se e Concha Acústica dá lugar ao Tobogã

Também na década de 60 o Estádio do Pacaembu tornou-se um dos palcos preferidos do Rei Pelé. Jogando ao lado de Coutinho, Pepe e companhia, o lendário camisa 10 ajudou o Santos a conquistar os principais títulos da história do clube além de se tornar artilheiro do Campeonato Paulista durante seis anos consecutivos.

Um dos principais adversários do Rei era o Corinthians, que passava por um longo jejum de títulos. Porém, mesmo com a superioridade santista, em Março de 1968 os Corintianos puderam enfim, vibrar com uma vitória sobre o Peixe no Pacaembu. O Placar de 2 a 0 encerrou o tabu contra os santistas.

Em 1969, começou a primeira grande reforma da história do Pacaembu. Com o objetivo de trazer mais conforto aos torcedores, a Concha Acústica foi derrubada para dar lugar a mais um setor de arquibancadas: o tobogã. Dessa maneira o Estádio ganhou mais 10 mil lugares.

O Togogã do Estádio do Pacembu
O Estádio sem a conha acústica, agora com o Tobogã.

Junto com o novo espaço, veio a instalação do primeiro placar eletrônico. Nada mais apropriado para encerrar uma fase marcada com tantos gols e eventos, que colocariam o Pacaembu de vez na lista dos principais estádios esportivos do mundo.

DÉCADA DE 70

Após sua primeira grande reforma, o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho se tornou um dos mais utilizados do Brasil; Período estreitou a relação entre o Pacaembu e um dos clubes mais populares do país.

Inúmeras partidas de futebol marcaram a época no Pacaembu. Apesar de possuir um estádio próprio, o Sport Club Corinthians Paulista optou por deixar de lado o Parque São Jorge e adotar o local como sua casa.

Essa prática tornou-se necessária, pois foi no período de maior jejum de títulos em sua história que a torcida alvinegra mais cresceu. Com isso, a velha e saudosa "Fazendinha" seria insuficiente para abrigar os jogos do Timão.

Rivelino marca época e Pelé se despede do Pacaembu

Além de Pelé, jogadores como Falcão, Ademir da Guia e Roberto Rivellino fizeram grandes apresentações no Pacaembu. Rivellino, inclusive, foi o responsável por outro dado curioso. Muito antes de Bebeto na Copa de 94, em 30 de Outubro de 1971, nasceu a comemoração do nana-nenê. No empate em 1 a 1 entre Santos e Corinthians, Rivellino dedicou o seu gol, marcado no último minuto da partida, à filha Roberta.

Em 3 de setembro de 1972, a final do Campeonato Paulista de Futebol seria decidida no Estádio Paulo Machado de Carvalho. São Paulo e Palmeiras empataram sem gols e o título foi comemorado pela equipe alviverde, campeã invicta da competição.

No dia 29 de setembro de 74 o Rei do futebol disputaria o seu último jogo no Pacaembu. A partida foi entre Corinthians e Santos e, diferente do habitual na história do clássico no local, o placar foi de 1 a 0 para o Timão. Encerrava-se a passagem de um ídolo, pelo gramado onde balançou a rede 115 vezes em 119 jogos disputados.

Em partida realizada no dia 9 de outubro do mesmo ano, o Pacaembu recebeu a partida mais importante da ultima rodada do primeiro turno do Campeonato Paulista.

A vitória por 1 a 0 do Corinthians sobre o São Paulo, que garantiu o time do Parque São Jorge na final do Paulistão, foi o suficiente para que o Estádio Municipal presenciasse uma noite de festa, como a muito tempo não se via no estádio brasileiro que mais recebeu partidas naquele ano, com mais de 100 jogos realizados.

DÉCADA DE 80

Estabelecido como a principal casa do futebol na cidade de São Paulo, o Pacaembu também ganhou notoriedade nos anos 80 por eventos que envolveram outras modalidades esportivas e, especialmente, pelos espetáculos musicais lá realizados.

A segunda grande reforma do Complexo do Pacaembu ocorreu no início de 1983. O motivo foi a péssima condição em que se encontravam todas as dependências do estádio.

Em um ano foram realizadas melhorias como a recuperação da estrutura de concreto das arquibancadas, marquises e passarelas, reforma geral dos bancos do setor das numeradas, reparos do piso e das paredes dos banheiros, adequação das instalações elétricas, entre outras.

No dia 27 de abril de 1984, o Pacaembu foi reaberto na comemoração do seu aniversário de 44 anos. Na ocasião, a pintura do estádio foi feita de modo a ficar igual àquela utilizada em 1940.

Palco de espetáculos musicais e grandes eventos

No final da década, o tradicional Estádio ganhou ares de modernidade. Assim como já acontecia com outras praças esportivas, o Pacaembu começou a receber shows, desfiles, exibições esportivas variadas e uma série de outros eventos.

Em 1988, a cantora Tina Turner foi a primeira grande atração da fase musical do Pacaembu, depois de acertar a inclusão do Brasil na lista de países por onde passaria sua turnê.

Mas não foi apenas com as atrações musicais que o estádio ganhou destaque no final da década de 1980. Campeonatos de modalidades esportivas diferentes, como o Supercross, também ajudaram a abrilhantar o Complexo. Era a entrada definitiva do Pacaembu na relação de cartões-postais da cidade de São Paulo.

DÉCADA DE 90

Música e esporte movimentam mais uma época marcante no Pacaembu

Assim como no final dos anos 80, grandes nomes da música, nacional e internacional, passaram a enxergar no Pacaembu um palco ideal para a realização de seus shows.

