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CCAA Guapira
Equipe principal do Clube Guapira em jogo contra a Central Brasileira (Cotia) no Campeonato Paulista de Futebol Profissional da 3ª Divisão de 1988. Link da Foto: www.flickr.com/photos

Fundação
Fundada em 20 de outubro de 1918, a Associação Atlética Guapira começou através da organização de um grupo de moradores do bairro, então chamado Guapira, e de funcionários da Vidraria Lupatelli (maior empresa local, na época), que organizaram uma equipe de futebol. À luz de um lampião, a fundação oficial se deu na Escola Mista Guapira. O bairro mudou de nome e hoje o Guapira é orgulho do Jaçanã. No início da década de 1960, com o surgimento de alguns clubes de campo, a Associação Atlética Guapira passou a se chamar Clube de Campo Associação Atlética Guapira.

Sobre o bairro Guapira / Jaçanã
Em 1870, o bairro era conhecido como Uroguapira, pois acreditava-se que houvesse ouro no local. Posteriormente, seu nome foi abreviado para Sítio Guapira, nome dado pelos indígenas para a região da Cantareira. Em 1º de junho de 1930, o bairro passou a se chamar Jaçanã, nome da ave ribeirinha que se caracteriza pelo tom avermelhado do peito e que abundava na região. O nome antigo permaneceu em locais como a Avenida Guapira e o Clube Guapira.

Fundadores
Entre o grupo que estava na fundação da A. A. Guapira estavam Cândido José Rodrigues, João Favari, Valentim Mutschelli, Mario Pinheiro, Antonio Romeu Soares, Ernesto Buono, Elias Chistone, Alcíbio Pinto Barbosa, José Cursino da Cruz, Luiz da Costa, José da Costa, Primo Corsini, João Bento Rodrigues, Capitão Antonio Joaquim Nascimento, José Marcondes, Milton Morais Salgado, Damásio da Silva, Lucio da Silva, João Teixeira de Barros, Antonio Matatudo, José Gonçalves e Francisco Pinto.

Os primeiros campos de futebol
De acordo com palavras de Antonio Alito (um dos ex-presidentes do clube), o primeiro campo utilizado pela nova entidade ficava entre a Estrada do Guapira, a Rua Francisco Rodrigues e a Rua Elisa Ester de Barros. Como não havia sede e o lugar era pouco habitado, os jogadores se trocavam ao ar livre e penduravam suas roupas nas cercas que delimitavam o campo.

Mais tarde, o campo do Guapira mudou para as proximidades da Rua Irmã Emerenciana e, embora o terreno fosse melhor, ainda não existiam acomodações. Posteriormente, passou para um terreno da Santa Casa de Misericórdia, à beira da antiga Rua Guaiacã, atualmente Paulo Lincoln do Valle Pontim. Por este local pagaram aluguel e foi nessa época que registraram o clube para poder negociar com a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que era dona de boa parte do bairro.

Sedes do Guapira
De acordo com Izaias Leite de Godoy, antigo guapirano que foi vice-presidente do Conselho Deliberativo, a primeira sede do clube foi cedida por um deputado chamado Farah que forneceu o dinheiro para a construção de um vestiário de madeira no campo, em troca da possibilidade de 400 votos de pessoas envolvidas com o Clube Guapira. Depois construíram um barracão para a Malha e um barzinho, que era do “seu” Zé Pequeno.

Antonio Alito disse que foram 5 sedes em pontos alugados na Av. Guapira até que Marcos Zanella vendeu um terreno de sua propriedade para o Clube, na Av. Luís Stamatis, por 4 mil réis. Para concretizar o negócio, a diretoria acertou que permaneceria igual por mais cinco anos a fim de quitar a dívida. Assim, a sede social foi construída na gestão de José Marcondes, com material doado pela população local (tijolos, areia etc), através de campanhas feitas pelos dirigentes.

Waldemar Mendes Pedroso, conhecido como Bolinha, conta que ajudaram a tirar terra dos terrenos vizinhos para aterrar o local onde seria a sede. E Antonio Alito e outro ex-presidente do clube, Henrique Luchesi, contam que dirigentes e associados construíram a sede, carregando tijolos e latas de concreto com as próprias mãos.

Entre altos e baixos, foi confirmada a necessidade da aquisição de uma área para instalar a associação. Diante do permanente dificuldade de caixa, o então presidente Milton Salgado alugou a sede da Av. Luís Stamatis para os donos do Cine Aparecida usarem como sala de projeção e a Santa Casa de Misericórdia vendeu o terreno onde o campo era instalado para a construção de um conjunto residencial. Era 1963 e o clube precisava de uma área própria.

