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História do Futebol Brasiliense (Distrito Federal)


Loja Campeões do Futebol


Ficha da Federação

Federação BrasilienseFederação de Futebol do Distrito Federal
Fundada em 16 de março de 1959
Endereço: SRTVS Quadra 701, bloco H, lote 10R - Edifício RECORD - 3° andar - sala 301 - Brasília/DF
Site Oficial: www.ffdf.com.br | www.fbfdf.com.br | www.fbfdf.org.br


Escudos anteriores

Federação Brasiliense de Futebol Federação Metropolitana de Futebol (DF) Federação Desportiva de Brasilia (DF)


Sobre a Federação

Fundada em 16 de março de 1959 pelas Associações civis e sociedades desportivas de prática de futebol profissional e amador, sob a denominação inicial de Federação Desportiva de Brasilia denominação essa, posteriormente, mudada para Federação Metropolitana de Futebol por força da alteração estatutária ocorrida em 06 de março de 1997 e reconhecida como a entidade de Administração Regional do Desporto pela Lei Federal n°. 8.672, de 06 de junho de 1993, tem a sua sede e foro na cidade de Brasília, Distrito Federal. Fonte: Estatuto Social de 13 de setembro de 2019.

Brasília - Treze anos de futebol (História: Do Começo até 1973)

Matéria de Jorge Martins - na Revista Placar (pag. 65) - de 28 de dezembro de 1973

O jogo para os torcedores era bom, quase um clássico. Reunia os times de duas das principais construtoras de Brasília: Rabelo e Pederneiras. O campo ainda apresentava vestígios do trabalho de uma niveladora. Arquibancadas não havia: os mais comodistas se sentavam na cerca rudimentar erguida à volta do campo. Era um começo.

Os campos começavam a surgir por toda a cidade, logo seguidos de clubes. Foi quando as construtoras resolveram erguer estadiozinhos. Um passo adiante foi a iniciativa do Guará - único clube realmente estruturado - , que decidiu construir um estádio. Pouco tempo depois era disputado o primeiro campeonato de Brasília. E o Guará ficou com o vice-campeonato (1958).

O futebol começava a se estruturar. Rabelo, Guará, Defelê, Cruzeiro, Pederneiras, Cienge e outros já apareciam nas páginas dos jornais brasilienses, disputando espaço às notícias dos clubes cariocas, paulistas e outros.

Um novo passo foi o surgimento de times que representavam repartições: o do Supremo Federal, do Tribunal Superior Eleitoral, da Câmara, do Senado, do Tribunal Federal de Recursos - onde nasceu e vive até hoje (Nota Campeões do Futebol: estes dados são de matéria do ano de 1973) a Associação Esportiva Carioca, mantida exclusivamente pelos seus funcionários.

Foi criada a Liga Independente de Futebol de Brasília, que, além de reunir clubes do Plano-Piloto congregava agremiações das cidades-satélites, principalmente de Taguatinga, que teve dois bons times: o Brasília, uma das melhores equipes da capital de tosos os tempos, embora não participasse de campeonatos patrocinados pela Liga oficial, e o Flamengo, fundado por torcedores do time carioca.

O Defelê

Embora pareça mentira, os campos enchiam. A rivalidade entre as construtoras e, principalmente, entre elas e o Guará levava amantes do futebol a deixarem suas casas para ver os times de Brasília numa época em que isso era considerado brincadeira.

Até que, em 1967, para muitos aconteceu o impossível: O Defelê, campeão da cidade, entrou na Taça Brasil, juntamente com representantes de Mato Grosso e Espírito Santo. Venceu em Brasília e perdeu em Mato Grosso. Era a primeira experiência com um semiprofissionalismo, com jogadores que ficavam no come-e-dorme, não no time, mas no emprego. Única fórmula na época para a armação de uma equipe razoável.

O Esvaziamento

Tal fase durou pouco, pois logo depois da Taça Brasil o Defelê foi obrigado a desfazer seu time, o mesmo acontecendo ao Guará, Rabelo e outros mais. O torcedor de Brasília, ainda preso ao clube de seu Estado de origem, não queria saber de novas cores. Preferia bater sua própria bola, pela manhã. À tarde, plantava-se diante da televisão, que transmitia os jogos realizados no Rio e em São Paulo.

