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09/12/2008, Terça-feira - 17h11

Depois de 17 anos, Paulinho Mclaren recebe a “Bola de Prata”

Nada menos que 17 anos após se consagrar como artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1991, o atual auxiliar-técnico do Rio Claro, Paulinho Mclaren, recebeu na última segunda-feira a “Bola de Prata” da revista Placar, um dos prêmios mais cobiçados do futebol brasileiro. O ex-jogador se mostrou emocionado em receber o prêmio, mesmo com o “atraso” de tantos anos. “Para mim é uma honra receber este prêmio, ainda mais como artilheiro do Campeonato Brasileiro em uma época de grandes goleadores”, declarou.

O prêmio foi dado ao jogador pela artilharia do Campeonato Brasileiro de 1991. Naquela ocasião, defendendo a equipe do Santos, Mclaren fez 15 gols em 13 jogos, atingindo a incrível média de 1,15 gol por jogo, que não foi superada até hoje. “Houve um momento daquele Campeonato Brasileiro em que o Túlio Maravilha estava com seis gols e eu com apenas três. Então jogamos na reabertura do estádio do Maracanã, que tinha ficado fechado para reformas. No jogo contra o Botafogo, equipe do Túlio, fiz três gols e o Santos ganhou por 3 a 0. Foi aí que assumi a ponta da artilharia para não largar mais”, comemorou o atual auxiliar-técnico do Rio Claro.

O jogador ainda se divertiu ao recordar momentos do Campeonato Brasileiro, ao lado de outros grandes nomes do futebol nacional. “Tem uma história engraçada de quando eu jogava no Santos. O professor Cabralzinho [ex-técnico do Santos, Carlos Roberto Ferreira Cabral] tinha dado ordens expressas ao volante da equipe para que ele não passasse do meio-de-campo, já que eu dava conta do ataque. Agora, sabe quem era este volante? César Sampaio, um dos maiores jogadores da Seleção Brasileira de 1998”, brincou Mclaren.

O prêmio chega atrasado graças à saída apressada de Paulinho Mclaren da equipe do Santos no final daquela temporada. “Não pude receber o prêmio naquela época, porque logo após o final do Campeonato Brasileiro fui negociado com o Porto, de Portugal. O tempo foi passando e fiquei sem a ‘Bola de Prata’. Mas acho que tudo acaba acontecendo na hora certa. Para mim, receber o prêmio hoje junto com os melhores do último campeonato foi inesquecível”, finalizou o jogador, que aproveitou a oportunidade para rever ex-colegas de campo, que hoje, como ele, atuam como treinadores de diferentes equipes do futebol nacional.

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