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Matéria da Revista Placar de 23 de julho de 1971, assinada por Irineu Avanci.

Título original: Baré, bicampeão

Há um lugar no Brasil tão longe do resto e com características tão próprias, que uísque estrangeiro é mais barato que Brahma, Placar custa Cr$ 10,00 no mercado negro e as pessoas ganham a vida achando ouro.

Por enquanto, sua maior ligação com o resto do país é a disposição de seus 48 000 habitantes (8 000 militares) para abrir estradas e para jogar bola.

Baré, GAS, Roraima, São raimundo, São Francisco e Náutico são os seis clubes que disputam o Campeonato profissional de Roraima. Seu estádio atual já é bastante para ter rendas de até Cr$ 30 000,000, mas em 1972, segundo promessa do governador Hélio Costa Campos, será inaugurado o Estádio Canarinho, para 30 000 pessoas e com iluminação moderna.

O time de mais dinheiro é o GAS (Grêmio Atlético Sampaio), com seiscentos sócios, e que levanta sua verba com festas e recepções. Foi o campeão de 1969, quando o futebol aqui começou a tomar forma.

O outro grande é o Baré, time de maior torcida e que, para felicidade geral, sagrou-se bicampeão em 70/71.

Para vocês terem uma idéia do esfôrço e da dedicação com que nasce o futebol em Roraima: o coronel Mena Barreto, comandante do 2° BEF (Batalhão Especial de Fronteira), trabalha de graça como preparador físico dos seis clubes, além de ajudá-los no que é possível.

Mas, nessa curta história, o Baré é o grande nome: nunca perdeu para os grandes do Amazonas, e tem 22 partidas invicto.

Por essas e outras é que, do meio da selva, vem um apêlo à CBD: apóie o futebol de Roraima.

Abaixo o recorte da Matéria da Revista placar.

Recorte da Revista Placar sobre o Bi campeonato do Baré em 1970/71

Veja também » História e títulos do Baré


Fonte: Revista Placar, de 23 de julho de 1971, pág. 20; revista pertence aos Arquivos www.campeoesdofutebol.com.br.
Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva - Página adicionada em 26/Novembro/2012 e atualizada em 09/Outubro/2016.