Especial

 
Guarani Futebol Clube

    A campanha
    Primeira fase
 1x3 Vasco da Gama
 2x1 Bahia
 2x0 CSA
 0x0 Vitoria/BA (F)
 1x1 CRB (F)
 0x0 Sergipe (F)
 5x0 Confiança
 2x1 Ponte Preta
 7x0 Itabuna/BA
 0x2 Volta Redonda(F)
 1x1 Botafogo/RJ(F)
    Segunda Fase
 1x1 São Paulo
 3x0 Brasilia/DF (F)
 1x5 Remo/PA (F)
 3x0 Caxias/RS
 2x2 Vasco da Gama-F
 0x2 Portuguesa (F)
 0x0 Coritiba
 2x0 Villa Nova/MG
    Terceira Fase
 3x0 Internacional (F)
 1x1 Goiás (F)
 2x1 Santos
 1x0 Botafogo/PB
 3x0 Goytacaz/RJ
 1x0 Botafogo/SP
 1x0 Londrina (F)
   Quartas-de-final
 2x0 Sport Recife (F)
 4x0 Sport Recife
   Semifinal
 2x0 Vasco da Gama
 2x1 Vasco da Gama-F
   FINAL
 1x0 Palmeiras (F)
 1x0 Palmeiras
 



 


 
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História das finais do Brasileirão
 
  1978 - Guarani FC   "a grande surpresa"
 

Clube "caipira"


Lance da segunda partida final
O campeonato de 1978 teve início em 25 de março e terminou no dia 13 de agosto. Um total de 74 clubes participaram da competição. Em 792 jogos as redes foram balançadas 1.771 vezes, média de 2,23 por partida. Clubes como o Inter de Porto Alegre, Palmeiras e Vasco iniciaram o campeonato como franco favoritos. Corinthians, São Paulo, Atlético/MG e Cruzeiro entre outros poderiam ficar com o título. Mas jamais, sequer, a imprensa brasileira sonharia num clube do interior campeão nacional.

Então como um modesto clube do interior conquistou o título mais cobiçado do país, e em cima do poderoso Palmeiras? Esta foi uma pergunta que apareceu na cabeça de milhares de torcedores dos grandes clubes pelo Brasil afora e da imprensa.
 
O fato é que se tratava de um timaço, com craques como Zenon, Renato "Pé-Murcho", Gersinho, o goleiro Neneca, o centroavante Careca e o então desconhecido técnico Carlos Alberto Silva.

                                                                            click na figura e pegue o poster Guarani FC
 
A formação da equipe
Sem dinheiro para contratações, a diretoria bugrina resolveu inovar. Trouxe Carlos Alberto Silva, um jovem treinador, que fizera um bom trabalho na Caldense (MG), para lançar novos talentos. Observando os juniores do clube, promoveu Tadeu, Odair, Gersinho e um garoto de 17 anos chamado de "Careca", que se tornaria um dos maiores atacantes do futebol brasileiro e que terminaria a competição como artilheiro do clube, ao lado de Zenon (que havia sido contratado do Avaí/SC), com 13 gols cada.
 
Com as pratas da casa, o bugre demorou a mostrar um futebol competitivo no início. Na primeira fase foi o 5° colocado da chave D, da qual participaram 12 equipes e classificavam as 06 primeiras para a fase seguinte. Na 2ª fase ficou em 4°, em nove participantes e que classificava seis clubes. A partir da 3ª fase é que o futebol dos comandados de Carlos Alberto Silva começou a aparecer. Foram 11 vitorias seguidas até o jogo final.
 
O Guarani utilizou 24 jogadores durante a V Copa Brasil (denominação do campeonato brasileiro na época). O meia Renato foi o que mais jogou - atuou em 31 jogos, fazendo 10 gols. O zagueiro Édson chegou a atuar em 30 jogos, sem marcar gols, seguido pelo lateral direito Mauro (29 jogos e 2 gols), Neneca (goleiro, 28 jogos), Zé Carlos (volante, 28 jogos, nenhum gol marcado) e Capitão (atacante, 28 jogos, 06 gols). Participaram ainda da conquista Careca, Miranda, Zenon, Gomes, Macedo, Bozó, Manguinha, Gersinho, Silveira, Alexandre, Adriano, Cuca, João Carlos, Odair, Antônio Carlos, Tadeu, Claudinho e o goleiro João Roberto.
 

As finais
 

Na primeira partida da final, o goleiro Leão da equipe do Palmeiras, irritado com as provocações de Careca, deu-lhe uma cabeçada dentro da área aos 25 minutos do 2° tempo. Pênalti marcado e expulsão de Leão. Como o Palmeiras já havia feito as duas substitições permitidas na época, Escurinho (ponta-de-lança) foi improvisado no gol. O resultado não foi desastroso, ele só sofreu o gol de penalti convertido por Zenon.Careca comemora o gol do titulo
 
Na segunda partida, o bugre não pôde contar com o talento de Zenon que estava cumprindo suspensão automática. Em seu lugar entrava o esforçado Manguinha, tecnicamente inferior ao titular, porém muito eficiente na marcação. Outro grande em campo foi o ponta-esquerda Bozó que perseguia Jorge Mendonça por todos os lados do campo. O volante Zé Carlos foi um técnico dentro das quatro linhas durante toda a campanha consagradora e um "gladiador" na final, suando a camisa e dividindo todas as bolas. Mas a estrela de Careca brilhou mais uma vez. Foi dos pés dele que saiu o gol do título - aos 36 minutos do primeiro tempo Bozó é lançado na esquerda e chuta. O goleiro Gilmar rebate e a bola sobra para Careca concluir. É o gol do titulo.

 
Final
1ª partida

PALMEIRAS 0 x 1 GUARANI
Data: 10/Agosto/1978 Local: Estádio do Morumbi (São Paulo)
Gol: Zenon aos 30 do 2° tempo Árbitro: Arnaldo César Coelho
Renda: Cr$ ---- Público: + de 100.000
PALMEIRAS: Leão; Rosemiro, Alfredo, Marinho (Zé Mário) e Pedrinho; Jair Gonçalves, Toninho Vanusa e Jorge Mendonça; Sílvio (Escurinho), Toninho e Nei. Téc.: Jorge Vieira.
GUARANI: Neneca; Mauro, Gomes, Édson e Miranda; Zé Carlos, Zenon e Renato; Capitão, Careca e Bozó (Adriano). Téc.: Carlos Alberto Silva.
 
2ª Partida
GUARANI 1 x 0 PALMEIRAS
Data: 13/Agosto/1978 Local: Brinco de Ouro da Princesa (Campinas)
Gol: Careca aos 36 do 1° tempo Árbitro: José Roberto Wright (RJ)
Renda: Cr$ 1.706.280,00 Público: 27.086
GUARANI: Neneca; Mauro, Gomes, Édson e Miranda; Zé Carlos, Manguinha e Renato; Capitão, Careca e Bozó. Tec.: Carlos Alberto Silva
PALMEIRAS: Gilmar; Rosemiro, Beto Fuscão (Jair Gonçalves), Alfredo e Pedrinho; Ivo, Toninho Vanusa e Jorge Mendonça; Silvio, Escurinho e Nei. Tec.: Jorge Vieira
 
15/Setembro/2006         por Sidney Barbosa
 

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