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Estádio Evandro AlmeidaO ESTÁDIO

Em 15 de agosto de 1917, no exato dia que completava 6 anos de reorganização, o Clube do Remo, agora assim chamado, procedeu a inauguração do seu campo de futebol. O jornal “Folha do Norte” deu detalhes, informando a dimensão do estádio, 110 metros de comprimento por 70 de largura, ladeado por toda sua extensão por uma elegante arquibancada com 5 metros e meio de largura e em cuja área se podem localizar 2.500 pessoas. A arquibancada é quebrada em suas linhas de extensão por um pavilhão superior de 12 metros de comprimento por 6 de largura, que se destina às famílias dos sócios, ficando a parte inferior correspondente da arquibancada reservada aos sócios.

A primeira partida disputada no estádio, curiosamente, não teve participação do time remista. Foi entre Reserva Naval e Seleção Paraense, após uma vasta programação iniciada pela manhã, com uma salva de 21 tiros.

Os jornais, como era comum na época, não registraram o placar do jogo, divulgando apenas a formação das equipes e o nome do árbitro: Hugo Leão, um dos fundadores do Paysandu.

O Leão só passaria a utlizar o estádio no dia 2 de setembro de 1917, quando derrotou o Panther por 3 a 1. O jogo era válido pelo Campeonato Paraense de 1917. Remo: Francelísio; Armindo e Lulu; Infante, Bordalo e Carlito; Lugards, Djalma, Chermont, Cícero e Formiguinha. Panther Clube: Santos; Wandick e Crispim; Kepler, Onias e Carolino; Enéas, Pau, Elderico, Babá e Rocha.

Em 1935 o Remo reestruturou o seu estádio com arquibancadas maiores. Para comemorar a reinauguração a sua reinauguração, foi disputado um jogo amistoso no dia 26 de maio de 1935, com vitória azulina pelo placar de 5 x 4.

No dia em que completava seus 29 anos de reorganização, o Remo inaugurou os refletores de seu campo de futebol. Assim foi saudado pelo jornal “Folha do Norte”: "A bela praça de esportes à luz de refletores apresenta aspecto deslumbrante, tal é a superioridade de distribuição de feixes luminosos que se cortam no eixo do campo a 15 metros de altura. O campo está dotado de 32 refletores A. L. 51, com 15 polegadas de diâmetro distribuídos por grupos de 4 em 8 torres de 17 metros de altura, cada uma, sendo 4 de cada lado. Cada refletor abriga uma lâmpada de 1.500 watts. A rede de alimentação dos refletores é aérea e a voltagem fornecida por um transformador de 50 K.V."

O transformador recebia da Pará Elétrica a corrente em alta tensão (2.000 volts), transformando-a para 220 volts, que era a voltagem recebida pela rede. A entrada da alta tensão era guarnecida com pára-raios Pellet e a rede de iluminação comandada por uma chave tripolar Trumbel, com fuzíveis de 250 amperes.

As obras mais recentes no estádio datam de 1962 quando o Baenão, como é popularmente conhecido, ganhou vestiários com túneis para duas equipes e árbitros, novas arquibancadas, gramado reforçado e novo alambrado mais reforçado. A inauguração do novo Baenão aconteceu diante da equipe do Ceará, 1x1 foi o resultado final.

No jogo Remo 2 x 2 São Raimundo, válido pelas semifinais do primeiro turno do Campeonato Paraense de 2010, realizado no dia 7 de março de 2010, marcou a estreia do placar eletrônico do Baenão medindo 3 metros de altura por 10 metros de largura.

Origem do nome

O nome que batiza o Baenão tem história: um ex-zagueiro do clube machucou a cabeça durante uma partida e, ainda assim, voltou ao campo e deu a vitória ao Leão com um gol de cabeça. Este é Evandro de Melo Almeida um dos principais jogadores no início das atividades do Clube do Remo, ajudando o time remista em grandes conquistas.

Após pendurar a chuteiras o ex-atleta passou a atuar ativamente na administração do clube de maneira abnegada, o que lhe rendeu o título de benemérito azulino.

Faleceu no dia 21 de maio de 1964. O Clube do Remo publicou notas fúnebres nos jornais da capital paraense, anunciando a morte de Evandro Almeida e convidando os simpatizantes da Agremiação para o seu sepultamento, que saiu da Rua de Bragança, nº 40, Belém, Pará.

Na data de 4 de agosto de 1965, o Conselho Deliberativo do Clube do Remo decidiu denominar, oficialmente, o estádio de propriedade da agremiação de estádio Evandro Almeida, como homenagem ao grande azulino falecido um ano antes.


Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva.
Fonte das Informações: pt.wikipedia.org, www.campeoesdofutebol.com.br, Enciclopédia do Futebol Paraense, Livro Leão Azul Centenário e jornal O Liberal (edição de 21 de abril de 2010).
Página adicionada em 21 de março de 2010 - revisada em 03/Agosto/2013.