O TORINO NUNCA MAIS FOI O MESMO
Adicionado em por Lúcio Humberto Saretta.
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Alô, gente! Hoje o meu assunto é o futebol italiano. Mais precisamente, o Torino da década de quarenta. Uma verdadeira máquina, que venceu cinco scudettos consecutivos de 43 a 49 (em 44 e 45 o campeonato foi suspenso devido à Segunda Guerra Mundial).
Nesse time montado pelo presidente, e às vezes técnico, Ferruccio Novo, despontava a figura de Valentino Mazzola, que era mais ou menos o que o Totti é hoje para a Roma. “Capitan Mazzola” foi trazido do Venezia juntamente com Ezio Loik (os dois eram meias e ficaram conhecidos como i gemelli veneziani).
Da odiada rival Juventus foi trazido Guglielmo Gabetto, centroavante matador que usava o cabelo cheio de brilhantina, à la Heleno de Freitas, porém sem ser louco. Os pontas eram Menti e Ferraris II. Em 43 o surpreendente Livorno ficou em segundo lugar.
4 de maio de 1949. Um temporal desabava sobre Torino. Relâmpagos iluminavam a escuridão quando, ao tentar pousar na cidade, um avião bate na basílica de Superga, espatifando-se e incendiando-se. Na busca por sobreviventes, os moradores perguntavam-se quem estaria a bordo. De onde viriam? De repente alguém avista em meio aos destroços uma camisa grená com o scudetto bordado. Desgraça! Era a delegação do Torino, que havia participado de um amistoso em Lisboa e voltava para casa. Ninguém sobreviveu. A Itália parou para reverenciar os seus heróis. Era o fim de uma era.
* Lúcio Humberto Saretta é escritor (autor de Alicate contra Diamante e outras histórias do esportes - Editora Maneco - Ano 2007) e mora em Caxias do Sul/RS -
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