Os grandes futebolistas no poker nem sempre são os melhores no gramado

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Já não é novidade que os jogadores de futebol amam o poker. Estrelas como Neymar, Cristiano Ronaldo, Gerard Piqué e tantos outros grandes nomes do esporte mundial já se adentraram na modalidade com até mesmo disputa em torneios profissionais das cartas.

Apesar dessas figuras conhecidas no mundo todo amarem a modalidade, eles não são os melhores entre os futebolistas com as cartas na mão. Muito pelo contrário, pois o fato é que jogadores medianos e até mesmo desconhecidos do público geral são os futebolistas craques no poker.

O principal nome que se destaca quando o assunto é poker é Hugo Cabral. Nascido em São João de Meriti, ele é um atacante que tem longa passagem na segunda divisão do futebol brasileiro e com pouco destaque. Atualmente aos 31 anos, o atleta está sem contrato após ter saído do Cuiabá.

Em aproximadamente uma década como jogador profissional, ele já passou por times como Macaé, Bangu, Ceará, Náutico, Bahia, Avaí, Tombense, América Mineiro, CSA e tantos outros.

Se dentro das quatro linhas Cabral não tem tanto destaque, fora delas ele é um verdadeiro craque no poker. O jogador se familiarizou com a modalidade em 2014, quando atuava pelo Joinville. Desde então, o carioca se apaixonou pelo jogo. Ele é especialista em vários tipos de torneios online. Um deles é o cash game, que oferece total controle para o jogador na mesa, pois não há tem hora de início, meio e fim.
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Em 2017, quando atuava pelo América Mineiro, Cabral obteve o maior prêmio de sua carreira no poker ao vencer um torneio de proporções mundiais que lhe rendeu mais de R$ 200 mil.

Já neste ano, em fevereiro, Cabral brilhou mais uma vez. Quando estava vestindo as cores do Ponte Preta, o atacante cravou um prêmio de mais de R$ 40 mil. Ao todo, estima-se que o jogador já tenha cravado uma premiação de aproximadamente R$ 300 mil.

Além de Cabral, outro atacante que tem o poker como paixão é Finazzi. Conhecido pela passagem no Corinthians, ele parou em 2014, quando tinha 41 anos e colecionou passagem por dezenas de clubes na carreira.

De São João da Boa Vista, Finazzi encontrou o poker como passatempo enquanto ainda estava na ativa. “Eu praticava no computador, sempre me identifiquei com isso. Alguns ex-companheiros de futebol chegaram a aprender o poker comigo”, disse o ex-atacante em entrevista recente para o programa Donos da Bola.
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O passado no ramo da matemática ajuda Finazzi a se destacar no poker. Por ser uma modalidade bastante estratégica e considerado um jogo de informação incompleta, o ex-jogador, que estudou engenharia civil, sempre teve facilidade com o lado lógico das cartas.

“Eu sou fissurado por matemática, e consigo dar aula para nível colegial. No poker isso ajuda bastante. É um esporte que envolve cálculo, estratégia, estatística”, completou o veterano.

Finazzi não tem o mesmo sucesso que Cabral no poker, mas é um praticante vívido da modalidade e disputa vários torneios regionais no Estado de São Paulo. Outro jogador que adora poker é Moisés. Ainda em atividade, atualmente ele joga na China e deixou o Palmeiras após três anos com o Verdão. Enquanto jogava na equipe, ele venceu o Campeonato Brasileiro duas vezes.

Além dos títulos dentro dos campos, Moisés brilhou no poker. Morando em São Paulo, ele esteve próximo dos maiores torneios da modalidade no país. Participante frequente no campeonato estadual da modalidade, ele também jogou algumas edições do Brazilian Series of Poker, o BSOP.
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No ano passado, Moisés foi um dos destaques no campeonato paulista pelo Super High Roller, um torneio realizado apenas com buy-in alto. O então jogador do Palmeiras ficou com a vice-colocação em uma competição que contou com 92 participantes — sendo boa parte deles profissionais.

“Para mim foi bastante gratificante, emocionante, aprendi bastante e parabéns ao Norson (campeão do torneio), que é um cara que não tem o que falar, está ganhando constantemente, muito habilidoso e um grande jogador desse jogo”, afirmou o meio-campista.

Apesar de Moisés ter tido uma boa fase com a camisa do Palmeiras, ele passou a última temporada fora do time titular com frequência. Em 2019, antes de se transferir para o futebol chinês, ele atuou por oito partidas no Brasileirão e teve classificação média no sistema do SofaScore de apenas 6.60.

Quem fecha a lista é Thomas Gravesen. Conhecido por ter sido um “canela dura” durante a sua carreira futebolista, o dinamarquês chegou a jogar no Real Madrid e ter um grande salário, mas não cumpriu com expectativas e sempre destoava com pouca qualidade técnica.
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Quando se aposentou, em 2008, Gravesen resolveu tomar um outro rumo em sua carreira. Ele se mudou para Las Vegas e por lá se tornou um especialista em grandes jogos de poker. Mesmo sendo um jogador recreativo, o ex-meio campista conseguiu uma fortuna considerável nos cassinos e nas cartas.

No ano passado, Gravesen confirmou os rumores de que ele chegou a ganhar milhões durante a sua carreira jogando poker em Las Vegas, um feito do qual o dinamarquês se orgulha.

 

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