Depois de muita negociação com representantes da Santa Casa de Misericórdia, compraram o terreno do clube pelo valor de 35 milhões de cruzeiros, para pagar em 5 anos. Ao mesmo tempo que a aquisição proporcionava alegria, causava preocupação, mas em maio de 1964 a compra foi consumada e teve início o pagamento. Eram 50 mil metros quadrados de área, no bairro que já tinha o nome de Jaçanã. O novo nome do bairro foi eternizado na música Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, anos mais tarde.

Clube de Campo
Nesse início de década, surgiam alguns clubes de campo e a ideia era transformar a Associação Atlética Guapira em um clube de campo, no sopé da Serra da Cantareira, e arrecadar dinheiro com a venda de títulos patrimoniais.

Após o estudo da situação, o Guapira passou a chamar-se Clube de Campo Associação Atlética Guapira e, a partir dali, a programação dos dirigentes era sair aos domingos para visitar amigos e famílias conhecidas e oferecer os títulos do Guapira, conforme conta Aníbal de Freitas, que tornou-se o primeiro presidente do clube com o novo nome, em julho de 1964, no lugar de Manoel Ramalho.

Atualidade
Mascote do CCAA GuapiraLocalizado em uma região tranquila e arborizada da Zona Norte, o Clube de Campo Associação Atlética Guapira conta com uma área 75 mil metros quadrados. Em meio à natureza, o clube destaca-se pela estrutura bem planejada e segurança. Proporciona aos seus associados momentos de diversão, conforto e bem-estar e conta com diversas atividades e espaços exclusivos: Estádio de Futebol, Complexo de Tênis, Campos de Futebol Society, Ginásio Poliesportivo, Parque Ambiental, Teatro, Boliche, Salões de Festas, Complexo Aquático, Saunas, Academia, Beauty Center, Churrasqueiras e muito mais! Ao lado mascote do clube, o Leão da Zona Norte.

Títulos no futebol
O futebol faz parte da história do Clube desde o seu início em 1918. Tornou-se tradicional nesse esporte, e o transporte da época eram os caminhões, que levavam os jogadores em suas carrocerias. As brigas entre os times nos finais das partidas faziam parte da rotina.

Nestes mais de cem anos do clube, o titulo mais importante foi a conquista da 5ª divisão do futebol paulista em 1998. Após melhor campanha na primeira fase de seu grupo, a equipe fez a final com a equipe do Osan, vencedora do grupo 2. Após dois empates por zero gols, ficou com o título invicto por ter a melhor campanha da competição. Confira os jogos:
4x2 e 7x0 CA Guaçuano (Mogi-Guaçu)
2x1 e 2x2 CA Paulistano (São Roque)
1x1 e 4x0 Itaquaquecetuba AC
0x0 e 3x1 AD Guarujá
4x3 e 1x0 Osasco FC
1x1 e 0x0 AA Flamengo (Guarulhos)
5x0 e 1x1 União Suzano AC (Suzano)
2x1 e 1x1 ECUS (Suzano)
3x0 e 2x0 Jacareí AC
0x0 e 2x0 AE Guaratinguetá
2x0 e 1x0 Campinas FC
0x0 e 0x0 GR Osan (Indaiatuba)

Principais Conquistas
Campeonato Paulista da 5ª Divisão: 1998 (Invicto)
Campeão da Divisão Principal de Amadores da Federação Paulista de Futebol – Segundos Quadros: 1957
Campeonato Amador da Capital: 1958, 1960, 1964
Campeão da Liga Riachuelo, que reunia os principais times da Zona Norte da Capital paulista: 1935
Campeão da Sub-Divisão Riachuelo: 1945
Outros
1985 – O Juniores foi sagrado Campeão na 3ª Divisão Estadual;
1986 – O Juniores do Guapira foi Campeão do Estado de S. Paulo;
1991 – O Juniores, mais uma vez, tornou-se Campeão Estadual.
Além desses campeonatos, o Guapira conquistou dezenas de taças e troféus, que podem ser vistos pelos associados na sede do clube.

Estádio Aníbal de Freitas
Estádio do CCAA Guapira
O estádio de futebol tem as medidas oficiais de um campo e com uma capacidade para 7000 torcedores.


Por Sidney Barbosa da Silva.
Fontes: clubeguapira.com.br; https://pt.wikipedia.org/...Jaçanã; Revista comemorativa dos 75 anos do C. C. A. A. Guapira; Arquivo www.campeoesdofutebol.com.br; e www.flickr.com/photos.
Página adicionada em 10/Janeiro/2021.