Nessa volta ao amadorismo surgiram novos clubes, como o Ceub, Gráfica, Piloto e Jaguar, que aos poucos sensibilizavam os torcedores, embora estes constinuassem sem ir aos jogos. Hugo Mosca, então presidente da Federação Desportiva de Brasília, entendeu que faltava um estádio à cidade, e começou a construção do Pelezão, que, inaugurado, marcou a realização de alguns jogos interestaduais, com algum sucesso. Mas os jogos locais continuavam sem platéia: num deles, entre Carioca e Jaguar, a renda foi de apenas Cr$ 2,00 - um ingresso.

Novas partidas foram programadas e o torcedor compareceu em peso para ver Botafogo, Atlético Mineiro, Flamengo, Fluminense, Santos, Independiente de La Plata, River, etc. Foi quando o Ceub e Gráfica começaram a estudar a formação de equipes que lhes permitissem disputar o Brasileiro, um torneio que prometia abrir as portas do futebol para todos os centros, grandes e pequenos.

Os Profissionais

Enquanto o Gráfica tentava chegar ao Brasileiro através do Campeonato de Brasília, lutando e conquistando o título, o Ceub escolhia outra fórmula: estabelecia contatos para a formação de um grande time e sua primeira contratação - Cláudio, do Fluminense - revelava que seus dirigentes estavam no caminho mais certo. Ao mesmo tempo, começava a disputar alguns amistosos, plantando entre os torcedores as suas cores: amarelo e azul.

Outra vantagem do Ceub: sua origem, entre os muitos estudantes de Brasília. Os jovens estavam menos ligados aos clubes pelos quais seus pais eram apaixonados. A luta pela inclusão do Ceuba no Brasileiro acabou por interessar a toda Brasília, que viboru inteira quando a CBD garantiu a presença do clube.

E vieram novas contratações: Rildo, Oldair, Paulo Lumumba, Dario - que, em Brasília, trabalhava como açougueiro. Tudo contribuía para a formação de uma torcida em Brasília - o fundamental. O Brasileiro serviu para o Ceub descobrir que tinha torcedores fanáticos, capazes de ir ao estádio com suas bandeiras.

O Brasileiro serviu também para uma união em nível de decisão de todos em Brasília. A exigência para a confirmação do convite ao Ceub era um estádio pronto, com capacidade para 30 000 torcedores. Todos trabalharam juntos e, em trinta dias, estava atendida a exigência. Os demais clubes passaram a acreditar nos dirigentes, no futebol de Brasília.

O Bom Exemplo

O Grêmio Esportivo Brasiliense, diante de sucesso do Ceub, começou a construção de seu estádio para 30 000 torcedores. Pensa na contratação de profissionais e cuida das categorias inferiores. Outros clubes, que sempre se opuseram a filiar-se à Federação, trataram disso. Inclusive dois não brasilienses.

Hoje, é comum ver-se o escudo do Ceub em toda parte. Claro que todos ainda têm seu clube de origem e a indecisão quando dois se cruzam é evidente. Mas o importante é que o Ceub já tem sua torcida.

E os dirigentes esperam que a coisa esquente a partir de março, quando deverá ser entregue aos clubes o novo estádio da capital, com capacidade para 40 000 torcedores.

Por tudo isso e, principalmente, em razão daqueles que nasceram no planalto ou aqui chegaram ainda crianças, parece que o futuro do futebol de Brasília já chegou, numa terra que nasceu com o futebol: quando Juscelino Kubitschek aqui pisou pela primeira vez, na hora do almoço, os primeiros candangos aproveitavam o tempo e batiam sua bolinha.


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Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva.
Fontes consultadas: Fonte: Estatuto Social da Federação de 13 de setembro de 2019; Revista Placar de 28 de dezembro de 1973; www.ffdf.com.br; e Biblioteca CF.
Página adicionada em 22 Junho 2011 - atualizada em 23 Dezembro 2024.