Futebol brasileiro pode se aproximar do europeu com auxílio das apostas esportivas

A sanção da Lei 13.756/2018, realizada pelo ex-Presidente Michel Temer, foi apenas o início de uma transformação no futebol brasileiro. A partir dela, tanto os clubes quanto os torcedores começaram a ver um cenário promissor em relação a uma temática delicada, que é as finanças dos times.

Desde o início de 2019 diversas equipes tiveram a permissão do Governo para receberem patrocínio de casas de apostas. Até o fim do Brasileirão 2019 vimos um aumento considerável na quantidade de equipes que entraram em campo estampando os logos de sites de apostas esportivas.

Uma prática, até então proibida, que colocou o Brasil no caminho do que é praticado na Europa, em especial na Inglaterra, na Espanha, em Portugal e na Itália. Ou seja: os clubes brasileiros passaram a ter uma fonte de renda extra, vinda dos bolsos cheios das casas de apostas estrangeiras.

Essa alteração legal foi responsável por permitir a injeção de capital em praticamente 2 dezenas de clubes. Não apenas na Série A do Campeonato Brasileiro, mas também nas Séries B e C.

A união entre o futebol e as operadoras de apostas já produziu resultados práticos. Em 2019, o Flamengo, patrocinado pela casa de apostas Sportsbet.io, foi campeão de quase todas as competições que participou.
 

Gabigol e jogadores Flamengo

O clube inicialmente fechou parceria com essa operadora somente para placas de publicidade em jogos e para campanhas de marketing no Facebook. Posteriormente o time da Gávea passou a estampar o logo da Sportsbet no uniforme, expandindo o contrato para 24 meses de patrocínio.

Pode o futebol brasileiro ter a mesma qualidade do europeu?

Mas de que forma esses patrocínios podem aproximar o futebol brasileiro do futebol europeu? Hoje o Brasil é conhecido como um país que exporta jogadores para a Europa, pois muitos atletas nacionais de alta qualidade interessam clubes ricos.

As categorias de base brasileiras estão recheadas de novos Neymares, Ronaldos e até Pelés, mas que em muitos casos não têm a oportunidade de subirem ao profissional. Ou sobem, mas são rapidamente vendidos.

Logo, os talentos nacionais não ficam no país ou sequer são descobertos. Falta infraestrutura financeira aos clubes para manterem esses atletas aqui. O que os obriga logo a vender para a Premier League, a La Liga e outras ligas europeias.

O interesse das casas de apostas em investir no Brasil pode diminuir um pouco a distância financeira que existe entre o futebol nacional e o europeu. Mais uma vez citando o Flamengo, os comandados de Jorge Jesus passaram muito perto de derrotarem o Liverpool em 2019 e de faturar o Mundial de Clubes.

Podemos concluir que o que separa o Brasil da Europa em termos de futebol não é a qualidade dos jogadores, mas a quantidade de dinheiro nos cofres dos times.

Regulamentação das apostas vai atrair outros investimentos

Outra medida que pode auxiliar os clubes brasileiros é o Projeto de Lei que transformaria esses clubes em empresas. Deixariam de ser agremiações, ganhando um status muito parecido com o que se vê em grandes clubes europeus.

Essa transformação permitiria que um clube brasileiro, por exemplo, pudesse ser comprado por um investidor. Algo comum em muitos países e que cria casos de sucesso, como o Chelsea que depois de comprado pelo magnata milionário Abramovich teve uma virada no seu desempenho

Hoje investidores do gênero não se interessam pelo futebol brasileiro porque legalmente não têm permissão para investirem aqui. Além disso, consideram o sistema de administração e gestão dos clubes no Brasil ultrapassados.

Outra possível fonte de renda dos clubes brasileiros, já aprovada, é a venda dos betting rights para sites de apostas estrangeiros. Ou seja: a partir de 2020 ainda os clubes ganharão financeiramente com a transmissão de seus jogos em sites de apostas.

A lista de sites interessados na legalização das casas de apostas no Brasil tem vindo a crescer cada vez mais.

Do ponto de vista econômico, o impacto nos cofres dos públicos não é muito alto. O que pode ser positiva é a exposição que os clubes das 3 primeiras Séries do Brasileirão terão no estrangeiro. Novamente: uma oportunidade de atrair investidores de peso para o futebol nacional.

Em resumo, podemos afirmar que a regulamentação das apostas esportivas está beneficiando direta e indiretamente os clubes de futebol no Brasil. Tanto a curto quanto a longo prazo esse segmento pode auxiliar o nosso esporte a ganhar ainda mais destaque em todo o planeta, mas também pode permitir que as equipes nacionais melhorem o nível de seu futebol.


por Sidney Barbosa da Silva
Fonte: Arquivo www.campeoesdofutebol.com.br.
Página adicionada em 30/Abril/2020.

 

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