Em 1991, o tenor Luciano Pavarotti; em 1992, o Hollywood Rock; em 1993, o Free Jazz Festival; em 1994, Paul McCartney e o mega-evento Monsters of Rock; em 1995, nova edição do Monsters of Rock e apresentação de uma das maiores bandas da história do rock: os Rolling Stones. Todos estes espetáculos movimentaram mais de um milhão de pessoas no estádio.

Acostumado a receber grandes jogos, o Pacaembu acolheu algumas decisões históricas nos anos 90. Uma delas no Campeonato Paulista de 1994, quando Corinthians e Palmeiras se defrontaram e colocaram em campo uma rivalidade de décadas. A partida derradeira terminou em 1 a 1, resultado que garantiu a taça ao Verdão.

No ano de 1995 as bases do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho tremeram. A segunda partida da final do Campeonato Brasileiro pôs frente-a-frente dois rivais históricos: Santos e Botafogo.

Após a vitória botafoguense por 2 a 1 na primeira partida, mais de 40 mil torcedores do Peixe compareceram ao Pacaembu para incentivar a equipe. Mas ao término dos 90 minutos e depois de muitos lances polêmicos o placar de 1 a 1 confirmou o primeiro título no Botafogo em Campeonatos Brasileiros.

A torcida corintiana também teve a oportunidade de comemorar um grande feito, em 1999. Durante partida da primeira fase da Copa Libertadores da América, o Timão não tomou conhecimento do Cerro Porteño-PAR e marcou 8 a 2, maior goleada daquela competição.

Foi também na década de 90 que o Complexo do Pacaembu, incluindo a Praça Charles Miller, foi tombado como Patrimônio Histórico da Cidade de São Paulo, comprovando o valor significativo que possui junto à sociedade paulistana.

ANOS 2000 - 2020

A primeira grande final de futebol disputada no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho nos anos 2000 foi a da Copa Libertadores da América, em 2002. Na ocasião, uma grande surpresa: o recém-criado São Caetano desbancou uma porção de favoritos e alcançou a decisão, na qual enfrentou o Olímpia. Na disputa de pênaltis, título para a equipe paraguaia.

Já em 2004, o futebol paulista se surpreendeu com a segunda decisão "caipira" da história do campeonato estadual. Dessa vez, as equipes que derrotaram os grandes foram o São Caetano e o Paulista de Jundiaí. Os dois jogos finais aconteceram no Pacaembu (em 11 e 18 de abril) e o Azulão se consagrou pela primeira vez como vencedor do Paulistão, vencendo as duas partidas (3 x 1 e 2 x0).

Ainda em 2004, após longa reforma, o Ginásio do Pacaembu foi reinaugurado, contando agora com arquibancadas para quatro mil pessoas e quadra poliesportiva apta a receber basquete, futsal, handebol, vôlei, ginástica, e, até mesmo, modalidades mais peculiares, como skate, streetball e truco.

Em 2007, deu-se início a uma série de reformas, com destaque para a alteração realizada no gramado do campo de futebol, com a introdução da grama "bermuda", sempre com o intuito de deixar o espetáculo mais atraente. O ano de 2015 vê a piscina receber a maior reforma de sua história, com reestruturação total do complexo aquático.

O último jogo da seleção no Pacaembu foi no dia 07 de junho de 2011 com vitória sobre a Romênia por 1 x 0 com gol do centroavante Fred. Ao todo foram 25 partidas, com 15 vitórias, 6 empates e 4 derrotas.

Em 2012, o Pacaembu é o local em que o Corinthians celebra seu primeiro título da Copa Libertadores da América, vencendo o Boca Juniors por 2 a 0 no dia 04 de julho.

No ano de 2014, com a inauguração da Arena Corinthians, em Itaquera e a conseqüente diminuição de partidas profissonais de futebol a cidade começa a discutir o futuro do Pacaembu. Em 2015, a Prefeitura apresenta um chamamento público em busca de propostas para parcerias com a iniciativa privada que viabilizem a modernização do Estádio.

CONCESSÃO DO PACAEMBU
A gestão do Complexo do Pacaembu passou a ser de responsabilidade da iniciativa privada a em 25 de janeiro de 2020, aniversário de 466 anos da cidade de São Paulo. A concessionária Allegra, vencedora do processo de licitação, vai explorar o equipamento por 35 anos, pelo valor total de R$ 111 milhões. A concessionária prevê investir cerca de R$ 400 milhões no equipamento público tombado.

As obras no estádio do Pacaembu, que foi concedido à iniciativa privada, tiveram início na manhã de 29 de junhio de 2021 (e finalizado em 29 de setembro), com a demolição do tobogã, arquibancada construída na década de 70 localizada atrás de um dos gols. O tobogã era um dos símbolos do estádio e sua demolição vinha sendo contestada judicialmente pela Associação Viva Pacaembu. A associação alegava que o tobogã não poderia ser demolido por causa do tombamento do estádio, mas a prefeitura afirma que a estrutura foi construída muito tempo depois, não fazia parte da estrutura original e não estava protegida pelo tombamento. No lugar do tobogã será construído um edifício multifuncional, com um centro de convenções e um novo estacionamento.

Com a derrubada do Tobogã a capacidade de público do estádio será de aproximadamente 25 mil pessoas.

Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva.
Fonte: prefeitura.sp.gov.br/ Estádio do Pacaembu; https://pacaembuoficial.com.br.
Página adicionada em 11/Outubro/2021.